PLÁGIO É CRIME. Violar direito autoral da pena de detenção, de 3 meses a 1 ano, ou multa. art. 3º da Lei nº. 9.610/98
Está é uma obra de ficção.Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são produtos da imaginação da autora. Qualquer sem...
O restante da viagem não nos falamos e muito menos trocamos olhares. Raíd dormia na sala, pois todas as noites, enquanto ele iria para o trabalho, eu me trancava dentro do quarto obrigando ele a dormir no sofá. Até que era divertido, na primeira noite ele esmurrou tanto a porta que por pouco pensei que ele a derrubaria. Mas eu tranquilamente, enchi a banheira e me permitir relaxar.
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Eu estava vestindo um vestido de cetim azul bebê todo bordado de ouro. Meus cabelos estavam presos em um coque alto, deixando alguns fios soltos. Fiz uma bela maquiagem e caprichei no perfume. Minha mala estava pronta e eu estava sentada no sofá lendo um livro enquanto Raíd falava ao celular. Hoje íamos para casa e até agora ele não havia trocado uma palavra comigo, que dirá um pedido de desculpas. Mas o que eu esperava dele? Que ele me trouxesse flores e me amasse até o dia amanhecer? Com certeza essas atitudes não seriam de Raíd.
Jamal logo entrou no quarto, ele me cumprimentou formalmente e foi falar com Raíd. Eles conversaram por pouco tempo, não demorou, ele voltou e veio na minha direção.
_ Princesa, o jatinho de vocês já está pronto. _ Ele informou e levantei.
Fomos recebidos na recepção do hotel com festa, o dono muito gentil nos cumprimentou e nos ofereceu iguarias de seu país. Agradeci gentilmente e depois Raíd me guiou até o carro. O caminho até o aeroporto foi curto e não demorou muito para estarmos dentro no jatinho. Me despedi do Jamal e ele logo disse que íamos nos encontrar no Marrocos.
Por Raíd
Eu estava no inferno, estou completamente quebrado, cada pedaço do meu corpo está doendo. Maldita mulher, maldito sofá! No início, eu pensei que seria fácil essa viagem, ela sempre tão obediente, pensei que não me traria problemas. Já não bastava a festa que Tidur havia feito, com toda a imprensa, eu ainda tinha que suporta Shakila aceitando galanteios de outro homem na minha frente. Eu não contive a raiva. Era falta de respeito com seu marido e futuro sultão. Não posso negar, depois de estar deitado naquele sofá duro e com a cabeça no lugar pude perceber que a minha atitude foi um pouco imatura. Eu não deveria me importar tanto. Entretanto eu não sabia explicar o que eu senti naquele momento. Eu só queria tira-la da festa, tira-la da frente daqueles homens que a cobiçavam com tanta clareza. Ela era MINHA, minha esposa... ciúmes? Não! Claro que não, ciúmes nesse momento deve estar minha linda Nadir, que além de não poder vir comigo, ainda veria nos jornais minha foto com ela.
A semana passou devagar, eu estava louco para ir para casa. Já que os "problemas" Já haviam sido resolvidos, eu não tive motivos para estender a viagem. Então assim que eu terminei de assinar e finalizar toda a negociação, pedi para Jamal preparar o jatinho. Shakila ainda não havia trocado uma palavra comigo. Ok! Eu admito, eu não fui um marido exemplar, mas ela sabia, sempre fui verdadeiro com ela e nunca a enchi de esperanças ou promessas das quais eu não fosse cumprir.
No fundo ela estava certa, eu deveria me dedicar ou pelo menos tentar fazer esse casamento dar certo. Ela era linda, tinha um corpo espetacular, um cheiro viciante, mas o meu coração estava preenchido por outra. E eu ainda não conseguia aceita-la de fato na minha vida. Foi tudo tão rápido que confesso, ainda estou assimilando tudo.