Maria Luiza Narrando
Acho que era de uma boa conversa que nós precisávamos para ficarmos de bem!
Pedro, com seu jeito super indelicado, tomou essa iniciativa, me deixando feliz e meio esperançosa.
Ele me trouxe em uma sorveteria, aqui na Barra, compramos e fomos andar na areia.
- Você bem que podia me falar mais desse seu irmão aí né! - Ele perguntou direto.
- Não tem muito o que contar... eu tinha quinze anos, meus pais não me falaram muito!
- Eu não me lembro de ter matado alguém parecido com você! - falou sério me fazendo rir.
- O pior de tudo é que eu mal pude me despedir, minha mãe falou para minha vo e eu acabei escutando, caixão lacrado, falaram que acabaram com ele... - Falei novamente com vontade de chorar. Ele não falou nada e continuamos seguindo na areia.
- Sente falta da sua vida de antes? - ele perguntou e eu concordei. - Se pudesse mudar toda essa parada, você mudaria?
- Mas é claro Pedro, minha vida virou de cabeça para baixo! Tinha tudo, exatamente tudo pra ser alguém na vida! Aí vou e engravido, do dono de uma favela, e estou sendo sustentada por isso! - desabafei, o fazendo levantar a sobrancelha.
- Então quer dizer que é mal agradecida? - pergunta debochado.
- Não, não é isso! Mas é estranho, me sinto bem agora, estou feliz com esse bebezinho que cresce aqui dentro.. Só tenho a ele e as meninas agora! E tenho medo de viver lá! Tudo é muito invejado, você tem um monte de mulheres, e noventa por cento delas querem matar! - expliquei a ele, que me ignorou totalmente e me guiou para calçada.
- Já prometi que nada vai acontecer com vocês! Agora vem, vamos voltar, preciso trabalhar! - Ótimo. O estupido Pedro Miguel, havia retornado.
Cheguei na favela e fui direto para casa de Laura, encontrando todas sentadas na calçada.
- Oi meninas! - Falei e cumprimentei cada uma com um beijo no rosto. E cumprimentei mais uma que estava com elas, era ela linda, um corpo perfeito, olhos claros cheia de tatuagens.
- Oi princesinha! Como vai a minha sobrinha em? - Laura disse beijando minha barriga.
- Sobrinha? - a menina perguntou. E eu olhei negando.
- Não sei o sexo ainda!
- Amiga essa é a Judi, vai passar as férias aqui conosco! Ela é sobrinha do meu padrasto! - Lelê falou.
- Mas eai amiga, foi passear com ele né, tá domando a fera não é? - elas me zoaram e eu mostrei a língua. Nessa hora Judi saiu e entrou na casa de Laura.
- Aí meninas sei lá, ele anda tão mudado sabe? Ele tá cuidando de mim, posso ser idiota ou estar carente, mas to gostando dele! - entreguei a elas.
- Não amiga, nós entendemos você! O Pedro quando quer ele pode ser a melhor pessoa do mundo amiga, digo isso porque sei o quanto ele ajuda o Biel e a todos necessitados aqui da favela. - Laura falou me tranquilizando. Logo depois ele apareceu com DG e Gabriel.
- Mas gostam de cuidar de uma vida né! - DG falou brincando e sentando ao lado de Lelê. - Cadê sua prima? Quero apresentar ela pro meu mano Pedro, certeza que ele vai amar em! - Na hora que ele falou, eu gelei, pensando na hipótese dele gostar mesmo.
- Judi! - Lelê a gritou e a mesma veio sorrindo para ele, que na hora abriu o maior sorriso e tirou o óculos, a encarando.
Meu chão se abriu, era óbvio que ele preferia uma menina linda, magra e que fazia totalmente seu estilo.
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Grávida do dono do Morro
RomanceMaria Luiza sempre foi o típico de menina meiga e sempre muito educada, mas como toda menina, tinha suas amigas, Laura e Beatriz, que moravam na favela da rocinha, e que sempre que podiam, levava a amiga que morava no bairro nobre de Copacabana pro...
