— Será que vai demorar muito? — perguntou um tanto angustiada já pensando na resposta, estava tendo desejos profundos pelo cheesecake de blueberry. — Tenho uma reunião em uma hora.
— Acredito que estará pronto em quinze minutos, senhorita. — Respondeu o atendente, colocando suas mãos no bolso.
— Ah, vou esperar então. Gostaria de um expresso sem açúcar por enquanto, por gentileza.
A verdade é que era humanamente impossível ser simpática quando se estava fora de casa às 23h.
Por um lado, teria um dia inteiro de folga e até receberia mais por isso, por outro, odiava fazer reuniões de madrugada.
Maldito fuso-horário.
A cafeteria estava vazia, o que significava que sua mesa favorita parecia esperar por ela: sorriu vitoriosa, caminhando até a mesa de madeira um pouco afastada e se sentando. Enfiou suas mãos dentro do casaco preto e se balançou, tentando se manter acordada.
Definitivamente odiava reuniões de madrugada.
Seu café não demorou para chegar, e assim que bebericou um pouco do líquido amargo, seu coração aqueceu um pouquinho. Pensou que deveria se mimar um pouco, afinal, era um dia ruim.
A chuva estava forte e, pelo horário, poucos carros passavam pela conturbada avenida. Era possível ouvir de longe o barulho que a chuva fazia, e apesar de para muitas pessoas ser como um calmante, para a menina era só um lembrete de que devia se preparar, afinal, era um dia ruim.
Encarando a parede com alguns posts-it e forçando um pouco as vistas para ler, bebericava um pouco seu café com calma, afinal, o cheesecake de blueberry ainda não havia chegado, apesar de ser possível sentir o cheiro.
O típico barulho da porta abrindo despertou Amanda, que involuntariamente virou o rosto para bisbilhotar quem estava entrando: será talvez um coitado que estava tendo que trabalhar até tarde da noite?
Mas aquele rosto não lhe era estranho... vasculhou em sua memória, mas não conseguia se lembrar de quem era.
— Boa noite. — Aquela voz.
Ah, aquela voz...
Mais uma vez?!
Assistiu o homem do guarda-chuva – já que se recusava a chamar ele de Harry – fazer seu pedido, recebendo um atendimento totalmente diferente do seu. Será que na próxima deveria encarnar como um homem bonito para que fosse bem tratada por aquele atendente?
Involuntariamente queria que ele a reconhecesse e se sentasse com ela, quem sabe até tomar um café juntos e fazer um amigo, talvez isso fosse bom para ela, mas ao mesmo tempo rezava para que ele não a reconhece e fosse embora rápido.
Droga de cheesecake.
Dessa vez Harry carregava um guarda-chuva pequeno consigo, deixando o objeto no porta guarda-chuva perto do caixa. Precisava se sentar num lugar afastado da janela, apesar de ser noite, não queria virar notícia no twitter. Enquanto vasculhava o local procurando o lugar ideal para se sentar, seus olhos cruzaram com os de Amanda.
Com um sorriso, começou a fazer seu caminho até a menina, que se tocou do que estava acontecendo e se desesperou.
— Amanda? — Harry soou receoso, umedecendo os lábios.
— Olá! Quanto tempo, achei que nem se lembrava. — Assistiu o homem se sentar na cadeira a sua frente, emanando um pouco do perfume adocicado.
— Claro que me lembraria, você é muito marcante. — Piscou.
Não sabia se fora um elogio ou uma ofensa, por isso, preferiu ficar com a primeira opção, era menos vergonhoso.
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On Rainy Days [H.S] [PT/BR]
FanfictionAmanda não acreditava em destinos: a mística na palavra para vender romances clichês e alimentar esperanças nas pessoas não combinava com a menina. Harry, no entanto, acreditava fielmente em destinos, e principalmente que ele lhe reservava um amor p...
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