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   Eu paralizo, sem conseguir pensar em nada além do fato de Seo Changbin estar me beijando naquele exato momento. Isso é real? Após algum tempo o menor se afasta e me olha nos olhos.

    - O que você sentiu? - Eu paro para pensar por um momento na palavra certa.

    - Medo. - Ele me olha confuso e se afasta mais, se encostando na parte de trás de seu enorme sofá.

    - Você gosta mesmo de mim? - Aquela pergunta me pegou de surpresa, não esperava que ele simplesmente tacasse ela pra cima de mim assim do nada.

    - Na real - Digo escorregando pela parede até estar sentado no chão com os joelhos encolhidos. - Eu não faço ideia. - Ele olha para o outro lado, me impedindo de ver suas expressões.

    - Isso é bom. - Um silêncio tenso toma conta do ambiente enquanto eu espero por um explicação que demora pra vir. - Minha vida, não é fácil. Ficar comigo não seria nada bom pra você. Teria graves consequências, e eu não sei... Não sei se eu... Não sei se você aguentaria.

    As palavras dele, como se não me quisesse com ele de jeito algum, doeu de uma forma que eu não consigo explicar. Me levanto encarando o chão e cruzo os braços.

    - Se você não me quer com você, por que me beijou? - Ele suspira e olha em minha direção. Eu me esforço ao máximo para sustentar seu olhar.

   - Eu só queria ter certeza.

   - Ter certeza do que? - Ele desencosta do sofá e se aproxima um pouco.

   - De que eu não te causarei nenhum mal. - Ele diz com uma certa tristeza na voz. - Pode ir agora, suas coisas estão no hall. - Dito isso ele se vira e sai da salaz subindo as escadas, depois apenas escuto uma porta do andar de cima bater.

   Eu encaro a escada por um momento tentando entender o que acabou de acontecer, então uma certa raiva cresce dentro de mim e eu saio da casa batendo a porta. Começo a caminhar em direção a minha casa, mas quando me dou conta eu estou correndo e assim chego mais rápido do que esperava em casa, a qual eu adentro sem pensar no que havia acontecido no dia anterior, subo até meu quarto, tranco a porta e me jogo em minha cama. Antes que eu perceba, estou dormindo.

   No dia seguinte eu acordo ainda sentindo uma leve irritação. Mas que diabos eu tava pensando quando comecei a gostar de um demônio?? Pera, eu realmente gosto dele?

   Meus dedos vão até meus lábios, é quase como se eu ainda pudesse sentir os lábios dele aqui. Automaticamente, um sorriso bobo brota em meu rosto. Eu não sei o que ele tem. Ele só é.... Ele, e ele ser ele mexe demais comigo.

   Balanço a cabeça afastando meus pensamentos e me levanto indo para o banho. Quando saio, sento em frente ao meu computador e ali fico eternamente até receber uma mensagem de Chan.

~Chat On~
  
Bang Chan: DanBam, agora, now.

Eu: Hoje eu não vou não.

Bang Chan: Oxi, pq nn?

Eu: Pq eu não quero ué.

Bang Chan: Acontece que você nn tem escolha.

Eu: Claro que tenho.

Bang Chan: Claro que nn.

Eu: Posso saber o pq?

Bang Chan: Pq a gnt já tá aqui.

~Chat Off~

   Me levanto e vou até a janela e reviro os olhos. Não é que a peste está aqui mesmo? Meu olhar vai paras os outros que estão com ele, Han está sozinho, por algum motivo Minho não está ali nomeio, Changbin está aqui também, mas ele não está nem olhando para mim, está olhando para o chão.

   Eu suspiro e faço um sinal para que esperem. Eu me troco rapidamente e desço me dando de frente com a Wendy, que está com uma cara extremamente acabada.

   - O que você tá fazendo aqui?? - Ela me encara de olhos arregalados e sua voz foi alta o bastante pra chamar a atenção das meninas que estavam na sala.

   - Minhas coisas estão aqui...

   - Você não tem o direito de estar aqui. - Ela me interrompe alterada. - Você fudeu com a vida dele, fudeu com a nossa vida. - Enquanto ela vai falando, seu tom de voz vai ficando cada vez mais alto a cada palavra. Será que os meninos estão escutando. - Quer saber....  - Ela passa por mim e sobe em direção ao meu quarto. Sinto que isso não vai dar bom.

   Depois de um tempinho eu começo a ouvir coisas caindo do lado de fora. Desculpem, mas a primeira coisa em que pensei foi "meu computador". Ela então aparece no topo da escada e joga uma mala em mim.

   - SOME DAQUI SEU SATANISTA AMIGO DAS CRIAS DO DIABO - Eu não espero muito e saio logo daquela casa, encontrando minhas coisas espalhadas pelo chão e três garotos completamente confusos encarando elas.

   Assim que vejo meu computador destroçado ali, corro até ele e não consigo segurar minhas lágrimas. Sinto uma mão em meu ombro logo antes de ouvir a voz de Han.

   - Calma cara, a gente vai dar um jeito pra te ajudar. - Ele diz da forma mais reconfortante possível, mas ele não entende o real problema aqui.

   - Eu tava no meio de um torneio. - Eles me olham confuso, até o Changbin me olhou - Eu tava no meio de um torneio de LoL - Han suspira, Changbin volta a olhar para o outro lado e Chan bate com a mão em sua própria testa.

   - Sério que é esse o problema? - Han pergunta meio incrédulo. Eu passo o dorso da minha mão em minhas bochechas para secar as lágrimas.

   - Além disso, foi minha mãe, minha verdadeira mãe, quem me deu ele... - Han dá mais alguns tapinhas no meu ombro, dessa vez em compreensão, e depois se afasta. Quando me viro na direção deles vejo um Chan frustrado passado as mãos pelo cabelo loiro.

   - Cara, será que a gente nunca vai ter um rolê normal??

Demi • Changlix Histórias para pegar e não largar. Descubra agora