Pedro Miguel Narrando:
Estava no meu quarto, já sacada que dava visão pro quarto da Malu, daqui eu ficava olhando ela se arrumar de frente do espelho, cuidar do nosso filho, ela ficava sorrindo pro espelho, ela era linda!
Fui tirado dos meus devaneios com o barulho do rápido, Gabriel mandava eu ir correndo pra boca e assim eu fiz.
- O que tá pegando? - Entrei e tinha umas trinta pessoas na minha sala. - Que muvuca é essa aqui?
- Uma ligação! E se prepara! - Gabriel colocou o telefone no viva-voz e a voz de Maria Luiza ecoou pelo quarto.
- Pedro.. não tenho muito tempo, nem de vida, nem ao telefone! Vocês precisam parar de me procurar, não tem jeito... Só preciso te agradecer por esse presente maravilhoso que me deu, que é o nosso filho! Adeus Pedro! - Ouvi um tipo e o telefone desligando, esses filhos da puta a mataram.
- Vocês tem 2 horas! Somente 2 horas pra me trazerem notícias, caso contrário, vão todos pro quinto dos inferno! SAI DAQUI PORRA! - Gritei e todos saíram, ficando apenas DG e Gabriel.
- Eles não a mataram! - DG falou.
- Ótima noticia DG, você não vai conhecer o inferno! -Falei sarcástico, o olhando com cara feia.
- É Sério filhao! Estão fazendo isso pra você pensar isso mesmo e parar de ir atrás! Agora qual a finalidade disso... - ele levantou os ombros, quando um vapor entrou.
- Cença aí chefe.. esse é meu irmão, Enrique, ele mexe com esses bangue de internet, rastreio, sei lá, dei o numero pra ele. Explica aí mlk!
- É o seguinte, foi difícil, é só consegui porque o numero continua na favela, e bem perto, então isso tornou mais fácil de captar o sinal e chegar até ele, tive que colocar um rastreador... - interrompi ele.
- Desembucha moleque! Entendo dessas porra não!
- Esse numero está numa casa no morro, contendo apenas dois contatos nele, o da sua mulher e mais outro, que não consegui ver. Posso te levar até onde ele está! - o ligeirinho me levou até uma rua bem conhecida, parando e apontando pra uma casa que era mais conhecida ainda.
- Puta que Pariu! - Gabriel sussurrou baixinho. - Que vadia! - Gabriel falou assim que paramos na frente da casa de Flávia, aquela vagabunda me pagava.
- Arromba essa porra! - Mandei DG e logo fui atrás, vendo que só sua mãe estava em casa, assustando ela. - Cadê a vagabunda da sua filha? Que é hoje que eu mato ela! - Falei nervoso ficando de frente pra ela.
- Pelo amor de Deus, ela não tá, ela foi pra uma amiga fora daqui! - falou enquanto implorava pela vida da filha.
- Chefe. Viram ela saindo do morro!
- Acham ela agora! E você - apontei pro moleque. - Acha o outro celular, e descobre quem é o outro número!
Maria Luiza Narrando
Eles me bateram, muito, e eu apenas tentava ser forte pelo meu bebe, eu apenas o protegia, mas não tinha mais forças. Fui obrigada a falar com Pedro e não obtive respostas, talvez ele não estivesse se importando mesmo.
- O que fizeram com você.. - A mulher de hoje mais cedo chegou com um paninho úmido e um remédio, me fazendo tomar.
- Me deixa ir embora.. por favor.. - Falei não contendo mais as lágrimas. - Aí.. tá doendo muito.. - Falei sentindo o pé da barriga arder. - Meu bebê, salva o meu bebê! - foi a última coisa que disse até apagar.
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Grávida do dono do Morro
DragosteMaria Luiza sempre foi o típico de menina meiga e sempre muito educada, mas como toda menina, tinha suas amigas, Laura e Beatriz, que moravam na favela da rocinha, e que sempre que podiam, levava a amiga que morava no bairro nobre de Copacabana pro...
