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- Que tipo de piada é essa? - Pergunto não achando graça nenhuma daquela situação. Eles são tão idiotas que não entendem a gravidade da situação??

- Não é piada, Lix. Chan tem razão. - Jeongin diz, parecendo ser o único sério ali, e isso me faz parar para respirar e escutar o que eles tem a dizer.

- Se eu não sou um humano, o que diabos eu sou?? - Pergunto encarando a todos. Minho ao meu lado começa a amassar algumas ervas e sussurrar umas coisas estranhas, tenho medo de falar com ele e dar ruim.

- Você é um Hellhound - Han diz como se fosse uma coisa óbvia.

- Hell quem? - Pergunto, sem entender bolhufas. Minho agora está colocando aquela mistura estranha dentro de uma seringa com uma agulha enorme. Espero que aquilo não seja pra mim.

- Você é um Cão do Inferno. - Jeongin "traduz". Acho que continuo com cara de bocó, porque Chan teve que explicar.

- É uma espécie muito rara de Demi. Normalmente eles não vivem em sociedade. - Ele começa e a empolgação em sua voz é nítida. - Vocês, cães do inferno, tem a habilidade de levar as ameaças direto para o suposto inferno.

- O incêndio que teve na sua casa - Han continua - Quem causou foi você. Você destruiu aqueles Wendigos, mas como isso só despertou agora e você ainda não tem controle, acabou incendiando a casa e prejudicando o Binnie também.

- Mas apenas seus olhos foram danificado - Jeongin prossegue - Porque eles realmente pegaram fogo. Sua pele já nasceu pronta para receber as chamas, mas seus olhos não estavam totalmente prontos, mas não se preocupe, o Minho tem uma solução.

Enquanto eu tentava processar tudo o que eles estavam me falando, um grito de pura agonia e dor chama minha atenção do outro lado do quarto, e quando me viro, vejo que aquela enorme seringa está totalmente enfiado no braço do Binnie, e o Minho parece tão paciente fazendo isso, que foi como se já tivesse feito o procedimento milhares de vezes.

- O que diabos você está fazendo???? - Eu pergunto me levantando bruscamente e indo para o lado deles. Minho sorri e me olha.

- Trazendo ele de volta oras. - Ele se levanta e vai até o banheiro do quarto para limpar sua travessa, enquanto isso eu me sento na beira da cama do Binnie e o encaro de perto. Sinto meus olhos se encherem de lágrimas até ver seus olhos se abrirem bruscamente.

- Changbin... - Sou interrompido com ele gritando a plenos pulmões novamente. Como ninguém do hospital veio ver o que está acontecendo ainda? O pensamento vai embora com a agonia que sinto vendo Changbin se revirar na cama com tanta dor.

Eu me levanto e me afasto, levando minha mão em direção a minha boca ao ver que o braço que estava amputado começou a borbulhar. Sim, a borbulhar. Os berros de dor não paravam nunca. Eu cambaleio para trás, me sentindo meio zonzo, e encaro a cena aterrorizado. O braço... Aquele braço está nascendo de novo.

- Nossa, isso está demorando mais do que o normal - Han diz atrás de mim. O que ele quer dizer com isso? Eles já fizeram isso antes? Quando me dou conta, os gritos pararam, Changbin está de olhos fechado novamente e o braço está totalmente formado, como se em momento algum ele tivesse saído dali. Eu me levanto e me aproximo mais uma vez.

- Binnie... - Ele então se senta do nada, puxando o ar como se estivesse saindo de uma piscina, e eu com o susto quase caio pra trás, sorte minha o Chan estar ali. - Mas o que diabos...

Changbin parece confuso, olhando em volta como se para adivinhar onde está. Enfim, ele encara cada um de nós e para seu olhar em mim.

- Por que esse quarto está tão escuro? - Escuto os outros meninos rirem, mas em mim uma raiva inexplicável cresce. Eu me levanto, avanço, e meto o tapão na cara dele. - EI!!! - Ele me encara com olhos arregalados e a mão na bochecha, enquanto eu o encaro com toda a raiva que eu posso.

- VOCÊ - Eu percebo que gritei, mas dane se, eu tô irritado mesmo. Eu aponto para seu peito com meu indicador e sinto as lágrimas vindo novamente. - NUNCA MAIS OUSE ME ASSUSTAR DESSE JEITO, ME ENTENDEU?? VOCÊ TEM IDEIA DE COMO EU ME SENTI??? EU... Você... Você não pode...

Eu começo a chorar descontroladamente e ele me abraça com aquele braço mutante que não devia estar ali. Na verdade devia, mas não estava. Não estava porque eu tirei ele dali...

Demi • Changlix Histórias para pegar e não largar. Descubra agora