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"Eu conheço você, é o Nick Quase Sem Cabeça"
"Como pode ser Quase Sem Cabeça?"
Amo a Grifinória, até os fantasmas são legais. Já tatuei o leão da Grifinória na panturrilha e a próxima será um Hipogrifo ou as relíquias da morte em alguma parte desse corpo aqui. Mas esse não é o ponto, quero falar que não tenho medo de fantasmas, especialmente do passado, porque não tenho rabo preso. Minhas coisas são bem resolvidas, eu acho. Amigos são pra vida toda, mas ex namorados são EX namorados. Inimigos eu não tenho, até porque não perco meu tempo com besteira e gente infeliz. Mas quem tá no meu caminho e perturba, vai ficar sabendo de um jeito ou de outro.
Tudo o que envolveu meu problema de saúde, deixou consequências nas diversas áreas. Eu tinha um prejuízo pra correr atrás e sanar com relação ao trabalho, mas isso quando o atestado terminasse e finalmente o perito da previdência me liberasse. Antes disso, eu obedeci a todas as recomendações que até me estranhei. Não sou exemplo de paciência, mas como o orgulho prevalece, eu aparento ser uma pessoa de comportamento moderado e elegante. (pra quem não conhece direito)
Essa volta e meia foi pra comentar que o Leandro (ex, ex, ex) estava de férias e quis fazer uma nova visita durante a semana, veio de surpresa e acompanhado da prima e um amigo (mais ou menos) o Sidnei. Educação eu tenho pra agradecer uma visita e manter o nível numa conversa. Ele não avançou casas no tabuleiro, mas deu a entender que estaria vindo morar em Santa Catarina. Bem imunizado contra ele que eu estava, não perguntei quando e nem por que.
— Quando eu vir morar aqui, vamos poder conversar sobre aquele mal entendido. — diante de sua fala, eu respondi que de minha parte estava tudo resolvido. — Mas quando eu morar aqui, vamos nos reunir mais.
— Tudo bem Leandro. Não tô pra morrer, para de se culpar.
Até minha mãe ficou sem graça, porque ela é uma que sabe do bafo todo e tava caindo de amores pelo moço do Goiás. Esperei eles saírem e já dei uma chamada nela:
— Aiaiai dona Sandra Regina! Nada de convidar pra comer churrasquinho, entendeu? Esse teve a chance dele e passou.
— Mas ele é bonito. Que moço tranquilo pra falar... gostei dele. Foi tão bonzinho.
Senhor!
Percebi o poder de Anderson sobre mim ainda naquele "mormaço" que não dava a entender se ia evoluir pra uma relação ou ficar na amizade colorida. Parecia haver um compromisso. Ele mandava mensagem cutucando e irritando com seu jeito imperativo. Se achando meu dono "mandava" que eu ficasse deitado quando o próprio doutor falou que caminhar ajudava o intestino funcionar, pegar sol era quase uma obrigação matinal e não tirou nenhum ponto, deixando-me por mais uma semana daquele jeito. Na quarta de noite, sua folga, Anderson me telefona...
— Boa noite Renan... e daí, melhorou um pouco? — Anderson não me dá esperança de ter um cara meloso um dia ao meu lado — Tiraram seus pontos?
— Oioi Anderson. Segunda que vem. Nem eu sabia que podia ficar tanto tempo com esses pontos. Tomara que não doa pra tirar.
— Deve estar tudo colado.
Cara... essa sinceridade não é nada romântica.
— Mas... eles cuidam né. Eles sabem o que estão fazendo. Tu acha que vai doer? — porque perguntar para alguém desse signo quando ele já respondeu — Eu aguento. Passei pelo pior na verdade.
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Sol e Marte
RomanceFinalizado! Romance LGBT. Se você estiver lendo esta história em qualquer outra plataforma que não seja o Wattpad, provavelmente está correndo o risco de sofrer um ataque virtual (malware e vírus). Se você deseja ler esta história em seu formulário...
