Capitulo 62

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Maria Luiza Narrando:

Estávamos perto da saída, estava todos indo embora com medo, claro, havia um assassino entre nós, um dos mais procurados do Rio de Janeiro.

Estava pensativa com a cabeça encostada na janela, dava pra perceber que os meninos estavam inquietos, algo estava acontecendo e não seria nada bom.

- Precisamos voltar pra lá! - Gabriel falou após desligar o telefone.

- O que aconteceu? - Matheus perguntou nervoso. - Eu não volto nem fudendo!

- Você vai voltar sim filha da puta! - Gabriel falou apontando a arma para sua barriga. - Ou você volta ou você morre, escolhe, sua vida está em suas mãos!

- Pelo amor de Deus Biel, calma! - Laura pedia nervosa, ela já estava acostumada com tudo isso, mas mesmo assim, ficava bem aflita.

- Eu não vou deixar meus irmão lá pra trás, são três contra uns cinquenta! Então foda-se, da a volta nessa merda agora! - Ele gritou e começamos a ver as viaturas correndo com a sirene ligada. Estava acontecendo alguma coisa e eu não conseguia me conter mais!

- O que tá acontecendo? - falava trêmula, com a polícia as coisas eram muito mais embaixo.

- Droga a Maria! - Gabriel falou batendo no banco.- Esqueci que você estava aí caralho! Para aqui, Maria, desce e se esconde, não posso levar você, Pedro me mataria!

- O que? E eu fico sozinha? - ele assentiu l. - São por poucos minutos, as meninas vão pra tentar dar uma amenizada, mas você conversou com os tira vei, eles te conhecem! Desce logo! - Gabriel gritou me assustando.

- Você só pode estar ficando louco! Deixar ela aqui sozinha inferno! - Laura gritou. - Ela não pode ficar só!

- Não só pode como vai! Marilu, se cuida, não sai daqui, só fica quieta, qualquer coisa liga tá? - Assenti assustada, isso não podia estar acontecendo.

Gabriel me ajudou a descer da perua e me empurrou para um cantinho mais reservado que tinha ali, fiz careta, pois morria de medo de bichos e insetos que ali podiam ter.

***

Estava sentada em cima de uma pedra grande que estava ali, muito aflita e preocupada, já não aguentava mais passar por isso, por todo esse inferno, e só conseguiria pensar na minha pequena que estava prestes a chegar, não queria que ela passasse por nada disso.

Escutei uns barulhos de carro e me escondi um pouco mais, era os carros da policia indo embora, o que será que houve?
Foi quando mexi em algumas plantas e consegui ver uns caras armados andando a pé, reconheci um deles, era Luan!

- Ai.. - Gemi baixinho ao sentir uma pontada forte no pé da barriga. - Calma minha mamãe também tem medo, mas agora não é hora!

- Que barulho é esse? - Um dos caras parou e ficou olhando ao redor. Me encolhi mais no canto e tapei minha boca.

- Tu tá na mata meu irmão! Quer ouvir o que? Ti liga! - Um noiado falou dando um tapa em sua cabeça.

Eles continuaram seus caminhos e eu estranhava a demora de Pedro e os outros aparecerem, foi quando senti outra pontada, bem mais forte

- Ahhh! Meu Deus não permita agora, por favor! Não é hora, não é hora! - Repetia sozinha, não podia ganhar uma criança ali naquele estado, peguei meu celular e disquei o número de Pedro, que atendeu no segundo toque.

- Maria porra! Que caralho que tu não atende essa merda? Pra que quer essa joça se não for pra atender? - ele disparou e eu só conseguia pensar na minha dor.

Grávida do dono do Morro Onde histórias criam vida. Descubra agora