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Como era de se esperar, Marinette estava em seus devaneios fazia dias. Suas noites de sono pareciam mal dormidas, embora concluísse oito horas, e sua alimentação parecia desregulada; porém tudo estava normal. Todas as vezes que abria o livro que lia, procurava, em vão, o bilhete de Adrien. Estava em busca de palavras de uma caligrafia rápida, que queria ler, e não das impressas que um livro continha.

O encontrou duas vezes: uma ao descer as escadas e outra no jantar. Nessas ocasiões, ela sentiu o coração disparar e encontrou o olhar verde, como uma esmeralda, diversas vezes. Nada, no mundo, poderia suprir a necessidade que a garota sentia de falar com ele.

— Marinette? — uma voz a chamou, a trazendo de volta e ela olhou na direção, encontrando Alya. — O que está acontecendo com você?

Ela se olhou no espelho, encontrando seu reflexo no vestido cinza, que estava sendo abotoado por Lila, sua criada. Tudo em si estava perfeito e belo, mas ela não se sentia, exatamente, assim.

— Estava pensando. — respondeu de forma um pouco fria, não querendo se colocar em uma situação delicada, pois tinha a criada ali.

— No que, exatamente? — a Lady perguntou, um tempo depois do qual a morena esperou que a azulada fosse completar.

— Depois. — murmurou e, então, o vestido terminou de ser fechado. — Obrigada, Lila. Pode ir.

— Quer que eu traga chá? — perguntou, gentilmente.

— Não, obrigada. — a respondeu e foi até sua cama, se sentando na beirada, ao lado de Alya e acompanhou a garota referenciar e sair do quarto.

Depois que a porta foi fechada, a princesa suspirou pesadamente e apoiou a testa em sua mão. Se sentia sem paciência alguma.

— Você a trata de uma forma fria. — a morena disse, cuidadosamente. — Você não era assim com Sophie.

— Lila é... diferente. — murmurou, esperando que a amiga a entendesse, mas sentindo um vazio no peito pelo jeito que o nome da sua ex-criada fora mencionado; ainda era um assunto delicado para se tratar com ela. — Ela age de uma forma estranha e, depois que surgiu, um boato se espalhou pelo o Palácio e Adrien teve que se separar de mim.

— Ah, é esse o motivo? — perguntou, com os olhos arregalados, e a menor se jogou na cama, podendo olhar para o teto. — Ela parece ser alguém gentil.

— É uma mentirosa. Já peguei várias mentiras dela. Diz uma coisa e depois se contra-diz, em atos e palavras. — concluiu e viu a amiga ficar na mesma posição que ela. — Tenho uma boa memória e sei quando ela mente. Não acredite em nada que ela diz.

— Por que você não troca? — Alya perguntou.

— Eu tentei. Queria que Sabrina me ajudasse, mas a governanta disse que Lila é a melhor para me ajudar, pois tem experiência. — bufou e cruzou os braços. — Até parece! Tive que lhe dizer o que devia e não deveria fazer!

— Bem, você nunca foi muito exigente. — Césaire comentou, se sentando na cama e encostando na parede. — Por que com Lila têm que ser assim?

— Não irei explicar de novo, Alya. — disse, impulsivamente e de forma um pouco grosseira, algo que não fazia sempre. — Me desculpe, eu estou com a cabeça cheia.

A de olhos cor de avelã ficou em silêncio, mas pareceu notar que a princesa, em sua última sentença, havia sido sincera. Passou, então, a tentar encontrar algo que denunciasse o que a de olhos azuis sentia e porquê "a mente estava cheia". A Lady conseguia ser uma ótima detetive quando assim quisesse e não era atoa que conseguia desvendar charadas e alguns casos de alguns romances policiais de uma forma um tanto rápida e precisa.

destiny | [AU] AdrinetteOnde histórias criam vida. Descubra agora