Maria Luíza Narrando:
Os tiros estavam cada vez ficando mais próximo, ouvia muitos gritos, pessoas chorando, uma correria enorme, estava tudo complemente assustador.
- Amiga calma, ele já tá vindo! - Beatriz falou apontando para DG que corria na nossa direção.
- Vai toma logo esse remédio, e vamos, tá quase chegando!
- O bebê..- Falei cansada.
- Pode tomar, o cara lá falou que esse você pode Maria, vai logo porra! - Gritou e eu assoprei a bombinha, até que minha respiração fosse controlada.
- Vamos.. - me ajudou a levantar e seguimos Caminho, encontrando Malandro no caminho.
- Aonde vocês estavam porra? Chefe tá louco atrás de vocês! Corre logo que tão subindo! O reforço vai tampar tudo! - Falou desesperado me deixando ainda mais aflita.
- Aí meu Deus, Graça a Deus você estão bem! - Mãe de Pedro falou assim que entramos. - Você está bem? - perguntei se referido a mim.
- Cansada, com medo, desesperada! Quando isso acaba? Quero ir embora desse lugar! Isso aqui é um inferno! - Falei começando a chorar. Não aguentava mais viver tudo isso.
- Calma minha querida! Imagina eu que vivo isso desde meus quinze anos quando me apaixonei pelo pai dos meninos.. Isso aqui não é nada perto de tudo que eu passei! - Ela falava calma, me transmitindo paz. - Já perdi amigos, familiares, o amor da minha vida pra essa vida! Isso não é algo que eu queria continuar vivendo, mas eu não tive escolhas, nós não temos escolhas! - Marta me falava com os olhos cheios de lágrima.
- Aí tia, essas suas histórias acabam comigo.. - Lelê falou dando um beijo nela. - Te amo, você é uma guerreira. Quando ela terminou de falar, um barulho que parecia uma bomba estourou do lado de fora nos fazendo gritar.
- CALEM A PORRA DA BOCA PORRA! - DG gritou. - Queren que eles nos encontrem.
- Eu não aguento, desculpa não dá! - Falei me levantando e indo em direção à porta, sendo segurada por Malandro.
- Se liga Patricinha Maluca! Aquieta a porra do rabo ali logo! - falou enquanto eu me debatia em seus braços.
- ME LARGA INFERNO! - Gritei tentando me soltar.
- Calma Maria, calma, olha o bebe! Calma! Para com isso! - As meninas tentavam me acalmar. E eu apenas me permiti cair e desabar no choro.
Pedro Miguel Narrando:
Estava feia a situação era muitos tiras, era muito tiro, bombas, já havia morrido muitos, estava sendo um grande derramamento de sangue, quando chega Luan com sua tropa.
- Depois eu te cobro! - Falou tampando o rosto e atirando contra eles.
- PM, sobe pra sala! DG no rádio! Pode deixar que eu cuido daqui! - Gabriel falou me entregando seu rádio, assenti e subi pra boca.
- O que foi? Aonde você estava seu filho de uma puta? Se eu te mando pra algum lugar, você vai! Sem mudar a rota! Quer morrer? - Disparei nervoso no rádio.
- Tu nem sabe o que aconteceu meu irmão! Não tira suas conclusões não! - disparou do outro lado. - Fiz o que fiz pra salvar tua Patricinha e do teu filho! E essa porra loca aqui tá dando chilique! Tá completamente transtornada.
- Acalma ela então porra! - Gritei, porque estava tão preocupado? Não tinha o porque de se importar com eles. Mas não conseguia virar as costas pra isso.
- Meu irmão, se nem sua mãe conseguiu! Você acha que eu vou?
- To chegando aí! - desliguei o rádio e bati na mesa, correndo até o cativeiro.
Chegando lá os caras abriram pra mim e vi todos sentados no chão e Maria em Pe, encostada na parede com uma mão acariciando a barriga e chorando, caminhei até lá, arrancando olhares de todos e a Abracei, só não sabia o porque.
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Grávida do dono do Morro
RomanceMaria Luiza sempre foi o típico de menina meiga e sempre muito educada, mas como toda menina, tinha suas amigas, Laura e Beatriz, que moravam na favela da rocinha, e que sempre que podiam, levava a amiga que morava no bairro nobre de Copacabana pro...
