Capitulo 51

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Estava a milhão dirigindo o carro até a Rocinha, eu iria matar aquele Desgraçado, filho de uma puta ligeiro.

- Vou acabar com os filhos da puta do teu morro também seu vacilão! Só tem cagueta do seu lado. - gritava nervoso para Cabral que estava do meu lado.

- Cala boca e acelera porra! - gritou de volta, quando meu rádio apitou.

- Caralho chefe, tão invadindo aqui, não vamos aguentar, tão com tudo aqui! - Um vapor gritou nervoso. - É a trupe do Luan, tão com armamento pesado, estou com as meninas aqui na minha mãe! Já foram buscar sua mãe e o Benício.

Não respondi nada, estava cego de ódio, esse filho de uma puta iria me pagar, com certeza iria!

Maria Luiza Narrando:

Estávamos todas sentada na calçada conversando, até vermos um tumulto de mulheres correndo com seus filho, um alvoroço só, quando um cara veio correndo na nossa direção.

- Que foi Zé, o que acontecendo? Que correria é essa? - Lelê perguntou parecendo assustada.

- Invasão porra! Bora correr pra minha casa! Ninguém vai atrás de vocês lá! - Ele me ajudou a me levantar e a correr, não aguentava correr, minha barriga doía, então diminui o espaço e então ele me levou no colo, ele era forte e eu pequena. - Não saiam daqui, minha mãe vai cuidar de vocês. - falou assim que nos colocou pra dentro de casa.

- Marica e Benício, cadê eles? - perguntei preocupada me sentando no sofá.

- Já foram buscar, já já estão aqui! Eu preciso ir. Não saiam daqui por nada! - Ele falou e saiu batendo à porta.

- Aí meu Deus.. não aguento mais isso.. nada disso eu aguento, não quero isso! Preciso ir embora desse inferno! - Falei segurando as lágrimas.

- Calma, isso vai passar.. - uma senhora tentava me acalmar. - Sempre isso passa!

- É passa, mas aí vai e acontece tudo outra vez esse cacete! Eu vou acabar perdendo minha filha nesse lugar! Era melhor ter ficado na rua! Aquele Desgraçado dos inferno que fez isso comigo!

- Calma Maria, ficar brava agora só piora tudo! - as meninas falavam tentando me acalmar, até que escutarmos a porta batendo e a mãe de Zé pedir silêncio.

- Quem é? - A mesma falou atrás da porta e não obteve respostas. - Quem quer que seja vá embora! - gritou e ouvimos um barulho de tiro, atiraram contra porta e acabou acertando seu ombro, a fazendo cair.

- Minha filha! - a senhora gritou indo até ela.

- Todas pro chão agora! Vai! Pro chão! - entregaram quatro homens encapuzados, pareciam procurar algo. - Você! Levanta! - apontou a arma pra mim, que não sei de onde arrumei forças, mas me levantei. - Patrão, achamos ela! - falou no rádio.

- Traga ela até mim! - respondeu o cara do outro lado do rádio. Não conseguiria decifrar quem era, a voz no rádio falhava muito.

- Vem logo garota! - me puxou pelo braço, me machucando.

- Calma, por favor, ela está grávida! - Laura falava desesperada.

- Pro chão porra! - gritou nervoso. - Se não te meto bala! - o cara gritou nervoso, até que ouço três barulhos de tiro, e três caras caindo morto aos meus pés, tudo aconteceu muito rápido, foi quando o bandido me colocou a frente dele e Moroccanoil arma pra minha cabeça.

- Acho bom você soltar ela sem fazer besteira, eu te deixo viver, para que mande um recadinho pro Desgraçado do Luan! - Era Pedro, Pedro chegou!

- Sem acordo! - Falou sarcástico. - Posso morrer PM, mas garanto que levo ela comigo. Aliás, levo elas! - disse a pegou aponto a arma para minha barriga, me fazendo gelar por completo.

Grávida do dono do Morro Onde histórias criam vida. Descubra agora