Capítulo 19

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⭐Star⭐

Acordo me sentindo estranha, me levanto e me sentia quebrado, olho para minhas roupas e não era as mesmas. Meus seios sumiram e... toquei minhas partes íntimas e senti algo estranho, me levantei e me senti mais alta, meu cabelo longo sumiu, tirei o pijama e vi meu corpo magro mas um pouco atlético, abaixei a cueca e fiquei chocada, olho para frente e levanto a cueca novamente.

Corro até um espelho que tinha na porta do guarda roupas e vi um garoto, o mesmo que os dos meus sonhos. Olhei para meu quarto e era muito igual ao daqueles adolescentes de filmes.

- O que aconteceu comigo? - Minha voz estava mais grave, do que o normal, vejo um garoto usando roupas escuras sentado na "minha" cama.

- Você trocou de corpo com o Cal por um dia, aproveite - Ele desaparece.

- Mas... - Quando falo ele já tinha sumido.

Então troquei de corpo com um menino? Vou aproveitar mesmo! Me visto com umas roupas que encontrei dele, tinha seu cheiro. Abro a porta do seu quarto e dou de cara com uma mulher.

- Já ia te chamar o café tá na mesa. Por quê me olha assim? - Eu nem percebi que tinha parado de respirar, me solto mais e sinto o ar invadir meus pulmões.

- Nada! - Repondo rápida demais, não me acostumei com minha voz ainda.

- Okay né - Ele se vira e começa a andar, mas para e olha para mim - Vai acordar seu amigo - Apenas concordo com a cabeça e ela desaparece virando a direita no corredor.

Sinto que ele está nessa porta de frente a minha, atravesso o corredor descalço e bato na porta, estava aberto, empurro um pouco a porta e vejo um garoto lindo dormindo na cama só de cueca. Comecei a salivar muito mas só precisava acordá-lo, foca.

Me aproximei dele e meus ossos tremem pela aquela imagem dele, toco na cara dele e nada, me aproximo mais e toco duas vezes nele mas nada.

- Ei! - Ele acorda e me assusto, me afasto e ponho a mão no peito.

- O que foi Cal? - Ele se cobre por vergonha da pequena nudez e me recomponho da minha vergonha.

- Café da manhã está pronto - Reparei no sotaque diferente deles e eu achei o máximo. Ficamos nos encarando por um tempo estranho.

- Preciso me vestir sabia? - Me toquei e saio do quarto dele e fechei a porta. Vou ao que parece ser a cozinha e minha mãe estava comendo torrada à mesa, ela me ver.

- Pensa rápido! - Ela joga uma laranja e acerta minhas partes íntimas, deu uma dor enorme, agora sabia o que meu namorado sentia quando e chutava ele aqui quando estávamos nos conhecendo- Ui! Está bem?

- Melhorou - Me sentei e logo aquele garoto chega e senta também.

- Bom dia Julian! - Minha "mãe" fala para aquele garoto que descobrir o nome.

- Bom dia senhora Estrela - Nome da minha mãe, certo, preciso decorar. Alguém bate na porta e me levanto para ir por instinto, abro e vejo um ruivo lindo, de olhos de cor diferentes. Mas deixava mais lindo.

- Oi Cal posso falar contigo? - Deve ser meu amigo, ou algo assim - Ele já entra sem permissão e me puxa até meu quarto.

- Laura vai para a viagem, levo o que? - Quem é Laura? - Então... - Eu congelei por tempo demais.

- Nada, só seja você mesmo, mulheres gostam assim. Além disso você pode pegar quem quiser olha pra você!

- Obrigado! Mas quem é você? Cal nunca me chama de bonito assim - Lascou o que falo?

- Você é meu amigo né?

- Melhor amigo, sim por quê?

- Não sou o Cal! - Respiro fundo.

- Já reparei mas é bizarro admitir assim. Quem é você?

- Meu nome é Star, troquei de corpo com o Cal e não sei o que faço!

