Onde está o arco-íris?

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Pelo meu alívio ele sai junto com o homem que tem um sorriso no rosto.

— Olá Mina, quanto tempo, como vai seu pai?

— Olá Sr Woong, meu pai está indo muito bem, obrigada. — Faz reverência.

— Diga ao seu pai que eu gostaria de trocar algumas palavrinhas com ele.

Ela concorda e Sehun força a garganta como uma tosse.

— Sim, vocês veio ao lugar certo. Vou os deixar a disposição da minha secretária para explicar melhor como funciona a minha empresa, qual o Sehun irá herda um dia.

Ele parece orgulhoso.

— Nem fudendo.

Meu amigo murmura, mas por eu está próxima dele acabo ouvindo. O olho com reprovação, não é hora de começar mais uma discussão.

O Sr Woong parece não ter ouvido o palavreado do filho e pede para a sua secretária, de sobrenome Kim, nos acompanhar.

Foram quase 2 horas ela explicando como tudo funciona. Desde o atendimento com os clientes até o serviço de limpeza. Muitas informações desnecessárias, mas eu anotei tudo que achei que seria importante.

Aliás, era a única que estava prestando atenção em suas palavras, os outros bocejavam a cada andar que subíamos. Ao fim, agradecemos a secretária e fomos em direção a saída.

— Choi Mina, espere por favor. — O genitor do Sehun nos para. — Entregue isso ao seu pai.

Ele vai embora depois de a entregar um envelope de cor dourada e bege. A mesma agradece e abre o papel bem dobrado.

— Ya, o seu pai está convidando a mim e a minha família para um jantar na casa dele.

Ela balança os ombros do Sehun empolgada, enquanto ele apenas dá um passo para trás se afastando.

— O foco aqui é o trabalho, já acabou?

— Acho que todos já estão muito cansados, é melhor irmos embora

— Vai comigo ou com eles?

Decido aceitar já que a Chun-ja e seu irmão moram bem mais longe que eu, e o motorista terá que dá toda uma volta se quiser deixá-los em casa.

— Vou com você.

Me despeço do pessoal e vou com Sehun.

・ 〰 ・

— O jantar... Você vai ?

— Ainda não sei, não estou com estômago para vê meu pai e meu irmão no mesmo local. — Ele senta no balanço de minha casa junto comigo.

— Se quiser eu vou com você.

Eu sei o quanto é ruim para o Sehun tudo isso, a pressão que sofre para ser perfeito e bem-sucedido como seu irmão. Quantas e quantas vezes já o consolei depois dele ter ouvido coisas terríveis de seu pai. Além de eu me sentir culpada por ter falado aquelas coisas a ele na escola, acho que é o mínimo que posso fazer.

— Sério? Vai ser tão chato, como sempre.

Sehun brinca com algumas pedrinhas que tem no vaso de flores da minha mãe, se ela vê, o mata.

— Não é a primeira vez que acompanho você nesses locais, esqueceu?

Sempre faço companhia ao Sehun para ele não se sentir tão sozinho e desprezado pelo homem que se diz seu pai e convidados.

— Tudo bem então, te pego ás dezoito. — Ele Levanta.

— Mas é hoje?

— Sim, tinha esquecido de contar.

Quando está prestes a ir embora o chamo lembrando do colar que ele deixou cair.

— Espera, de quem é esse colar? — Mostro o objeto brilhante para ele.

— Ah, eu iria dá para você, antes de ouvir aquilo... — Põe as mãos nos bolsos da calça.

— Por que iria me dar? Raro você me dá alguma coisa a não ser no meu aniversário.

Dou um sorriso fraco.

— Por que eu sei o quanto você gosta de arco-íris, lembra quando a gente ia na sua casa na árvore toda vez que aparecia um?

Como não lembrar da minha casa na árvore que era praticamente uma casinha de boneca e eu arrastava Sehun apenas para ver o arco-íris comigo.

Sempre me remetia a bons momentos, pois sempre quando eu me sentia triste pelos meus pais terem brigado comigo ou algo assim, eu subia até essa casinha com meu melhor amigo e de certa forma o arco-íris era um símbolo de depois da tempestade vem a calmaria, que tudo ficaria bem novamente.

— Claro que eu me lembro, e do fim triste que ela teve...

— Foi triste mesmo quando tiveram que cortar, era uma árvore legal. — Ele olha para o horizonte. — Vou indo, estou com fome.

Ele sorri sem mostrar os dentes e segue para sua casa.

Onde está o arco-íris quando preciso dele? Quando chegará a calmaria que tanto preciso para minha vida? Ligo o chuveiro achando que a qualquer momento posso ter essas respostas. Horas se passam e já são quase dezoito horas. Minha mãe está acostumada com essas festas que o pai do Sehun dá e de eu sempre o acompanhar. Então sem muito questionamento, ela permite minha presença.

Vou até meu closet achar algo que caia bem com a ocasião. É um jantar de pessoas importantes, então eu opto por um vestido preto, ombro a ombro, que tem um leve decote tanto na frente quanto nas costas. Um pouco justo ao meu corpo dando destaque a poucas curvas que tenho, e calço um salto preto. Bem básico, mas não deixa de chamar atenção.

Arrumo meu cabelo com o babylis, e coloco um batom cor de boca. Pego minha bolsa de mão e coloco o necessário. Decido usar o colar que o Sehun me deu, completando assim meu look. Desço as escadas mandando mensagem para o Sehun avisando que já estou pronta.

Quando estou a checar minhas mensagens ouço batidas na porta. Abro a mesma e vejo Sehun em traje sócia com o cabelo bem penteados, está de mullet preto e cai bem nele.

— Está linda, vamos?

𝐌𝐞𝐮 𝐌𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫 𝐀𝐦𝐢𝐠𝐨 - 𝐎𝐡 𝐒𝐞𝐡𝐮𝐧Onde histórias criam vida. Descubra agora