Maria Luiza sempre foi o típico de menina meiga e sempre muito educada, mas como toda menina, tinha suas amigas, Laura e Beatriz, que moravam na favela da rocinha, e que sempre que podiam, levava a amiga que morava no bairro nobre de Copacabana pro...
Estava no carro a um tempinho já, formando sem paciência, quando vi Maria Luiza sair sorrindo e apontando para o lado, dizendo que iria na farmácia.
Passou alguns minutos e vi ela discutindo com o cara que estava no balcão.
- Que porra tá acontecendo aqui? - Falei nervoso para o cara.
- Essa senhorita está insistindo que nossa maquininha está quebrada. Mas agora se ela não tem dinheiro a culpa não é nossa! - Falou debochado.
- Olha aqui. Tu tá achando que é quem seu filho da puta? Tu fala direito com ela, porque você não a conhece!
- Chega Pedro para, meus pais devem ter bloqueado essa merda! - Falou batendo nas pernas. - Que inferno! - falou ficando brava.
- Calma aí Patricinha! Fica de boa! Vai pro carro e não se estressa e nem discute! - Ela bufou e saiu pro carro, paguei os trens que ela havia pego, e fui pro carro.
- Cara, eu to na merda! Era só isso que faltava mesmo! - Ela disse rindo, que risada mais gostosa. - Aí desculpa, é que não aguento mais chorar mesmo.. - falou rindo.
- Você é louca! - peguei minha carteira no bolso. - Esse cartão aqui, fica com ele, pra emergência. Comprar remédios sei lá, coisas pro neném, sei lá cara! O que você quiser. - Falei te entregando o cartão. - A senha tá atrás!
- Não posso aceitar. Isso é seu Pedro, não posso, eu vou arrumar um emprego, conseguir dinheiro, e me viro, você já me colocou dentro de uma casa. Não posso ser assim e aceitar um cartão sem limites! - retrucou.
- Mas que porra que tu fica fazendo doce Maria? Tu não vai arrumar porra nenhuma, agora grávida então! Aceita essa porra e cuida do meu filho! - Falei a surpreendendo, ela não falou nada, apenas guardou o cartão na bolsa e se ajeitou no banco. Dei partida no carro e voltei para o meu morro.
Maria Luiza Narrando
Depois de ter ouvido aquilo dele, fiquei assustada e impressionada com ele, ele estava cuidado da gente, do jeitinho dele, mas estava.
Pedi para que ele me deixasse na casa da Laura, cheguei e as meninas estavam lá almoçando.
- Boa tarde flor do dia, dona do morro, patroa, dona da bagaceira inteira, a fiel gostosa grávida do PM. - Beatriz falou assim que eu entrei, me deixando envergonhada.
- Tenha modos menina! - Tia Cida, mãe de Laura, a repreendeu.
- Tia mas ela está no face do PM. Olha isso o tanto de gente já!
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- Esses 130 deve ser as periguetes dele! - Laurinha falou. - Mas aí amiga, vocês estão juntos?
- Não, claro que não! Ele só me levou até o médico, nada de mais meninas! - Tentei disfarçar meu ânimo, sem sucesso.
- Só não se apaixona tá pequena? Ele não é homem pra merecer você! - Lelê falou me deixando pensativa.
- Ah Lelê, ele pode querer mudar! Vai ter um filho cara, e não é de uma vagabunda! - Bea falou.
- Conheço ele a anos, e pelo que conheço eu tenho quase certeza que não, ele é frio, nunca gostou de menina metida e playboys. Eu mesma já vi ele matando uns 3! - Aquela conversa estava me deixando desconfortável. Inventei uma desculpa e fui embora pensar, será mesmo que não mudaria por nós?