Cap. 43 - Liberdade Part II.

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BOA NOITES MINHAS LEITORAS LINDAS E CHEIROSAS.

EU ESTAVA ANSIOSA PRA POSTAR ESSE CAPÍTULO E DEIXO ELES EM SUAS MÃOS.

Lembrando que faltam apenas DOIS para acabar.

Qualquer erro, eu arrumo depois.

Bom capítulo.

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D I N A H

— Assessora-chefe. — Keana falou, fazendo meu coração errar generosas batidas. — O Malcolm está velho e logo vai se aposentar. Ele este aqui desde que meu pai ainda tinha todos os cabelos pretos, então, alguém precisa estar a altura de cobri-lo e eu pensei em você. Um apartamento melhor, mais luxuoso pois sei que você gosta disso. Uma sala para você e um motorista da Issartel a sua inteira e total disposição, Dinah... Olha o quão maravilhoso isso é. E autoridade. Não para mim claro, mas sua voz vai ter peso nessa empresa e o que você determinar é lei e quem estiver abaixo vai aceitar sem contestar.

Quando nascemos numa situação econômica social complicada é meio difícil não suspirar ao receber uma proposta como essa. Quase trinta mil reais iniciais e eu resolveria boa parte dos meus problemas. Não tive uma vida miserável e infeliz, mas reconheço a dificuldade nos olhos da minha mãe  para criar sete filhos. Como a mais velha, fui uma irmã-mãe por bastante tempo, mesmo bem nova, pois a minha matriarca precisava trazer o sustento para casa. Eu não queria isso para sempre e nem estava pensando em mim.

Com meu atual salário conseguia dar uma vida razoavelmente digna a ela e aos meus irmãos. Estudavam em boas escolas, os mais velhos já até trabalhavam em meio período e conseguiam pagar cursos complementares. Por mais que muitos me tirassem como uma irmã louca, e eu realmente era, sempre fui pé no chão e realista dizendo que se eles queriam uma boa vida teriam que ralar o dobro que seus amigos da escola, porque por mais que a lei grite que somos todos iguais, NÃO SOMOS.

A carreira dos sonhos. Era tudo o que Keana estava me oferecendo naquele momento, numa bandeja brilhante e limpa do mais puro ouro. Eu encarava a mulher que parecia ansiosa para uma resposta, mas se há outra coisa que aprendi na vida tomando muita porrada é: Todo mundo quer algo em troca. E vindo da Keana, essa proposta tentadora me assustava muito.

Eu me aproximei um pouco com os olhos cerrados. Keana abriu o pequeno sorriso de quando iria fechar um contrato importante, mas comigo o buraco era bem mais embaixo.

— Qual é o "entretanto"? — a minha pergunta a fez descer do salto e imediatamente aquele sorriso triunfante desapareceu.

— O entretanto? — ela perguntou.

— Sim. O entretanto, Keana. Você não ia me oferecer um mundo de possibilidades assim do nada e sabemos disso. É meu corpo maravilhoso que você quer? Coxas como essas não se encontram por aí tão fácil e talvez sexo seja algo que você esteja precisando e muito. É isso? Se for, sinto muito...

Ela riu. Talvez de nervoso ou desacreditada com a situação. Vindo dela, eu não duvidava que fosse isso. Eu não a julgaria por ela me querer, se fosse o caso. Até eu me quero às vezes.

— Acha que eu quero sexo? — afirmei com convicção. — Por Deus, antes de você namorar com Normani eu percebia a forma como me olhava e se nunca me aproveitei disso foi porque eu não quis. Eu estava tão concentrada em outra mulher que não percebia que outras me olhavam com o mesmo desejo que você tinha nos olhos.

Eu sorri em silêncio com a bebida na minha boca. A birita realmente era realmente gostosa mas com o preço eu tenho certeza que voltaria tropeçando para casa depois de ir num pub do centro.

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