— Amanda? — Amber indagou, colocando sua prancheta em cima da mesa e a olhando por cima dos óculos.
— Sim, a planilha já está com os lotes instruídos.
A morena odiava muitas coisas, e reuniões desnecessárias estavam na vasta lista. Batucou os dedos na mesa de madeira e assistiu Amber respirar fundo enquanto Giulia anotava cada mísera palavra que a loira dizia. Seus pensamentos estavam apenas na hora que fosse chegar em casa, limpar a gaiola de seu hamster e comer pipoca.
E responder Harry.
Vinham trocando algumas mensagens, e Amanda só conseguia ficar mais e mais curiosa a respeito do homem: como será que era trabalhar com música? Ele conhecia muita gente famosa? Viajava bastante? Por que sempre a mandava mensagem nos horários mais absurdos?
Mas sempre que pensava isso, se sentia uma idiota. Era uma péssima comunicadora, se fosse depender dela, morreria na dúvida e com diversos questionamentos, talvez seu espírito fosse o seguir e atormentar por aí, depois, claro, de fazer a vida de Brianna um inferno.
10 minutos para estar livre. Se recusava a fazer hora extra numa sexta, mas por precaução, levaria o notebook para casa. Mais um final de semana que não faria absolutamente nada de útil, mas não se sentia tão mal assim.
A reunião acabou cinco minutos antes do final do expediente de Amanda, que saiu da sala de reunião às pressas, descendo as escadas e cumprimentando poucas pessoas que estavam por ali. Desligou o computador, colocou as coisas em sua bolsa e o notebook com uma fita roxa, pegando a chave do carro e indo para o elevador sem nem dizer adeus a ninguém.
— Oi, Amanda! — Ramon a saudou assim que a porta do elevador abriu. Com a camisa impecavelmente branca, uma gravata cinza destacada e seus olhos brilhantes, a cumprimentou.
Provavelmente a primeira pessoa do dia.
— Olá, como está? — Sorriu torto.
— Tudo bem, e com você? — A porta fechou assim que a morena apertou o botão do subsolo. — Nossa, quanta coisa, vai trabalhar no final de semana?
Ramon tinha um cheiro maravilhoso, Amanda se perguntava qual perfume ele usava. Parecia sempre tão confiante de si, tão amigável e sincero em suas palavras.
"Que raios um cara desses faz falando comigo?" pensava.
Talvez ele só estivesse sendo amigável. Ela precisava aprender que as pessoas também são amigáveis e simpáticas.
— Mais ou menos, se alguma carga pegar fogo no final de semana eu consigo avisar o cliente. — Notou o desconforto do homem, as sobrancelhas levemente erguidas. — Desculpe, era para ser uma piada. Na verdade só estou levando no caso de acontecer algo, mas espero que seja um final de semana tranquilo.
Será que ele fazia ideia do que ela estava falando?
Trabalhavam no mesmo prédio, mas não na mesma empresa: Ramon era advogado numa empresa alguns andares acima de Amanda, pelo menos era isso que sabia, afinal, suas conversas estavam sempre fadadas a encontros medíocres e cotidianos de elevador.
— Entendi. Bom, espero que tenha um bom final de semana, até segunda! — Se despediu assim que o elevador parou no primeiro subsolo, saindo e deixando-a sozinha.
Seu telefone começou a vibrar, e ela se mexeu desconfortavelmente. Felizmente, o elevador não demorou para chegar no terceiro subsolo. Abriu a porta traseira do carro e colocou sua bolsa e o notebook lá, fechando-a com força e dando a volta no automóvel. Sentou-se no banco e conectou a chave, puxando seu celular do bolso da calça preta, já que a curiosidade falava mais alto.
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On Rainy Days [H.S] [PT/BR]
FanfictionAmanda não acreditava em destinos: a mística na palavra para vender romances clichês e alimentar esperanças nas pessoas não combinava com a menina. Harry, no entanto, acreditava fielmente em destinos, e principalmente que ele lhe reservava um amor p...
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