JP estava desesperado e estava deixando todos nos aflitos, eu estava tentando ficar o mais calma que eu pudesse, não podia passar por grande estresse. O
Ele gritava feito um louco no rádio com alguém, perguntando como ele havia deixado isso acontecer.
- Ei melhor irmos embora! - Pedro falou chegando ao meu lado e falando com os meninos. - A coisa aqui vai ferver! Não quero as meninas aqui quando isso acontecer!
- Você vem junto né? - Ele sorriu e assentiu, quando ouvimos uma sirene da polícia no portão. - O que é isso? - Perguntei assustada.
- A polícia né inferno! - Milena falou preocupada andando de um lado para o outro. - Pedro, JP, vocês precisam sair daqui agora!
- Gente agora to nervosa! Mas que cacete tá acontecendo?! - Falei nervosa e os dois me olharam.
- Acontece que alguém dedurou a gente porra! - JP veio até mim gritando e Pedro entrou em sua frente.
- Abaixa aí a bola Caralho! Vai descontar o estresse em outra, na minha não! - Pedro falou batendo de frente com ele.
- A polícia droga! - Laura falou apontando pra porta.
- Malu, preciso de você, você precisa dar um jeito nisso. Você é rosto novo, você é.. você é diferente disso tudo! Precisa ir lá! - JP falou tirando ele de sua frente e se ajoelhando em minha frente, eu estava sentada.
- Tá louco porra? Não envolve ela nisso não! - Pedro falou nervoso. - Que se foda, manda a Sua mina, sua cunhada, foda-se eu não me importo! Agora a Maria Luiza não!
- Com licença Sr. João.. - O caseiro falou se referindo a JP. Só percebi porque ele que foi até lá. - Os policiais querem conversar com o dono da residência. Não falei de você, mas eles querem entrar!
- Eu vou! Deem um jeito no Pedro! - Falei indo rápido pra fora, escutando o maior rebuliço lá dentro, mas tive que informar, para o bem de todos. - Olá.. em que posso ajudar o senhores? - Falei tremendo, mas sorri.
- Boa noite senhorita, Queremos o dono da propriedade. - O policial respondeu simpático.
- Oh, sério? Ele não está, eu aluguei para o fim de semana com amigos e familiares, aconteceu alguma coisa? Quase não fazendo barulho. - Falei enquanto passava a mão na barriga.
- Você está sozinha? - falou olhando para dentro do sítio. - Aliás, você é de maior? -perguntou desconfiado.
- Não estou sozinha, meu primo está comigo e esta dormido. Tenho quase dezoito, algum problema?
- Nenhum problema.. Poderíamos entrar? - perguntou arrumando sua arma.
- Você teria algum mandato pra isso? Se tiver, as portas estarão abertas para você! Meus pais são advogados.. então.. - Falei e deu um sorriso. - Mas sério, acham que eu estou escondendo o que?
- Recebemos uma notícia que um dos assassinas mais procurados do Rio está nessa região. Estamos fazendo uma busca em todos os sítios! - tentei não demonstrar tanto medo e insegurança, mas fiquei assustada, JP era um assassino?
- Posso garantir ao senhor que ele não está aqui, assim como posso garantir também que você fez com que eu ficasse super preocupada e morrendo de medo! Vou tratar de arrumar minha coisas e ir embora já!
- Nos desculpe Senhorita..?
- Maria Luiza.. - respondi espaçada.
- Peço que qualquer coisa entre em contato conosco, estamos fechando todas as entradas e saídas, se ele estiver mesmo por aqui, não sairá! - Falou parecendo desconfiado, eu sorri e fechei o portão.
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Grávida do dono do Morro
RomanceMaria Luiza sempre foi o típico de menina meiga e sempre muito educada, mas como toda menina, tinha suas amigas, Laura e Beatriz, que moravam na favela da rocinha, e que sempre que podiam, levava a amiga que morava no bairro nobre de Copacabana pro...
