Capítulo 14

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Macarena não sabia o quanto estava desesperada por um banho quente, até estar cercada pela fumaça, com a água escorrendo por sua pele... E Bárbara lhe observando. Enquanto a água lambia sua pele, Bárbara a esquentava mais ainda com aquele olhar intenso. Isso por que a morena estava encostada na parede, do outro lado do box. E Macarena sentia como se ela estivesse em todo o lugar, por todo o seu corpo.

Molhou os cabelos, sentindo o arrepio de sua pele fria em contato com a água pelando. E fechou os olhos, relaxando tanto quanto era possível, sentiu—se até um pouco mole. E entre seus devaneios sobre a felicidade, sentiu toda a felicidade do mundo tocando sua pele com delicadeza.

Os dedos de Bárbara se espalharam por seus braços, subindo e descendo, escorregadios por causa do sabonete cheiroso. Macarena sentiu as pernas perderem a força. O toque de Bárbara lhe abalava completamente.

— Eu quem deveria estar fazendo isso. — Macarena murmurou, sem conseguir abrir os olhos.

Bárbara subiu os dedos pelos braços de Macarena, até chegar nos seus ombros, espalhando sabão e espuma por onde passava; a mulher em sua frente se encostou à parede, apoiando—se para não cair, e suspirou, longamente. Bárbara aceitou o incentivo.

— Queria que estivéssemos na nossa banheira.

— Eu também... — A voz de Macarena saiu falha.

Massageando os ombros de Macarena, Bárbara se aproximou mais, até que seus corpos estivessem colados. E então ela falou à beira do ouvido da mulher:

— Pelo menos você estaria no meu colo.

Macarena se arrepiou inteira, da cabeça aos pés.

— Não que estarmos em um chuveiro me impeça de estar em seu colo...

Bárbara riu, e Macarena sentiu aquela risada em seu ventre.

— Nada impede de você estar no meu colo, amor.

Como era possível que qualquer coisa que saísse da boca daquela mulher fosse sensual? Macarena se perguntou. Teria arranhado o ladrilho das paredes do box se tivesse unhas grandes, mas apenas apertou os dedos contra a porcelana fria. Bárbara a deixava completamente mole.

E aquelas mãos massageando suas costas, bem aonde ela queria, subindo até sua nuca, parando nos ombros. Mas nunca parando de toca—la. E ela nunca queria que Bárbara parasse, só precisava de mais e mais dela. Arrepiou—se por inteira quando Bárbara subiu os dedos até sua nuca e puxou um pouco seus cabelos, fazendo sua cabeça pender para trás. E então ela ganhou um beijo na bochecha.

Abençoada fosse a pouca diferença de altura entre elas, que facilitava suas vidas. Macarena sentia o corpo mais quente do que a água que saía do chuveiro; e as pernas mais moles do que gelatina derretida.

— Já te falaram que você tem mãos incríveis? — Macarena perguntou quando as mãos de Bárbara desceram de seus ombros, por suas costas, quase nas costelas. — Meu deus... — Ela mais gemeu do que murmurou.

— Acho que não. — Bárbara comentou, despretensiosamente.

— Ainda bem. Só eu posso dizer isso. — Macarena murmurou. Bárbara apertou sua cintura, da mesma forma que fazia quando estavam juntas durante o sexo; com firmeza, e puxou—a de encontro ao seu corpo, Macarena gemeu. — Pelo amor de deus...

— A opinião de mais ninguém me importa. Só a sua. — Bárbara murmurou, suas mãos se perderam na cintura de Macarena apenas por instantes. E então voltaram a massagear o corpo da mulher.

Subiram, desceram, se espalharam; Macarena sentia as mãos de Bárbara por todo o lugar, cada milímetro de seu corpo, até seus pés. E ficou tão emocionada que poderia chorar. Havia feito a mulher passar por um inferno, e lá estava ela lhe dando todo o amor e carinho, como se ela não fosse quem tivesse fugido.

O Mar Do Teu Olhar | BarbarenaOnde histórias criam vida. Descubra agora