Sempre me chamaram de sonhadora. Sempre me acusaram de não ter os pés no chão, de viver mais na minha própria imaginação do que na realidade. Mas o fato é que esse sempre foi meu caminho de fuga e nunca neguei a minha preferência por ele, porém meus...
“Nao importa quanto tempo eu tenha que esperar, nunca vou desistir de você.”
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— Obrigada? - eu viro o cartão e não encontro nada — Como assim, gente? - eu pego o pequeno envelope que cobria o cartão e só encontro meu nome e bufo — Quem manda um chocolate para alguém e só escreve obrigado?
— Quem recebe um chocolate de alguém e reclama? - Suiane me pergunta sentada ao meu lado — Já posso abrir o chocolate ou você quer investigar ele também?
— E se estiver envenenado? Já pensou nisso? - eu vejo ela revirar os grandes olhos chocolates para mim e bufar
— Quem iria comprar um chocolate caro desse, colocar um veneno e mandar pra você, Melissa? Me diz? - ela cruza os braços e eu dou de ombros — Vai, me dá esse chocolate aqui que eu tô precisando.
— O chocolate é meu! - eu não entrego o chocolate e ela se estica para pegar, ficamos nessa guerrinha até que um limpar de garganta é ouvido e eu me viro encontrando meu pai nos olhando com uma sobrancelha levantada — Eu ganhei um chocolate e ela quer roubar de mim!
— Foi você que disse que o chocolate tava envenenado, eu tô querendo é salvar sua vida! - eu abro a boca chocada e meu pai ri
— Vocês duas parecem duas crianças. - eu dou de ombros — Marta disse que enviaria um chocolate a mando do Lito, mas não sabia que chegaria tão rápido. - eu franzo a testa
— Ele que mandou? - meu pai afirma
— Ele não te mandou um e-mail? Marta disse ele enviaria. - eu nego e meu pai franze a testa — Ele já deve ter embarcado então.
— Ele foi embora? - eu franzo minha testa e meu pai nega andando até o outro lado do balcão, ficando de frente pra mim
— Ele tinha compromissos com a outra empresa, pelo que Marta me disse. - meu pai cruza os braços e se apóia no balcão — O primo dele vai ficar no lugar dele até ele voltar, eu o conheci hoje quando fui buscar nosso almoço.
— Você encontrou eles lá? - minha prima pergunta — Eles estavam almoçando no restaurante? Eu já devo ter os vistos lá e nem sei. - todos nós damos de ombros e isso nos faz rir
— Só sei que o primo dele não parece em nada com um empresário, nem o Lito, na verdade. Os dois parecem mais aqueles meninos que vocês duas costumam gostar de ver nesse celular. - eu levanto uma sobrancelha
— Eles são gatos, tio? - eu encaro minha prima com minha sobrancelha levantada e ela dá de ombros — O quê? Pensa comigo: esse tal de Lito tem um primo, você tem uma prima. Somos todos solteiro. O que pode acontecer?
— Você sossegar esse facho? - ela nega e eu bufo
— Até que não seria uma má ideia. - meu pai diz me surpreendendo — O que foi? Lito parece precisar de alguém para sossegar e, bom, não conheço o primo dele, mas vocês já são grandinhas e precisam viver. - eu abro a boca chocada com meu pai e ele ri — Sou velho mas não parei no tempo, filhota. Tô por dentro dessas modernidades aí.