Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Heart Attack
Traços pálidos
...
"Eu queria entender quando foi que ele perdeu o sorriso... Por momentos caminhou sozinho a noite, procurando interminavelmente por um meio de juntar os pedaços do que costumava ser... Mas de repente eu senti, que ele não tinha mais nada... Me perguntei se o sonho dele havia desaparecido. Não parecia valioso no final... Mas estava disposta a fazer com que ele entendesse... Que mesmo o inverno mais frio não conseguiria congelar seu coração por completo... E mesmo as nuvens mais negras abrirão espaço para dias mais claros..."
...
Ela podia sentir uma gota de suor escorrendo por sua testa. A mesma sensação de apreensão e nervosismo tomou conta de seu corpo novamente.
Nami estava frente a frente com Arlong desde que o mesmo quase lhe tirou a vida. Mas diferente daquele dia...
Ela estava armada. Com seu Clima Tact.
Law havia devolvido as três partes que compunham o bastão quando a ruiva ainda estava no laboratório. Desde então, ela teve de esconde-las muito bem, para que nenhum dos Dragões Celestiais a confiscassem.
– Você acha mesmo que pode me deter com essa arma...? – O tritão desdenhou das intenções da ruiva.
– Você sempre dizia que minha inteligência era meu maior álibi... Tem ideia do que tive que passar pra roubar cem milhões de Berries durante oito anos...?
– Shahahahaha! A única coisa que sei é que se fosse mesmo inteligente, teria arrumado outras formas de salvar aquela vila repugnante...
Nami sorriu ternamente e Arlong pôde jurar que durante todos os anos que conviveu junto dela, nunca a viu sorrir daquele jeito...
Um sorriso calmo e jovial.
– Eu visitei a sua terra natal... – Nami principiou tal sentença para se silenciar logo depois.
Automaticamente Arlong arqueou uma sobrancelha, estranhando tal revelação.
– E daí...? A Ilha dos Tritões é um ponto turístico de muitos piratas... E todos eles passam por ela para chegarem ao Novo Mundo...
– Há muitas coisas que você não sabe, Arlong... Mas... Saiba que eu não tenho o mesmo ódio que possui dos humanos... Eu não odeio os tritões... – Dessa vez o sorriso se desfez e um aspecto de seriedade se formou.
– Você é um ser completamente inferior pra entender o que é ódio Nami... – Respondia com indiferença.
– Eu não quero ter o mesmo ódio que você, mas sei que ainda há esperanças, até mesmo pra alguém tão desprezível como você...