Capítulo Dezesseis

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“O que é o sol comparado ao brilho de seus olhos iluminando minha vida?”

Eu fecho minha mochila e pego meu celular sobre a mesa me encaminhando para a saída da sala de aula

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Eu fecho minha mochila e pego meu celular sobre a mesa me encaminhando para a saída da sala de aula. A manhã passou lenta, mais lenta do que eu que estou morrendo de sono. Também, quem mandou eu dormir quase as três da manhã?

Aé, minha super curiosa e enxerida amiga que não me deixou dormir antes de saber tudo sobre mim e o Gabriel. Já era tarde quando fomos deitar, o Gabriel foi embora depois da meia noite então, até a gente tomar banho e arrumar a bagunça que ficou para depois deitar na cama, já era umas duas horas.

Eu ajeito a alça da mochila no ombro e o meu óculos na porta do nariz. Não sou de usar óculos não, mesmo que eu tenha que usar, mas não acho que combine comigo. Eu já sou feia, de óculos então pareço um Hobbit.

Meu celular treme em meu bolso e eu o pego animada. Desde que saiu lá de casa ontem e que, finalmente, trocamos nossos números, eu e o Gabriel temos conversado direto. Foi ele que me acordou hoje e, estranhamente, não fiquei de mal humor depois de ser acordada.

“Sua aula já acabou, anjo?” - eu sorrio tão apaixonada que poderia iluminar o mundo inteiro

“Sim e sua reunião, bebê?” - eu sento na lanchonete da faculdade e coloco minha bolsa sobre a mesa

“Graças a Deus!” - eu rio e logo outra mensagem chega — “Sua faculdade é bem grande.” - eu estranho a mensagem mas depois lembro que ontem a gente conversou e falei onde eu estudava. Ele deve estar pesquisando, sei lá — “Por que as meninas ficam me encarando? Será que nunca viram um homem de terno encostado numa moto de luxo?” - O QUÊ?

“Você só pode estar brincando.” - eu mal envio a mensagem e meu celular toca

Não estou brincando, anjo. Elas realmente estão me encarando. - assim que ele termina de falar eu ouço algumas vozes femininas o cumprimentando e quase vôo do meu lugar indo para a entrada da faculdade

Eu ajeito minha mochila e corro. Sem vergonha nenhuma eu corro. Chego esbaforida, mas não deixo meu namorando dando mole no meio de um monte de mulher. Meu namorado é um gato! Imagina se dou esse mole.

Eu nem preciso sair da faculdade pra ver o Gabriel, vejo a movimentação estranha do corredor mesmo. Paro de correr mas acelero meus passos quando vejo uma menina passar a mão pelo braços dele. Isso sem contar as outras ao redor dele! Vadias!

— Atrapalho? - eu cruzo meus braços e encaro a cena

— Anjo... - a voz dele parece aliviada e eu tento não achar fofo ver sua reação a mim — Estava te esperando. - eu levanto uma sobrancelha

— Com muita companhia, pelo visto. - ele sorri e ouço algumas meninas suspirarem alto

A cena mais erótica acontece quando ele, ainda sorrindo, retira os óculos escuros e nos agracia com os mais lindos olhos azuis do universo. Ele pisca pra mim porque sabe que eu amo seus olhos e eu fico puta.

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