- Você não está brincando mesmo - Ele começa a rir.

- Qual a graça? - Pergunto séria.

- Cal deve estar todo feliz no corpo de uma menina - Ele rir mais e reviro os olhos.

- O que faço? - Pergunto de novo, ele para de rir e me encara mais sério.

- Aja como garoto, e curta - Ele põe os dedos no queixo pensativo.

- Quer a parte safada de ser garoto ou a divertida?

- Um pouco dos dois - Eu mesmo riu - Que voz é essa?

- Parece de galinha eu sei mas é a que ele tem - sorriu.

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Estávamos em uma quadra de basquete, ele ficou lindo naquela roupa de treino, ele pegou uma bola de basquete e jogou em mim, peguei no reflexo.

- Uma mulher pode fazer isso...

- Sim mas você sabe jogar?

- Não - Ele sorri de canto.

- Tente puxar algo na mente do Cal, usa a habilidade de jogar basquete dele - Fecho os olhos e me concentro, vejo flashes dele jogando basquete mas sem querer acesso partes obscuras, vejo gente morrendo - Deu, vamos logo - Joguei a bola e acertei o aro de primeira.

- Viu você consegue!

- Sei jogar basquete!

Ficamos horas jogando até paramos para comer em uma lanchonete ali perto. Vejo algumas garotas entrando na lanchonete e me lembro de seus nomes de alguma forma. Laura, Victória, Sam e Ruby.

- Oi gente feia - Laura se senta ao lado do Henry, e Sam senta ao seu lado, todos falaram oi em uníssono e Ruby senta ao meu lado e riu por instinto, não sei porquê.

A noite caia enquanto eu estava sentado assistindo televisão com Henry, sozinhos, eu até tive uma segunda intenção mas ignorei, a televisão falava de uma forma diferente, por causa da diferença de língua, mas eu estava adorando.

Eu achava que como Cal controlava os pesadelos, ele era triste, sozinho e de alguma forma cruel, mas ele tem amigos, sua mãe é legal com ele, são melhores amigos. Uma vida legal, muito de diferente da minha.

- Star... desculpa estou me acostumando... você já fez a parte safada de ser menino? - Olhei para ele no outro sofá e pensei - Bom você conseguiu... urinar em pé, grande passo mas e a parte quente?

- Que parte é essa? - Ele se levanta e vem até mim e se ajoelha na minha frente.

- Cal tem uma queda por mim, bem pelo que eu acho esse corpo também, então vai ser melhor do que imagina - Ele toca nas minhas coxas e sua mão vai subindo.

Meu corpo entra em pânico e sinto um calor intenso percorrer meu corpo como adrenalina, e minhas pernas paralisaram. Meu rosto queima de tanto sangue.

- Caramba! Que isso?

- Eu falei - Seu sorriso era malicioso e cada vez mais ele passava as mãos, ele tirou o botão da minha calça e colocou a mão fria por dentro da minha cueca e fez massagem em tudo que tinha lá.

Meu corpo ficou elétrico e sentia cada tecido do meu corpo se derramar como mel. Logo depois que ele estava fazendo aquilo por um bom tempo sinto algo me molhar, ele tira a mão e sorri para mim, eu estava suada e toda derretida.

Ele se sentou no sofá e fechei minha calça, engoli em seco e fui para a cozinha enquanto ele assistia. Bebi uma água gelada que fez meu corpo tremer. Minha temperatura foi diminuindo e minha mente estava confusa.

- Então é isso que o Erick sente... que bom... - Bebi mais um gole e depois voltei para o sofá, respirei fundo para me recompor daquela descarga de hormônio masculino e deitei no sofá.

O filme que assistimos acabou e Henry ficou pois ele ia comigo a uma tal de viagem. Fui para meu quarto e deitei na cama, Henry deitou em um colchão no chão que minha "Mãe" colocou para ele. Logo ouvir sua respiração se tranquilizar e a minha que estava a todo vapor se estabilizou e caí no sono.

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