Na noite de sexta-feira, Nathan se aventurou no campo para ver mais uma vez que a carroceria estava vazia. Então ele passou o resto da noite assistindo TV com seu pai e o dia seguinte não lhe trouxe maiores sucessos, as três vezes em que foi conferir, Cody não estava lá.
Onde ele poderia estar? Cody nunca iria à pedreira ou à mina e não estava no campo. Poderia estar em casa, mas Nathan descartou essa ideia, não que fosse improvável, mas porque esperava que não fosse verdade, já que não tinha ideia de onde ele morava.
Se havia alguma chance de encontrá-lo Cody teria de estar em qualquer outro lugar, exceto em casa. Foi apenas à caminho de sua casa, avistando o carro de Logan no estacionamento do boliche que Nathan percebeu o quão estúpido tinha sido.
Seu amigo lhe disse que este seria o único lugar onde acabaria por concordar em ir se houvesse insistência dele. Então, se Logan estava lá, Cody também deveria estar. Nathan tentou conter seu nervosismo quando entrou no prédio. A pista de boliche cheirava a tudo que já tinha passado por ali.
Cheiro de pés, desinfetantes, cerveja velha, sobras de comidas e a nota acre e onipresente de fumaça de cigarro. Havia apenas três trilhas, duas das quais ocupadas por grupos de adultos, uma fileira de cervejas vazias atrás deles. À direita da porta estava a recepção para o aluguel de sapatos.
À esquerda, a fonte de cheiros era mais agradável: havia uma lanchonete, o cardápio exibia hambúrgueres, cachorros-quentes e batatas fritas com queijo. Logo atrás, ele avistou os outros alunos do ensino médio, sentados ao redor de meia dúzia de mesas que estavam no canto próximas a máquina de café e do terminal de fliperama.
Nathan se aproximou devagar, com o coração apertado. Ele não podia imaginar Cody naquele ambiente, e seus olhos foram de um rosto a outro, confirmando o que havia deduzido mais de uma vez: não havia nenhum vestígio dele aqui. As poucas pessoas que se incomodaram em olhá-lo desviaram rapidamente. Todos, exceto um.
Logan continuou a olhá-lo fixo enquanto ele mudava o peso do corpo de um pé para o outro numa discussão interna. Parecia óbvio que era melhor lhe fazer a pergunta diretamente, mas o quarterback não estava sozinho. Larry, Amy e Jimmy estavam ali, a conversa deles morreu quando Nathan finalmente se aproximou.
- Você parece um pouco perdido. - disse Logan em um tom amigável.
- Sim. - Nathan olhou para os outros esperando que voltassem para suas ocupações. Sem sorte, seus olhos permaneciam fixos nele. - Estou procurando pelo Cody.
Larry riu. Não uma risada amigável, longe disso, mas uma risada cheia de zombaria.
- Ele não está aqui.
Amy e Jimmy olharam para ele quando Logan o ignorou completamente.
- Eu percebi isso. - disse Nathan. - Eu só... eu não sei onde ele pode estar...
- Ele não costuma vir aqui.
- Ele aprendeu que não é permitido a entrada de certos bichinhos. - Larry, mais uma vez.
Jimmy o incentivando dessa vez com suas risadas altas, enquanto Logan continuava a ignorá-lo.
- Logan está certo. - continuou Amy. - Cody não vêm mais por aqui há muito tempo.
Larry riu mais enquanto tentava falar.
- Não... desde... Dustin...
Amy encarou Larry.
- Cala essa boca! Porra! Você é realmente um idiota, o que ele fez pra você?
Larry apenas riu mais, Nathan voltou sua atenção para Logan.
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Marginal
Teen Fiction"Apenas pare de chorar. É um sinal dos tempos. Vai ficar tudo bem. Eles me disseram que o fim está próximo. Temos que sair daqui." Sign of the Times - Harry Styles 1986 O que deveria ter sido o melhor verão da vida de Nathan Bradford azeda quando se...