Capítulo 46 - Minha odalisca

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Horas depois ...

Eu e Tidur estávamos sentados em meu escritório tomando uma taça de vinho, eu estava impaciente, por mais que Tidur tentasse me distrair dos meus pensamentos eu não estava mais aguento estender aquela conversa.

Soltei uma pequena respiração e esfreguei minhas têmporas.

– O que você tem? – Perguntou Tidur, encerrando o assunto.

– Me desculpe, eu estou com os pensamentos em outro lugar irmão. Acho que nesse momento não sou uma boa companhia. – Ele deu um meio sorriso e terminou a sua taça.

– Eu gostaria de conversar com você irmão. Mas vejo que nesse momento você não está com cabeça para me escutar. Talvez outro dia. – Naquele momento eu me senti um péssimo irmão e o peso da minha consciência irritou-me ainda mais. Suspirei! Eu sou o irmão filho da puta mesmo. Tidur já estava prestes a sair quando eu o chamei.

– Venha, me conte o que está acontecendo. Quem sabe eu posso te ajudar. – Ele deu um meio sorriso e abriu a porta.

– Talvez mais tarde. – Ele me deixou sozinho, com os meus pensamentos e as minhas frustações. Levantei, prestes a encher outra taça de vinho quando ouvi uma música. Ainda com a taça na mão fui em direção aos acordes melodiosos que eu estava ouvindo. Um longo sorriso surgiu em meus lábios quando eu parei em frente a porta do meu quarto. A expectativa e a ansiedade ocuparam o lugar da minha frustação. Dominando meu corpo e acelerando meu coração. O quarto estava todo iluminado por velas, o cheiro de incenso invadiu-me aumentando o meu desejo.

Olhei para frente e lá estava ela. Ela estava vestida de odalisca, sua roupa era preta cheia de pedrarias e moedas douradas. Em seu rosto tinha uma máscara com correntes penduradas, também da mesma cor dourada. Em seus olhos havia uma maquiagem escura, entretanto, destacava o azul deles. Olhei para o lado e puxei a poltrona, para admira-la.

Para admirar a minha odalisca.

Ela balança os quadris no ritmo da música, fazendo com que o barulho das missangas arrepiasse a minha pele. Shakila se aproximou, dançando a minha volta, eu queria toca-la, sentir sua pele sob minha mão. Queria sentir sua pele macia, seu cheiro. Quando fiz menção de toca-la, ela se afastou, rebolando para mim. Cada curva do seu corpo e da sua pele morena deixava-me eufórico e em êxtase para senti-la. Shakila se aproximou de um cesto que eu tão pouco havia notado que ali havia. Dele ela tirou uma cobra. Tive que piscar algumas vezes para crer que eu realmente estava vendo aquilo. Engoli em seco, engolindo a minha ansiedade ao ver aquele animal se enrolar em seu corpo sexy. Ela dançava com a cobra, como se ela fizesse parte do seu corpo. Seus olhos não desgrudavam dos meus enquanto ela dançava complemente sensual. Eu estava hipnotizado por seus movimentos e sua sensualidade. Shakila se aproximou, ficando ao meu lado. Ela segurava o animal com delicadeza, enquanto ele parecia familiarizado com seus movimentos.

Eu estava encantado, em ver como ela conseguia dominar aquele animal, já meu lado ela segurou em sua cabeça e o olhou como se eles estivessem conversando apenas com o olhar, logo em seguida ela aproximou o animal de mim. Engoli em seco, sentindo a minha excitação alcançar o nível máster. Meu membro latejava em minhas calças, implorando por ela, por seu toque, por sua entrada quente.

A cobra deslizou pelo meu braço, arrepiando a minha pele e acelerando a minha respiração. Sua pele era gelada, comparada com a minha que estava fervendo de desejo. Devagar, Shakila puxou a cobra de volta a levando de volta para o cesto. Eu levantei, deixando de lado a minha taça de vinho e indo na sua direção. Me aproximei por trás segurando em sua cintura. Sua pele estava quente, assim como a minha. A virei, para olhar em seus olhos que me hipnotizaram desde o primeiro dia em que eu a vi. Shakila voltou a dançar, e me puxou aos poucos até a cama. Sentei e segurei em sua mão, a puxando para cima de mim e a virando abruptamente, prendendo seu corpo em baixo do meu. Shakila soltou uma pequena risada acelerando meu coração.

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⏰ Last updated: Apr 07, 2020 ⏰

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