Sempre me chamaram de sonhadora. Sempre me acusaram de não ter os pés no chão, de viver mais na minha própria imaginação do que na realidade. Mas o fato é que esse sempre foi meu caminho de fuga e nunca neguei a minha preferência por ele, porém meus...
“E, por falar em amor, só tenho uma coisa a dizer: você!”
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— Melissa! - eu tenho que me afastar do Gabriel para encarar minha prima e, ao olhar em seus olhos seu que ela precisa falar comigo, eu me levanto e a acompanho
— Não vai. - Gabriel me pede delicadamente e eu sorrio com a carinha que ele faz
— Já volto. - beijo sua bochecha antes de sair de encontro a minha prima
Ela me arrasta o mais longe possível deixando os três homens na mesa que antes era só minha. Suiane me leva até o mais longe que pode e me encara cruzando os braços.
— Vai me dizer alguma coisa ou vou ter que deduzir que você foi abduzida?
— É ele, Su. Meu Gabriel. - meu sorriso não se fecha em nenhum momento e ela abre a boca chocada
— O cara dos seus sonhos? - eu afirmo — É sério isso? - eu afirmo de novo — Mas como isso aconteceu?
— Eu tava sentada naquela mesa tomando sorvete e Felix apareceu...
— Espera. Quem é Félix? - ela me interrompe
— O idiota que fez aquela merda com você. - eu explico e ela solta um "ahhhhh"
— Félix? - eu afirmo — Nome bonito.
— Alemão. - eu digo — A família toda. Viu que eles compartilham a mesma cor de olhos?
— Nunca vi olhos tão lindos assim. - eu afirmo — Vai, continua.
— Eu tava lá e o idiota do Félix apareceu. Ele ficou enchendo o saco e depois chamou o tal amigo para ir até a gente e era ele. Meu Gabriel. - eu passo a mão no rosto ainda chocada com tudo — Isso é doido, né? Como ele pode ser real?
— Tô chocada, Lissa. - eu afirmo — Vocês tem que conversar.
— Sim, nós temos. Tudo que quero é que nos acertemos logo. - ela me sorri — Parece loucura, não é?
— Todo amor é louco, Lissa. - ela me abraça e eu fico apertando ela e agradecendo mentalmente a Deus por ter ela na minha vida — Vamos fazer o seguinte: você e seu Gabriel vão conversar e eu e o Ed vamos lá pra casa dele terminar de arrumar o apê. - eu afirmo — Mas me prometa que qualquer coisa, e eu quero dizer qualquer coisa mesmo, Melissa, você vai me ligar. - eu afirmo — E nada de ir para um lugar reservado, trate de ficar por aqui mesmo. Depois me liga que eu venho te buscar. - eu afirmo outra vez e ela me abraça de novo — Eu não sei o que pensar sobre isso.
— Eu estou feliz. - eu digo porque não quero que ela tente abafar minha felicidade — Eu só quero entender o quão profundo são nossos sentimentos, sabe? - ela afirma e alisa meu cabelo
— Eu tenho medo que você se machuque, que acredite que esse cara é tão incrível quanto o cara do seus sonhos. E se ele não for, amiga? Já pensou nisso? Em você colocar tanta expectativa sobre ele e ele não valer a pena?