Depois que o Changbin desabafou comigo no banheiro, o clima ficou menos tenso do que antes quando nos encontramos, não é como se eu fosse a pessoa mais próxima dele, mas ele não me ignora totalmente agora.
Estou limpando meu quarto na companhia dos meus fones, obviamente, quando sinto o celular que está em meu bolso vibrar. Pego o mesmo e nas notificações do Whatsapp está a mensagem "Você foi adicionado ao grupo Stray Kids". Abro o aplicativo para verificar.
Como foto de capa está uma foto dos 8 garotos do meu recente grupinho. Em minha cabeça passa a vez em que o Minho comentou que eles, todos os 8, também tinham um grupo.
~Chat On~
Bang Chan: Bem vindo ao nosso grupo, irmão australiano.
x: Eae, cara!
xx: Bem vindo!
xxx: oi menino esquisito.
xxxx: Oi oi Felix
Oi , pessoal.
~Chat Off~
Vou até a descrição do grupo para salvar o número dos garotos. Por algum motivo, eu hesitei um pouco antes de salvar o do Changbin.
~Chat On~
Bang Chan: Então pessoas, vamo fazer o que hoje?
Han: DamBan?
I.N.: Mas a gente vai lá sempre.
Minho: Eu apoio o Han
HyunJin: Vc n conta
Minho: Ué, pq nn?
Seungmin: Mds, ele ainda pergunta kkk
Minho: Aff gnt, credo
Han: Te amo
Bang Chan: Tamo fugindo da questão aqui
Bang Chan: A gente vai fazer o que?
Woojin: Pq vcs nn vão no parque do centro? Lá é um bom lugar pra passar o tempo.
Seungmin: Você não vem?
Woojin: Dessa vez nn vai dar ;-;
Minho: Que pena...
Changbin: Eu topo ir no parque
Bang Chan: Certo, tô dentro também. Quem mais?
I.N: Eu topo
Seungmin: Tô dentro
HyunJin: Eu tbm
Han: Eu vou
Minho: Eu vou tbm
Beleza, to dentro
Bang Chan: Beleza. Às 15h no parque.
~Chat Off~
Eu apago a tela do celular e olho para o relógio. São 12h30 agora. Eu desço as escadas e vou para a cozinha procurar algo para comer. A geladeira está cheia... não tem nada pra comer. Eu pego dois hambúrgueres e batata frita congelada. Feito tudo, coloco em um prato e taco ketchup e como. São 13h27.
Subo para meu quarto novamente mas paro na porta ao ver Tiffany sentada na minha cama segurando um garrafa de soju. Ela estava bebendo ou...
- O papai... ele bebe isso... - A voz dela está chorosa. Faz um tempo que moro aqui, mas ainda me mantenho na minha, não converso muito com os outros. Mas ouvindo a voz dela assim, meu coração se apertou. Ela se vira para mim com os olhos marejados e uma marca de mão estampada em sua bochecha. - Se eu... se eu beber isso também... eu vou ter coragem pra bater nele também?
As lágrimas começaram a rolar por sua face uma atrás da outra. A garrafa caiu no carpete com um barulho abafado, sendo o único barulho além dos soluços da mais nova.
Uma parte de mim quis abraçar ela forte e dizer que tudo ia ficar bem, mas sei que só vai piorar. Quando me dei conta, eu estava descendo as escadas indo em direção a sala onde meu pai está. Chego bruscamente no aposento e ele se vira lentamente para mim dando um sorriso nojento.
- Yongbok, meu querido filho, veio fazer companhia para o seu pai? Pega uma... - Eu o interrompo com um soco. Fecho meu punho com mais força sentindo meus dedos latejarem pela força com que atingi o rosto dele. Ele vira novamente para mim com uma expressão de surpresa e raiva, então desfiro outro soco em sua face.
E então dou de novo. E mais um. E outro. E outro. Sinto as lágrimas de raiva escorrerem pelo meu rosto.
- Ela é... só uma... criança... seu imbecil! - Eu paro e encaro o rosto ensanguentado de meu pai. Saio de cima dele e me encosto na parede abraçando meu joelhos e enterrando meu rosto nos mesmos. Eu deixo as lágrimas saírem. Deixo a raiva acumulada sair junto com elas. Mas então sinto alguém levantar meu rosto puxando minha cabeça pelo cabelo e logo em seguida sinto o soco.
Caio para o lado levando a mão para a região e logo em seguida sinto um chute em meu estômago. E então uma série deles. Minha visão começa a fica embaçada e eu começo a me sentir fraco. Ele segura meu cabelo novamente e fala cuspindo em meu rosto.
- Vê se se coloca no seu ligar moleque, antes que você acabe morto.
Sem forças para levantar, eu fico ali, abandonado novamente, apenas torcendo para que alguém apareça...
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Demi • Changlix
ParanormalSou Lee Yongbok, mais conhecido como Felix, um simples humano. Tenho 19 anos e meus pais são divorciados. Nasci e cresci em Sidney, Australia, junto com minha mãe. Mas agora, ela está me mandando para morar em Seul, na Coreia do Sul junto com meu...
