Capitulo 78

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- Desculpa chegar assim do nada e atrapalhar. - o Doutor falou sorrindo sem graça. - Desculpa a demora também, a cirurgia foi um tanto complicada, não conseguiram notícias porque não podemos registrar ele, a polícia está monitorando tudo, - explicou a falta de informações que tivemos. - trago boas e más notícias. - falou assim que entramos em sua sala.

- Pelo amor de Deus uma boa! - Marta falou sorrindo e juntando as mãos.

- A boa é que seu filho está vivo..

- Graças a Deus! - dissemos juntas.

- Mas aí vem a Ma notícia! Pedro "morreu" - Fez aspas com os dedos. - Na mesa de cirurgia, ficamos reanimando por mais de 7 minutos! O cérebro ficou sem oxigênio por todo esse tempo, não sabemos como ele está, se causou algum dano, ele ele vai acordar bem, ou se ao menos vai acordar. O tiro foi quase fatal, o que salvou ele foi que o trouxeram rápido para o hospital!

- Mas e agora? O que faremos? - Marta perguntou preocupada.

- A única coisa que podem fazer, esperar! Porque ele pode acordar agora, daqui alguns minutos, horas, semanas.. não sabemos se vai ter sequelas! Só teremos que aguardar! - assentimos nervosas.

Só de pensar em ficar semanas sem ouvir e ver Pedro, já me partia o coração.

***

Eu havia voltado para o morro, estava cansada, com dor, que era normal segundo minha médica nessas últimas semanas, precisava de um banho e descansar um pouco.

Fiquei na casa de Laura mesmo com Benício, que estava muito triste pelo que havia acontecido com o irmão, mas assim como eu, estavam todos o tranquilizando.

- Aqui amiga, toma banho bota esse vestidinho! - Laura falou me entregando o vestido, eu aceitei e fui tomar um banho, precisava muito relaxar.

***

No dia seguinte...

Levantei e fiz minhas higienes matinais, estava confiante que hoje seria um ótimo dia. Tudo iria dar certo e receberíamos ótimas notícias de Pedro.

- Bom dia Patricinha, recuperará depois da noite de ontem? - Laura perguntou sorrindo.

- Espero não passar por aquilo nunca mais, foi horrível, a pior até agora! - respondi arrepiada.l

- Cadê o DG? Ele ficou de aparecer hoje cedo pra te levar pro hospital.

- DG foi buscar a Lele, ela também tá grávida não, ele tirou ela quando soube da suposta invasão, que aconteceu ontem. - Bea falou enquanto colocava a mesa do café.

Tomamos café, tentando mudar um pouco o assunto, mas minha cabeça continuava em Pedro. Queria ele bem, queria ele aqui com a gente, queria viver cada dia do resto da minha vida ao lado dele.

- Maria corre! Você tem que ir correndo pro Hospital.. É o Pedro! - Gabriel falou entrando em casa.

Ahhh não! O Pedro não, não não.

Entrei nas pressas novamente naquele hospital, segurando as lágrimas que insistiam em cair, não podia ter acontecido nada com Pedro, não podia!

Me informei em qual quarto ele estava e fui caminhando até ele, cada passo dado era um aperto no coração, pedindo a Deus que estivesse tudo bem com ele.

Encontrei dona Marta saindo do quarto com os olhos vermelhos de chorar.

- Não não não não, me diz que não por favor! - implorava deixando que as lágrimas caíssem e ela me olhou sorrindo.

- Veja você mesmo minha querida! - falou sorrindo secando as lágrimas, não disse nada e entrei no quarto e vi Pedro, olhando pra mim.

- Pedro! - Gritei eufórica e fui até ele p abraçando, que retribuiu rindo.

- Achou que eu ia te deixar tão fácil assim? - falou ainda me abraçando, que alívio por ver ele bem.

- Não me de mais um susto desses mocinho! Você quase me mata e adianta o parto da nossa filha, que foi muito corajosa de ter aguentado tudo isso dentro da barriga ainda! - falei limpando as lágrimas.

- Está tudo bem agora Maria, estou me recuperando bem. Logo vou pra minha favela, e logo nome vingo daqueles desgraçados que fizeram aquilo com você!

- Esquece aquilo, por favor! Esquece, pelo menos agora, como eu tive medo de te perder, de criar a Madah sozinha, sem brigar com você toda hora.. eu te amo tanto! Não posso mais ficar longe de você! - falei acariciando ele.

- Nós podemos tentar fazer isso dar certo Maria, quero muito ficar com você, cuidar da minha filha. - falou olhando para barriga e sorrindo, logo acariciando. - Sei que não fui muito bom pra você durante sua gravidez, mas eu vou tentar, se você não me estressar, ser melhor daqui pra frente tá? Eu te amo morena! Pegar você naquele carro foi a melhor decisão que eu já tomei na vida! - falou mordendo p lábio, me fazendo rir.

Era bom ter ele por perto.

***

3 dias depois...

Pedro Miguel Narrando:

Quatro dias se passaram desde aquele dia desgraçado, hoje eu voltaria pra minha casa, pro meu morro, pro meu povo e minha família. Não aguentava mais ficar nessa merda de hospital.

Já estava pronto pra ir embora, só esperando minha mãe terminar de assinar a alta e pariu casa, partiu vingança.

- Pronto meu filho, vamos? - minha mãe me chamou animada. Fazia uns tempos que eu não via ela assim.

- Porque a Maria não veio? - perguntei, já que ela esteve todos os dias aqui, e não veio hoje.

- Ela está com umas dores filho, normal pro final da gravidez. - explicou e eu não a respondi mais.

Chegando no morro fui recebido com funk, churrasco e minha cachaça, do jeito que eu sempre gostei.

- Meu chapa, como é bom te ver! - GB falou me abraçando, tomei conta melhor que você nesses dias viu. Já já eu que tomo essa porra de voce! - falou rindo e eu gargalhei.

- Te falta muito pelo no saco pra aguentar o quebrei aguento ainda parceiro!

Cumprimentei a todos que estavam ali, mas estava faltando uma pessoa, que logo a encontrei sentada, toda linda, me olhando sorrindo.

- Não vai cumprimentar o patrão? - peguei a puxando para ficar em pé.

- Não tenho nenhum patrão aqui! - falou sorrindo e me abraçando. - Apenas o meu amor todinho! - falou e arfou um pouco de dor.

- Está tudo bem? Minha mãe falou que você estava com umas dores! - perguntei preocupado.

- Está sim, tudo bem. - falou baixo e se sentou novamente. - Só preciso repousar um pouquinho.

- Oi Maluzinha, podemos conversar um pouco? A sós? - Cabral chegou perguntando a ela, que o olhou de cara feio, como assim! Não gostou do irmão vivo?

- Pedro já volto.. - ela murmurou e levantou, assenti e ela foi um pouco distante com Cabral, na linha vista aonde eu podia enxergar eles.

Grávida do dono do Morro Onde histórias criam vida. Descubra agora