Capítulo 22

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 Hoje meu professor deixou um dia de folga para os alunos. Graças a Deus. Eu estava entediado no meu quarto. Fiquei jogando a bolinha de tênis para o alto por muito tempo. O quarto estava vazio além de mim. Henry não comentou nada depois do beijo, não o vi a noite toda depois do parque.

Julian estava distante e eu me preocupava até que me levanto e deixo a bola na cama. Saio do meu quarto e vou para o dele. Bato na porta e ele deixa entrar.

Entro e fecho a porta, ele estava lendo uma carta com um sorriso nos lábios e olhava a carta depois fitou meus olhos.

- É dos meus pais... eu bloqueei eles do meu celular porque não queria ser tratado como animal por eles, então me enviaram uma carta.

- E o que disseram? - Digo tento indo devagar até ele, sento na sua cama, ele engole em seco mas não tira o sorriso.

- Eles se divorciaram - Seu sorriso some - Mas minha mãe me aceita e me quer com ela... já meu pai não quer me ver nunca - Lágrimas se formam nos seus olhos e me sinto esmagado, lembro do seu estado na visão.

- Ei tudo bem, melhor do que nenhum deles.

- Tem razão - Eu não sabia se abraçava ele para ajudar a parar ou dava um soco para ele acordar para a vida. Mas por sorte escolhi a primeira opção e o abracei, eu realmente não sabia o que fazer nesses momentos.

Me desgrudei dele e saio do seu quarto o deixando em silêncio com suas dores. Vou para a recepção e encontrei Henry então fui falar com ele.

- Oi! Tudo bem? - Ele sorriu quando me viu e me abraçou rápido.

- Oi, está tudo ótimo - Ele respondeu de uma forma bem seca.

- Tem certeza? Sei quando mente.

- Certo - Ele fita o chão e depois olha no fundo dos meus olhos - Estou com medo, sabe, pelo que diriam se descobrissem que gosto de um garoto... você enfrenta coisa a cada dia e isso me quebra e olha que nem é comigo, imagine se fosse - Ele fica com um semblante triste - Não sou forte como você.

- Por isso estou aqui, sou seu... melhor amigo, é meu dever - Seguro na sua mão e ele fica desconfortável e depois solta - O que foi? - Pergunto sério.

- Tem gente olhando... - Ele fica vermelho, olho para trás e tem algumas meninas nos olhando de canto.

- Me desculpa mas não serei trouxa.

- Como assim?

- Você está se descobrindo e sei como é difícil, quero te ajudar mas eu não quero te ver passar vergonha comigo, então a parte da timidez eu deixo para sua conta - Ele olha para o chão com vergonha e saio batendo o pé forte no chão, sei que é birra mas não tem porta para eu bater na cara dele. Entro no quarto e vejo aquele garoto.

- Nossa o que foi? - Ele percebe minha irritação.

- Estou frustrado okay?

- Está bem... é sobre o Henry?

- Como sabe?

- Percebi a muito tempo algumas coisas não muito amigas entre vocês - Arqueio a sobrancelha. E deito na cama e fito o teto.

- Você é bem esperto.

- Bom sei também sobre seus poderes - Ele fala e travo de vez, me apoio nos cotovelos e o olho confuso.

- Como sabe?

- Por que sou um mensageiro... sou um anjo - Ele fica de pé e sobra de asas se projeta atrás dele.

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