Hoje meu professor deixou um dia de folga para os alunos. Graças a Deus. Eu estava entediado no meu quarto. Fiquei jogando a bolinha de tênis para o alto por muito tempo. O quarto estava vazio além de mim. Henry não comentou nada depois do beijo, não o vi a noite toda depois do parque.
Julian estava distante e eu me preocupava até que me levanto e deixo a bola na cama. Saio do meu quarto e vou para o dele. Bato na porta e ele deixa entrar.
Entro e fecho a porta, ele estava lendo uma carta com um sorriso nos lábios e olhava a carta depois fitou meus olhos.
- É dos meus pais... eu bloqueei eles do meu celular porque não queria ser tratado como animal por eles, então me enviaram uma carta.
- E o que disseram? - Digo tento indo devagar até ele, sento na sua cama, ele engole em seco mas não tira o sorriso.
- Eles se divorciaram - Seu sorriso some - Mas minha mãe me aceita e me quer com ela... já meu pai não quer me ver nunca - Lágrimas se formam nos seus olhos e me sinto esmagado, lembro do seu estado na visão.
- Ei tudo bem, melhor do que nenhum deles.
- Tem razão - Eu não sabia se abraçava ele para ajudar a parar ou dava um soco para ele acordar para a vida. Mas por sorte escolhi a primeira opção e o abracei, eu realmente não sabia o que fazer nesses momentos.
Me desgrudei dele e saio do seu quarto o deixando em silêncio com suas dores. Vou para a recepção e encontrei Henry então fui falar com ele.
- Oi! Tudo bem? - Ele sorriu quando me viu e me abraçou rápido.
- Oi, está tudo ótimo - Ele respondeu de uma forma bem seca.
- Tem certeza? Sei quando mente.
- Certo - Ele fita o chão e depois olha no fundo dos meus olhos - Estou com medo, sabe, pelo que diriam se descobrissem que gosto de um garoto... você enfrenta coisa a cada dia e isso me quebra e olha que nem é comigo, imagine se fosse - Ele fica com um semblante triste - Não sou forte como você.
- Por isso estou aqui, sou seu... melhor amigo, é meu dever - Seguro na sua mão e ele fica desconfortável e depois solta - O que foi? - Pergunto sério.
- Tem gente olhando... - Ele fica vermelho, olho para trás e tem algumas meninas nos olhando de canto.
- Me desculpa mas não serei trouxa.
- Como assim?
- Você está se descobrindo e sei como é difícil, quero te ajudar mas eu não quero te ver passar vergonha comigo, então a parte da timidez eu deixo para sua conta - Ele olha para o chão com vergonha e saio batendo o pé forte no chão, sei que é birra mas não tem porta para eu bater na cara dele. Entro no quarto e vejo aquele garoto.
- Nossa o que foi? - Ele percebe minha irritação.
- Estou frustrado okay?
- Está bem... é sobre o Henry?
- Como sabe?
- Percebi a muito tempo algumas coisas não muito amigas entre vocês - Arqueio a sobrancelha. E deito na cama e fito o teto.
- Você é bem esperto.
- Bom sei também sobre seus poderes - Ele fala e travo de vez, me apoio nos cotovelos e o olho confuso.
- Como sabe?
- Por que sou um mensageiro... sou um anjo - Ele fica de pé e sobra de asas se projeta atrás dele.
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Marca das trevas
RomantiekDo mesmo universo de "O escolhido da Lua". Cal era um simples garoto normal, porém despertou um poder que ia além da sua compreensão, logo ele terá que sobreviver no novo mundo sobrenatural, com isso ele se apaixona por um garoto que conhece, seu mu...
