Depois da nossa primeira vez juntos, eu simplesmente não conseguia fingir que Dan e eu só estávamos juntos pela chantagem. Na verdade, parecia que ela sequer existia.
Enquanto ficamos deitados na cama espaçosa dele, conversando sobre a vida, escola, minha falta de emprego e vários assuntos aleatórios, uma das várias empregadas da casa bateu à porta.
—Seu pai chegou, menino — disse do outro lado da porta fechada. — E o almoço está pronto.
Dan sorriu, se espreguiçando, e alcançou suas roupas, se vestindo sem pressa.
— Pronta para conhecer o seu sogro? — questionou cheio de malícia, brincando com o piercing em um desafio.
Eu apenas o encarei. Dan só podia estar louco se achava que eu sair naquele estado para encontrar um dos homens mais ricos e influentes da América Latina.
— Você surtou, homem? — respondi me levantando para procurar as minhas roupas. — Eu tenho que ir embora!
Dan me segurou pelo braço, me prendendo contra o seu corpo. Seu cheiro tinha mudado, parecia uma mistura perfeita de nós dois, como se eu tivesse deixado o meu perfume impregnado nele.
— E por quê? — quis saber, ainda me segurando. — Você é a minha namorada, pode muito bem almoçar com a gente.
Soltei o ar em uma expiração pesada. Dan não entendia? Eu não podia simplesmente brotar na sala de jantar depois de termos transado e me apresentar para Giuseppe Ricci.
— Não estou confortável em conhecer o seu pai nesse exato momento — contei, mantendo o olhar na tatuagem do pescoço e mesmo assim eu fiquei vermelha.
Seu olhar escureceu de raiva e ele precisou de mais auto controle que qualquer coisa para não deixar eu gênio difícil tirar a melhor.
— Você é a minha namorada — chiou, erguenndo meu queixo para que ue encarasse seus olhos. — Tem tanto direito de estar aqui quanto qualquer pessoa.
Escondi o rosto no seu pescoço.
— É tudo muito recente, Dan — sussurrei. — E querendo ou não eu ainda estou te chantageando para namorar comigo. Não me sinto nem um pouco ocnfortável com isso.
Ele riu baixinho.
— Ah sim, a terrível chantagem — zombou, mas me abraçou com força. As batidas fortes e cadenciadas do seu coração me acalmaram e respirei seu cheiro conhecido. — Não dou a mínima se você vazar as fotos, Sofia. Eu já ganhei a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida graças a toda aquela bagunça, o que vier agora é lucro.
Meu coração parou. Como Dan podia dizer uma coisa dessas com aquela naturalidade?
Lágrimas se empoçaram ns meus olhos com aquela declaração.
As três palavras mais importantes do mundo vieram para a ponta da minha língua. Eu amo você, eu amo você. Em vez de dizê-las em alto e bom som, eu apenas o abracei com força e beijei os lábios macios.
Ergui o olhar para ver sua expressão. Ela estava bem tranquila, embora Dan obviamente não estivesse feliz e me detestei por ter feito aquilo. Pelo que me constava eu era a sua primeira namorada, a primeira que ele quis apresentar ao pai, e eu não estava pronta para isso.
Por um momento eu desejei ser mais destemida, ser a pessoa que Dan merecia. Em vez de tomar coragem e me jogar no precipício do desconhecido, afundei o rosto em seu ombro macio.
—Sinto muito por não estar pronta — murmurei. E não era só sobre o pai dele, mas também por não ter tido coragem de dizer o quanto Dan significava para mim. Como eu podia dizer que o amava se ainda o estava chantageando?
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Mentira Perfeita [CONCLUÍDA]
Teen FictionDepois de se livrar de um relacionamento abusivo, tudo que Sofia quer é terminar o terceiro ano em paz, mas isso não parece ser o que o Destino reservou para ela. Sofia é uma boa menina, tem boas notas e trabalha para ajudar a custear os gastos que...
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