Cá estou eu, de camisa e cueca box, sentado no balcão da cozinha, segurando um saco de gelo na minha testa e com um Changbin irritado abaixado na minha frente para limpar o ferimento do meu joelho.
- AAAAAAI - Grito quando o nanico passa o algodão com álcool por cima do machucado. Ele me encara irritado e segura meu joelho com mais força.
- Dá pra você ficar quieto? - Ele resmunga e volta a dar atenção pro meu machucado. Dessa vez, eu faço meu máximo para não me mexer ou fazer qualquer tipo de barulho.
Eu observo ele. Ele com essa cara de rabugento, mas todo concentrado no que está fazendo, passando o algodão com todo cuidado. Ele termina de passar o algodão e coloca cuidadosamente um Band-aid em cima do machucado. Me pego com um sorriso bobo na cara. Mas que merda é essa Félix? Ele então levanta o olhar e eu sinto meu rosto queimar enquanto ele se levanta ficando cara a cara comigo.
- Você não tem nada a me dizer? - Ele diz me olhando nos olhos, estando no meio das minhas pernas. Eu tô desconfortável? Tô sim.
- O-obrigado... - Digo e sinto meu rosto queimar enquanto ele se aproxima mais.
- Agora você tá me devendo... - Ele diz com um meio sorriso malicioso no rosto. Olha, não sei exatamente como, mas meu rosto queimou ainda mais.
- Como... Como assim, d-devendo? - Eu me afasto colando a mão livre atrás de mim para ter apoio. Quando ele se aproxima ainda mais, faço o mesmo com a mão que estava segurando o gelo, fazendo ele desviar o olhar do meu e observa o meu machucado.
- Você.... - Ele ta preocupado comigo? É isso mesmo produção? - Você... Tá horrível com esse treco na sua testa. - Eu fecho a cara, empurro ele e desço do balcão.
- Ah, vai te catar menino insuportável. - Ele ri e segura meu pulso.
- É assim que você agradece quem cuidou de você? - Eu reviro os olhos e ele levanta uma sombrancelha o que me faz suspirar.
- Eu já falei obrigado, você quer mais o que hein? - Aquela malícia surge novamente em seus olhos e aquilo me causa um arrepio estranho. Ele solta meu pulso e aquele olhar de predador some quase que de repente.
- A gente resolve isso depois. Vai tomar um banho, a gente treina mais amanhã. - Dito isso ele sai da cozinha e vai... Não sei pra onde.
Eu também saio da cozinha e vou para a sala, me jogando no sofá e pegando meu celular. São 14h47 agora. Isso é relevante? Nem tanto. Eu pego meu celular, coloco meus fones e começo a fuçar na internet procurando por um PC novo pra mim. Meu LOL... Aí que saudade do meu LOL...
Quando percebo, eu havia cochilado e acordo em um sobressalto tendo uma vasta lembrança de um sonho sobre algo com hipopótamos voadores e pepinos explosivos.
Pego meu celular e.... Meu deus, são 20h21.
Eu me levanto ainda caindo de sono e me arrasto até a cozinha sendo levado pelo puro instinto do meu estômago que ronca sem parar.
- Sabia que você come demais? - Changbin diz encostado na pia, com uma caneca na mão.
- Uhum.... - Eu me sento em um banquinho do balcão e apoio meu queixo na minha mão.
- Quer que eu peça uma pizza? - Ele pergunta parecendo se arrepender disso, achei fofo.
- Uhummmmm... - Ele solta um pequeno riso, disca rapidamente no seu celular e faz o pedido. Alguns minutos depois ele vai buscar a pizza na porta e coloca sobre o balcão. Agora um pouco mais acordado, eu pego uma fatia e dou uma mordida. - Obrigada.
- Por nada - Ele diz também devorando um pedaço da pizza. Terminamos de comer tudo e tomamos um pouco de refrigerante. Eu lavo a louça já que o Changbin pagou a pizza. Quando volto para a sala, o toquinho está sentado no sofá, largado com o controle remoto na mão, mudando de canal sem parar.
- Não consegue decidir não? - Me sento aí seu lado, mas ainda meio afastado.
- Não tem nada que preste, essa é a questão. - Ele muda de canal mais algumas vezes e desiste, desligando a TV e olhando para mim. Tão rápido como um flash, aquele predador de mais cedo estava de volta. - Sabe, você ainda está me devendo.
Ele fala baixo e sua voz sai levemente rouca o que me traz um arrepio gostoso e assustador. Ele se aproxima, e eu como a presa, me afasto o tanto que posso até o braço do sofá não permitir mais. Ele aproxima os lábios deles dos meus, mas sem toca-los, apenas de forma que eu consiga sentir sua respiração pesada totalmente fora de sintonia com a minha.
- Não fica nervoso... - Ele diz num tom ainda mais baixo, grave e rouco. Sinto uma sensação estranha lá embaixo. Mas que diabos... - Você vai gostar meu pequeno Lix. - E com isso, ele sela nossos lábios em um beijo cheio de desejo.
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Demi • Changlix
МистикаSou Lee Yongbok, mais conhecido como Felix, um simples humano. Tenho 19 anos e meus pais são divorciados. Nasci e cresci em Sidney, Australia, junto com minha mãe. Mas agora, ela está me mandando para morar em Seul, na Coreia do Sul junto com meu...
