Quando perdemos aqueles que amamos.

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 Agora que a Ordem sabia qual seria o alvo de Voldemort, estavam colocando todos os seus esforços em proteger os Potter. Alguns grandes amigos acabaram perdendo suas vidas em prol da proteção dos Potter, contudo, mesmo com todos os esforços feitos, Voldemort acabou encontrando os encontrando.

Assim que o Lorde das Trevas anunciou que sabia onde os Potter se encontravam e que iria matá-los, Severo saiu também, indo em busca de Dumbledore, mas, infelizmente, Dumbledore não conseguiu agir a tempo, quando chegou em Godric's Hollow, já era tarde demais.

Tiago foi o primeiro, quase não teve tempo de reagir. O Lorde das Trevas foi mais rápido e o acertou. Em seguida, subiu as escadas e foi até o quarto do pequeno Harry. Lilian tentou impedi-lo, mas também foi morta. E então, ali estava, o Lord Voldemort e o bebê Harry Potter.

Contudo, para a surpresa de Voldemort, sua maldição da morte não teve efeito na criança. Um grande clarão verde pode ser visto de longe, enquanto o Avada Kedavra de Voldemort acertava o bebê Harry e ricocheteava, acertando o Lorde das Trevas, que desapareceu.

O primeiro a chegar a casa foi Sirius. Encontrou a porta arrombada e seus amigos mortos, apenas o bebê Harry, que estava sentado no berço chorando com uma pequena e recente cicatriz na testa.

Sirius revistou a casa, buscando algum sinal de Voldemort, mas não o encontrou. A única coisa que encontrou foi uma carta recém-selada endereçada a Severo Snape. Enfiou a carta no bolso e pegou o bebê, bem a tempo de a casa começar a desmoronar, aquilo chamaria a atenção dos trouxas, tinha que ser rápido, sair dali antes que eles chegassem. Carregava Harry nos braços, enrolado em uma manta, quando Dumbledore chegou, trazendo Hagrid consigo.

— Está vivo? — Dumbledore perguntou olhando espantado para o pequeno Harry.

— Não sei como, mas está. — Sirius respondeu, haviam lágrimas em seus olhos.

— E os pais? — Dumbledore perguntou e Sirius acenou negativamente. — Hagrid, precisa levá-lo daqui. Mantenha-o seguro, entrarei em contato em breve.

— Cuide dele, Hagrid. — Sirius falou e entregou Harry ao meio gigante, que chorava feito um bebê. — Preciso partir. — Falou olhando para Dumbledore, que apenas assentiu positivamente. — Tome. — Falou e estendeu as chaves da moto. — Assim não serão rastreados tão facilmente. — Dito isso, afagou o braço de Hagrid e então aparatou.

Hagrid não se demorou mais ali e logo partiu com o bebê Harry para Londres, a pedido de Dumbledore e se hospedou no Caldeirão Furado, não ficaria ali muito tempo. Enquanto isso, o diretor de Hogwarts tomou conta dos preparativos necessários para encontrar um lar para Harry.

Havia apenas a irmã de Lilian, Petúnia, que poderia ficar por conta da criança. Uma trouxa que morava no subúrbio junto com o marido e o filho pequeno, seria bom para Harry crescer ao lado de outra criança. Escreveu uma carta para eles e então, no meio da noite, deixou o bebê na porta dos Dursleys.

Hagrid chorava ao fundo, ainda hesitante em dar adeus ao bebê. Mesmo com o pouco tempo que haviam passado juntos, Hagrid havia se afeiçoado ao garoto. Mas, o veria novamente em alguns anos. E ele estava com a família, ficaria bem.

No dia seguinte, já em Hogwarts, Snape havia ido falar com Dumbledore. Estavam no gabinete do diretor, e Snape se encontrava dobrado para frente, chorando audivelmente em uma cadeira, Dumbledore o contemplava do alto, com um ar inflexível. Depois de alguns minutos assim Snape ergueu o rosto completamente vermelho.

— Eu... pensei... que o senhor fosse... mantê-los seguros...

— Tiago e Lilian depositaram sua fé na pessoa errada. — Disse Dumbledore. — Muito semelhante a você. Você não esperava que Lord Voldemort fosse poupá-los, Severo?

A respiração de Snape parecia ansiosa. Era óbvio que ele esperava que o Lorde fosse poupá-los, acreditou que ainda restasse um pouco de piedade nele, que pudesse, pelo menos uma vez ser misericordioso e poupar os pais, em troca do filho. Mas, se ao menos Severo pudesse ter feito algo a mais, se pudesse trocar a sua vida pela deles, teria feito de bom grado. Teria feito qualquer coisa para que eles ainda continuassem vivos. Entretanto, ele não sabia como responder a Dumbledore e o seu silêncio fez o diretor continuar.

— O filho deles sobreviveu. — Disse Dumbledore. Snape fez um aceno brusco com a cabeça como se quisesse espantar uma mosca irritante. — Ele se parece muito com ele... com Tiago. E tem os olhos dela, exatamente os mesmos. Você certamente se lembra do rosto de Tiago, certo? E da forma e cor dos olhos da Lilian?

— NÃO! — Berrou Snape. — Se foram... Morreram...

— Isso é remorso, Severo?

— Eu gostaria... gostaria que eu é quem estivesse morto...

— E que utilidade isso teria para alguém? — Perguntou Dumbledore, friamente. — Se você amou Tiago Potter e Lilian Evans, se os amou verdadeiramente, então seu caminho futuro é cristalino.

— Como assim?

— Você sabe como e por que eles morreram. Empenhe-se para que não tenha sido em vão. Ajude-me a proteger o filho deles.

— Ele não precisa de proteção... O Lorde das Trevas se foi...

— O Lorde das Trevas retornará, e Harry correrá um grande perigo quando isso ocorrer.

Houve um momento de silêncio.

— Muito bem. — Severo falou por fim. — Muito bem. Mas jamais, jamais revele isso a ninguém, Dumbledore! Isso deve ficar entre nós! Não posso suportar... se as pessoas souberem do que sinto por Potter... Quero sua palavra!

— Dou minha palavra, Severo, de que jamais revelarei o que você tem de melhor. — Dumbledore suspirou olhando para o rosto angustiado de Snape. — Se você insiste...

Dias de um Passado EsquecidoOnde histórias criam vida. Descubra agora