Pedro não falou nada, mas estava vermelho feito Pimenta, já imagino o ódio que ele estava.
- Bom quer saber? Pode levar! - Ele falou deixado a todos surpresos, inclusive o cara que me segurava. - Essa garota é um problema ambulante, pode levar! - falou jogando a sua arma erguendo os braços.
Olhei pra ele sem entender nada e sentindo minhas lágrimas descerem, já não sentia mais nada, sabia que agora eu morreria, era o meu fim.
- Ah, e eu não aceito de volta depois tá? Vai ter que aguentar sozinho! - falou por fim e se sentou. - Vai logo.
- Boa escolha Pedrinho, ótima escolha. Pode deixar que você não verá mais esse B.O aqui não. Anda Garota! - falou me empurrando.
- Por favor Pedro, não.. - sussurrava chorando. - Desculpa, não deixa.. - ele não falou nada, apenas virou o rosto.
- Cala boca patricinha. Vamos logo que você não perde por esperar sua gostosa! - ele me empurrou até a porta, quando escutei um tiro e um peso caindo por cima de mim, me fazendo quase cair, mas fui segurada por DG.
- Desgraçado! - olhei pra Pedro que seguia na direção do corpo que estava caído, ainda estava vivo. - Aprende na sua próxima vida seu filho da puta, nunca mexa com a mulher de ninguém! - atirou mais uma vez, dessa vez na cabeça, olhei e logo abracei DG assustada.
- DG, fica com elas. Estou indo ajudar o pessoal! Não sai daqui! - Pedro falou e olhou pra mim. - Você está bem?
- Pensei que deixaria me matarem.. - Falei ainda chorando.
- Não.. - falou sorrindo. - Se for pra você morrer, eu mesmo vou matar gatinha. - piscou, era incrível como ele era "calmo" quando tudo estava desmoronando ao nosso redor. - Agora cuida dessa barriga. - falou e deu as costas.
- Vem vamos entrar, já já isso vai acabar, pode ficar tranquila e confiar.. - DG tentava me acalmar, mas não conseguia, Mada mexia muito.
- Precisa de uma ambulância pra ela.. fale indo até a mãe de Zé, que ainda estava com o ombro sangrando muito.
- Caraca dona Leide, vem, vamos cuidar da senhora. - DG falou ajudando a mesma.
***
Algumas horas se passaram, o barulho lá fora já havia cessado, mas não nos deixava sair, estava preocupada com Dona Marcia e Benício, eles não haviam vindo pra cá como Zé havia dito.
- Inferno do caralho, nunca vi tanto nego morto! - Gabriel falou entrando, logo atrás entrou Pedro e outros meninos.
-Cadê minha mãe? - Zé falou desesperado.
- Calma meu chapa, pedi pro Ailton levar ela lá pro hospital, por nossa conta, fica em paz que ela vai ficar boa. - DG o tranquilizou. - Valeu por cuidar das nossas meninas, trazer ela pra cá, colocar sua família em risco.
- Isso é o tipo de cara que quero do meu lado! Fez certinho, parabéns meu parca! - Pedro falou tocando em seu ombro.
- Cadê sua mãe e o Benício? - perguntei pra Pedro.
- Em casa, estão seguros! - respondeu sem me olhar, ele ainda estava com raiva, mas dane-se, estava passando por poucas e boas também. - Eles não estavam atrás deles, é vocês que eles querem!
- Então talvez seja melhor eu me entregar não é, assim acaba o inferno para os dois lados! - Falei com raiva e o mesmo me olhou.
- E então porque você não faz isso, porra? - gritou fazer todos se assustarem.
- Porque talvez eu faça agora! Assim fico longe de você, um ogro infeliz! - Gritei apontando o dedo pra ele.
- É engraçado que faço das tripas o coração para proteger vocês, pra você vir fazer né sua filha da puta? Perdi uma porrada de parceiro pra te proteger, pra ser tudo em vão? - gritou vindo pra parte me encostando na parede. - Meu mundo nunca girou ao redor de ninguém, pra você chegar e transformar a minha vida inteira! Vai lá e se entrega, caralho! - falou por fim e saiu.
- Caraca.. - Bea falou baixinho. - Acho que nunca o vi assim...
- Amiga às vezes você fala de mais né... - Laura falou vindo até mim. - Ele gosta de você, tá fazendo de tudo, sabemos que está nervosa.. mas tenta entender ele amiga!
- Agora eu sou a errada não é? - Falei cruzando os braços - incrível como vocês são! To passando o maior inferno da minha vida e tenho que aceitar tudo calada? Cansei! Cansei! - Falei e sai pra fora. - Me deixem cacete, não é pra me seguirem não!
Precisava espairecer, pensar, cuidar da minha filha melhor, eu era a única pessoa que ela tinha.
- Mamãe te ama minha pequena.. vai ficar tudo bem!
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Grávida do dono do Morro
Любовные романыMaria Luiza sempre foi o típico de menina meiga e sempre muito educada, mas como toda menina, tinha suas amigas, Laura e Beatriz, que moravam na favela da rocinha, e que sempre que podiam, levava a amiga que morava no bairro nobre de Copacabana pro...
