Na hora que ela falou aquilo, meu sangue ferveu, mas que porra estava acontecendo para estarem ameaçando ela daquela maneira? Só podia ser tiração e não podia ser qualquer pessoa, até porque não teriam toda essa coragem.
- Eu não falei pra rastrearam essa porra de numero? - cheguei na boca gritando. - Bando de filho da puta inútil!
- Calma chefe, você acha que é assim fácil, somos bandidos, traficantes, não técnicos! - um dos caras que trabalhava pra mim falou, eu saquei a arma atirando em sua testa. - Mais alguém aqui não é técnico? - perguntei debochado e logo todos saírem ligando para seus contatos, eles realmente precisavam de um incentivo.
- Epa Epa, calma aí meu amigo! - Gabriel chegou tirando a arma da minha mão. - Ou, você, tira essa porra daqui! - falou pro mano que logo se apressou e arrastou o corpo.
- Porque esse inferno em? O que eu fiz pra merecer? Eu acabo com a vida da menina engravidando ela, e ainda não contente, ainda coloco a vida dela em mais risco ainda? - Falei me jogando no sofá. - Preciso mandar ela embora daqui. Urgente. É alguém grande que tá fazendo isso, nenhum meia boca ia fazer isso. Então até a gente saber, vou ter que dar um sumiço nela!
Maria Luiza Narrando:
Estava já arrumando os cabelos para poder sair mais tarde, não iria ficar me prendendo dentro de casa por conta de gravidez ou sofrendo de amor por alguém que não merecia.
Terminei de me arrumar e desci até a sala, e comecei a acariciar minha barriga, deixando o arrependimento tomar conta de mim pelas coisas que eu havia falado.
- Desculpa a mamãe bebê, o papai me deixou nervosa e falei coisas que não deveria! - Falei com minha barriga, enquanto acariciava. - Você desculpa? - nessa hora eu senti a coisa mais gostosa e estranha desse mundo, meu bebe chutou, 'é respondeu, ele estava chutando!
- Amigaaaa estamos entrando! - Escutei Laura entrando e logo em cima ela e as meninas entraram na sala me fazendo sorrir, aí Judi apareceu trazendo junto com ela minha cara de bunda.
- Olha, antes que fique com essa cara feia pra mim, eu sou lésbica, não gosto de homens e muito menos do seu homem! Tá mais fácil eu gostar de você do que dele! - Judi disparou me deixando super sem graça e sem reação.
- O bebe mexeu! - Falei animada tentando mudar de assunto, fazendo-as gritar eufóricas.
- Amiga que delicia, imaginando só que já já ele estará aqui em nossos braços! - Bea falou e me deu um beijo na barriga.
- Vamos logo que tem caminho pela frente ainda viu! - Lelê falou animada. - Pois hoje é um dia de comemoração! - Nós levantamos e fomos até a entregada do morro e pedimos um uber, iríamos para uma balada no centro.
- avisou o Pedro que estávamos indo? - Laura me perguntou.
- Não amiga, não devo satisfações da minha vida pra ele.. - respondi tentando não mostrar minha decepção.
- Guria já falei que sou lésbica, nao quero ele.. - Judi se explicou.
- Não Judi, estou super aliciada, acredite, é muito feliz - dei risada - Porém, ele no mínimo também não sabia, porque ficou bem interessado em você, e pouco se importou se eu estava ali ou não! - quando terminei de falar o motorista deu uma freada brusca, que se eu não estivesse de sinto, teria voado pra fora.
- Seu filho da puta! Você é louco? - Lelê gritou nervosa com ele, enquanto eu tentava controlar minha respiração e proteger meu bebê.
- Esse carro parou na nossa frete moça, não fui eu! Acho que vamos ser assaltados! - Ele falou nervoso tentando dar ré, mas fomos atingidos por tiros.
- Ahhhhh meu Deus! - Laura gritou desesperada, e eu como sempre sem reação, a ponto de ter um ataque de asma novamente. - Amiga pelo amor de Deus, isso, de novo, não é hora de atacar! Vai ficar tudo bem!
- DESSAM TODAS DO CARRO! - Ouvimos gritos do lado de fora.
- Não, não não não! - eu repetia baixinho no banco. - Vão nos matar!
- Alô Gabriel? Socorro! Tão tentando nos matar! Corre pra cá! - Laura disse assim que seu irmão atendeu. - Estou com as meninas aqui na barra dentro do uber.... Não inferno, não sei quem é... Sim, Maria esta junto.. Toma amiga Pedro quer falar com você! - respirei fundo e peguei o celular de sua mão!
- Oi, me ajuda.. - Falei deixando as lágrimas caírem.
- Já estou indo! Mas não chego a tempo, eles querem você! Caralho! Você não sabe ficar em casa porra? - ele gritou do outro lado da rua.
- Você prometeu que iria nos protejer! É assim que você nos protege? - Gritei com ele também. - Estou prestes a morrer e você aí seu Desgraçado! Vai pro inverno! - joguei o celular de Laura e tirei o sinto, logo descendo do carro. Sendo mira dos bandidos.
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Grávida do dono do Morro
Roman d'amourMaria Luiza sempre foi o típico de menina meiga e sempre muito educada, mas como toda menina, tinha suas amigas, Laura e Beatriz, que moravam na favela da rocinha, e que sempre que podiam, levava a amiga que morava no bairro nobre de Copacabana pro...
