— Sarah, ela me odeia. —Harry bufou, enfiando a cabeça na almofada em seu colo logo em seguida.
— Ela não te odeia, sabe disso.
— Mas ela...
— Harry, ela não te deu um fora. — A morena tentou tranquilizar, pedindo ajuda com o olhar para Adam que assistia a cena embasbacado.
— Acho que ela te odeia sim. — Deu ombros, puxando o celular do bolso. — Amanda Huber, quem diria!
— Eu sabia! — Harry praticamente gemeu em puro descontentamento.
— Cale a boca Adam! Escute, ela não te odeia Harry. Ela só..
— Não aceitou? — Ele indagou como se fosse óbvio.
— Bom, sim. Mas isso não significa que ela te odeia, ela só precisa de tempo.
Tempo, algo relativo.
Harry sempre foi tão impulsivo e imediatista que isso soava complicado para ele, diferente de Amanda, que teve de ser realista e firme desde tão nova que refletiu em sua personalidade. E enquanto enchia o carrinho do supermercado com verduras para seu rato e uma coleção de salgadinhos fedidos para Harry, a ideia que ele lhe odiava profundamente perdurava sua cabeça.
— Ele me odeia! Claro que me odeia.
E como Amanda saberia o que era de fato amor, se nunca havia o sentido? E ela realmente não aceitou o pedido, mas deixou claro que não queria perdê-lo. Com um sorriso, Harry aceitou sua resposta e depois correram para o carro, onde lhe beijou lascivamente e tiraram algumas fotos bobas, registrando aquele momento fatídico.
Mas Harry era inseguro, e assim que chegou em casa, diversos pensamentos lhe rondaram e cogitou a ideia de retirar o pedido e continuar como estavam. Mas ele não queria ser apenas um amigo, ele, de fato, gostaria de assumir um relacionamento.
Porque seu coração era deliberadamente preenchido por ela.
Por outro lado, sabia que não era fácil: por mais que se sentisse apenas Harry com ela, seu sobrenome acarretava em uma série de problemas, problemas esses que nem todos entendiam, nem todos estavam preparados para assumir, e conhecendo a personalidade de Amanda, entendia seu receio.
Porque Amanda não gostava de ser o centro das atenções, a ideia de tantos lhe assombrando e a perseguindo já deixava Harry alerta. A morena havia deixado claro que não queria fazer parte desse mundo, talvez esse fosse um dos motivos para que não aceitasse em primeiro momento.
Mas depois do ensaio, Harry iria passar no apartamento dela para assistirem um filme, um clássico: clássico esse que Amanda apenas revirou os olhos e perguntou "que merda você está dizendo, Harry?", dando ombros e encostando a cabeça no sofá. Estava realmente animado, passar um tempo com a morena era sempre bom, as borboletas em seu estômago pairavam ali sempre que pensava nela.
De fato, um bobo apaixonado.
Após guardar a última verdura na geladeira, Amanda suspirou aliviada: a pipoca estava separada e ela realmente precisava de um banho.
[Amanda]: Estou indo tomar banho, a porta não está trancada e, por gentileza, se chegar primeiro já faça a pipoca.
Oh, além de uma vadia grosseira, ganhara o adjetivo de mandona.
E pouco antes de Harry chegar ao seu apartamento, Amanda secava os cabelos violentamente com a toalha enquanto encarava seu reflexo no espelho. Analisou cada linha de seu rosto, a forma de sua boca e até mesmo seus olhos castanhos, sem ao menos entender como alguém como Styles se interessou por ela.
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On Rainy Days [H.S] [PT/BR]
FanfictionAmanda não acreditava em destinos: a mística na palavra para vender romances clichês e alimentar esperanças nas pessoas não combinava com a menina. Harry, no entanto, acreditava fielmente em destinos, e principalmente que ele lhe reservava um amor p...
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