Ret 💸
Eu tive que sair arrastando a Ana e nem foi caô, Matheus tinha que levar a Clara pro hospital mas também não queria deixar a Ana sozinha enquanto eu não chegasse.
Era fodido ver a Ana no estado que ela estava, ela tremia pra caralho e só sabia chorar sem parar, coloquei ela dentro do carro e entrei, socando o volante e passando a mão no rosto.
Ret: Não fode comigo, Ana Estrela.- Olhei pra ela, vendo ela encolhida na banco.- Eu te perguntei quem tu era, tu me disse o que? Que tu era a porra da Ana Estrela.
Ana: Não dá, Filipe...- Falou soluçando.
Ret: Claro que dá! Tu consegue o que tu quiser, basta tu querer.- Segurei a mão dela.- Ela não morreu, ela vai ficar bem.
Ana: Isso é culpa sua.- Me olhou.- Caralho, isso é culpa de tanta gente.
Ret: É culpa minha cara, pode falar! Eu assumo todo peso nas costas se isso vai te ajudar.- Falei tentando não ficar puto.- Quer se afastar? Eu te dou uma casa do outro lado do mundo, não tem caô. Eu tô te ajudando, tentando pra caralho te manter de pé, mas se tu quer assim, vai ter. Comigo não tem nenhuma não, vou fazer teus gostos pô.
Ela ficou calada passando a mão no rosto e eu fui pra casa, peguei o Théo na casa da Rosa, que também tava mal com a morte do pai da Ana.
Deixei o Théo no meu colo e fui pra casa de vez, desci com ele no colo mas ele pediu pra ir pra mãe, coloquei ele no chão e beijei sua cabeça, indo pegar uma água e me sentei na bancada, olhando pro lado, com a garrafa de água nas mãos.
Mandei mensagem pro Matheus e continuei ali, até os dois entrarem e Ana vim na minha direção, ela pegou a garrafa de água da minha mão e arrastou o banco, sentando na minha frente, enquanto o Théo tava sentado no sofá com o celular da mãe.
Ana: Eu tô em pedaços. Estou totalmente quebrada, sabe? Quando tem um pedaço meu em cada lado do mundo.- Falou respirando fundo.- Ficar com você ainda tem sido uma das melhores coisas, tu me deu a chance de construir uma família, a que eu sempre quis.
Ret: Boa.- Murmurei.
Ana: Mas você mesmo sabe, talvez eu só não tenha forças pra aguentar toda a pressão que tua vida me traz também.
Ret: Mesmo antes de tu se envolver, tu já sabia de tudo, cada bagulho.
Ana: Eu nunca vou me arrepender de estar aqui. Só que tu não tem noção do quanto é difícil pra mim, no começo tava tudo bem, por quê tudo caiu assim, Filipe?
Ret: Ninguém tem o poder de controlar isso.- Olhei pra ela.- Eu matei a irmã de um cara dos ada.
Ana: Cê tá olhando pra mim e dizendo que você começou essa confusão toda? - Falou semicerrando os olhos, que ainda estavam todo inchado e vermelho.
Ret: Foi aquela garota que eu te falei, que eu fiquei no baile e que naquele dia a gente brigou por ela.- Ela continuou me encarando.- Ela tava no meu pé, eu fui encontrar com ela e matei, pra ela parar de perturbar.
Ana: Nossa, magnífico.- Bateu palmas sorrindo.- Estupendo.
Ret: Que porra eu ia procurar saber de onde ela veio? - Ana colocou a mão na testa.- Mas além disso, ela não foi mandada só pra ficar comigo, era pra me matar também.
Ana: Eu não sei o que eu faço contigo.- Fiquei calado.- Olha onde estamos.
Ret: No morro.
Ana: Não faz graça, por favor.- Eu me calei.
Fiquei encarando ela que fechou os olhos, desviei o olhar e vi o Théo rindo do desenho, fiquei olhando meu filho até ela se levantar e vim pro meu lado.
Encarei ela e ela baixou a cabeça, ficando frente a frente com meu rosto. Ela sussurou pedindo pra eu ajudar ela e me abraçou, deitando a cabeça no meu ombro.
Abracei ela e coloquei ela na minha frente, beijei a barriga dela e involuntariamente ela sorriu, fazendo carinho na minha nuca.
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Mente De Um Vilão
Teen FictionPorque nosso bonde brabo, porque nosso bonde é pica, porque nosso bonde toma de assalto na pista!
