Sempre me chamaram de sonhadora. Sempre me acusaram de não ter os pés no chão, de viver mais na minha própria imaginação do que na realidade. Mas o fato é que esse sempre foi meu caminho de fuga e nunca neguei a minha preferência por ele, porém meus...
“Porque eu te amo e não consigo me ver sem ser teu amor por anos.” — ANAVITORIA
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Minha casa nunca foi tão caótica assim. Meu pai em choque, sua namorada constrangida, minha prima rindo e conversando com o meu amigo sem qualquer pingo de vergonha na cara e meu namorado com a mão na minha coluna, como se pra me manter sã. Sou grata a ele por isso.
Nunca imaginei meu pai namorando. Claro que a Su já tinha falado sobre isso comigo mas uma coisa é uma hipótese e outra bem diferente é pegar seu pai quase nu com uma mulher dentro da sua própria casa.
— Vocês vão me explicar? - meu pai pergunta apontando para mim e para o Gabriel
— Assim que o senhor colocar uma roupa. - não tem raiva na minha voz, choque? Com certeza. Mas nenhuma raiva.
— Claro. - meu pai parece com vergonha e arrasta a namorada para seu quarto outra vez
— Que situação! - eu apóio meu cotovelo na ilha da cozinha e passo a mão pelo meu rosto — Nunca pensei em pegar meu pai assim.
— Tio Rei é novo, Lissa, ele merece ser feliz. - eu bufo pra Suiane
— Eu sei disso, Suiane e eu não tenho nada contra com isso, só fiquei constrangida em pegar meu pai com uma mulher dentro da minha casa. - ela afirma e ouço o barulho de pipoca caindo na panela — Sério que você vai fazer pipoca?
— Ué, pelo visto não vai sair nenhuma comida. - ela dá de ombros e eu reviro meus olhos — A gente poderia fazer aquela lasanha que só você sabe fazer.
— Você sabe fazer lasanha? - Gabriel pergunta realmente interessado e eu o encaro
— Gosta de lasanha? - ele afirma sorrindo
— Na verdade, gosto de tudo que tiver massa e queijo. - ele encolhe os ombros largos e isso me faz sorrir. Parece um menino no corpo de um gigante. — Você vai fazer? - eu afirmo
— Ótimo! - Suiane comemora e vejo ela já começar a mexer nas coisas da cozinha — Tem tanto tempo que não como lasanha.
— Eu também. - Ed se senta num banquinho do outro lado do balcão e nos encara — Eu posso ir lá na rua comprar uma sobremesa.
— Sorvete e petit gateau! - Suiane vibra e eu só posso revirar meus olhos. As vezes a animação dela é cansativa, mas sempre bem vinda.
— Tô indo lá. - Ed levanta e logo Gabriel faz o mesmo
— Vou com você. - ele não dá espaço para que meu amigo negue. Gabriel beija meus lábios rapidamente antes de sair com meu amigo ao seu alcance
— Olha como estamos, senhoras e senhores. - Suiane me provoca e eu apenas fico olhando para sua cara de pau — Beijinho de namorados e tudo.
— É o que somos, não é? - ela nega rindo
— Não até tio Rei permitir. - eu não acho que me pai vá me impedir de viver o que quero viver com o Gabriel mas mesmo assim a possibilidade gela meu peito — Não infarta não, pelo amor de Deus. - ela acaricia meu ombro e ri — Você é tão clichê que chega a ser bonitinho de se ver. Tipo aqueles filmes da Netflix.