Capítulo Dez

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“Estou correndo, baby, correndo para te encontrar.”

Gabriel

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Gabriel

Eu aperto a mão do último funcionário antes de sair da sala de reuniões. Não aguento mais reuniões, estou a dias só fazendo isso. Preciso de uma folga urgente!

Entro na minha sala apenas para pegar alguns contratos que vão precisar de uma leitura mais minuciosa e fecho meu escritório. Aceno para o meu secretário e vou para minha linda e novíssima motocicleta.

Essa belezinha acabou de sair da fábrica e eu estou quase babando nela. Confesso que amo essa parte também, não só gosto da parte de desenhar ela, gosto da parte de testar todos os novos modelos.

Eu rodo pelas ruas de Sevilha até que as ruas percam os arranha céus e ganhem mais verdes, mais árvores. A casa da minha abuela fica em uma pequena colina, rodeado de árvores grandes e verdes.

O portão é aberto quando ainda estou subindo a colina. Os seguranças sabem bem que sou eu porque sou o único maluco que vem voando na moto pela colina. E, claro, porque eles tem um GPS que comprova que sou eu.

Eu freio a moto e vejo a poeira subir com meu ato. Se meu avô pudesse me ver agora puxaria minha orelha, mas infelizmente o meu velho não consegue mais sair do quarto. A idade chegou.

Dona Jovelita, a empregada da casa, me espera com o mesmo olhar de reprovação de sempre. Conheço esses olhos desde que tinha idade suficiente para usar o corrimão da escada como escorrega. Ou seja, meus quatro, cinco anos.

— Tenho vontade de puxar suas orelhas! - ela me diz com uma mão levantada como se realmente fosse fazer o que diz, mas ela nunca o fez e eu acabo rindo — Sua vó pediu para que vá até sua ala antes de ir embora. - eu afirmo beijando sua cabeça

— Esquenta a comida que estou faminto, Jove. Um homem do meu tamanho precisa se alimentar muito bem. - ela balança a cabeça cruzando os braços e eu rio

— Aposto que as brasileiras tem te alimentado muito bem, né menino? - eu rio e subo os largos degraus que me levam até o quarto da minha avó

Desses meses todos não posso dizer que experimentei nada do que a Jove disse. Não tinha chegado no país e já encontrei aquele anjo e fui fisgado.

Só de lembrar nela tenho vontade de arrancar meus cabelos de frustração. Ela me bloqueou, ela realmente me bloqueou e não consigo mais saber dela. Claro que eu poderia facilmente ligar para o pai dela e resolver isso, mas não quero envolver o pai dela no nosso meio. Não antes de nós dois termos tido uma boa conversa.

A casa da minha abuela é uma mansão vitoriana meio antiga meio moderna, que tem uma grande escada e várias alas. Parece um palácio, mas eu só consigo me sentir em casa. Foi aqui que passei a minha vida toda.

Vovô e vovó ficam na ala principal da casa, a direita, passa por alguns corredores até que se chegue em sua sala de "visitas" como ela diz. Eu encontro minha abuela ali, sentada em um sofá grande creme, com um livro em uma mão e a outra estendida e entrelaçada a mão do meu avô.

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