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Desculpa se atrapalhei sua leitura com a atualização dos capítulos (é por uma boa causa), mas, por favorzinho, deixe um comentário e sua estrelinha para me incentivar a continuar <3

Beijos purpurinados,

Kami <3

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A juíza ordenou um recesso para o almoço, com certeza ela estava cogitando entregar o meu filho para aquela megera e eu continuava dependendo exclusivamente do detetive que Hugo havia contratado para desmascará-la. Tirar tudo o que é meu por direito é uma coisa. Tentar tirar o meu filho de mim é outra completamente diferente e totalmente inaceitável!

— Amor, como foi? — Hugo pergunta preocupado logo que me vê saindo da sala de audiência praticamente amparada pelo meu advogado. — Bitencourt, o que aconteceu?

— Eles estão tentando difamar a imagem da Helena — afirma e Hugo nos olha surpreso.

— Mas como assim?

— Eles desmembraram cada relacionamento que eu tive e viraram contra mim. Até mesmo inventaram que quando eu conheci o Mauro, ainda estava noiva. O que é uma grande mentira. Para piorar, disseram que eu tive um caso com o crápula do Luciano. — Abraço Hugo desesperada. — Eles querem tirar o meu filho de mim a qualquer custo, Hugo. Disseram que eu dei o golpe do baú no Mauro e que estou tentando fazer o mesmo com você.

— Me coloca para testemunhar, Bitencourt — pede ao advogado. — Eu conto toda a verdade e...

— Não é viável, Victor Hugo — avisa. — Temos três horas de recesso para nos prepararmos para a volta.

— Você sabe muito bem que tudo isso é mentira! — Saio dos braços de Hugo logo que vejo a minha ex-sogra e paro perto do seu rosto. — Eu nunca trai o Fernando, nós terminamos nosso noivado em comum acordo porque desejávamos coisas difentes, eu não planejei engravidar do Mauro, eu era apenas uma menina. Nunca tive um caso com o Luciano e eu nunca, jamais, faria o que vocês disseram que eu faria com o Hugo. — Sinto as mãos do meu namorado tentando me afastar dela.

— Sabe o que é engraçado, Helena? A vida toda você só se relacionou com homens poderosos. Homens com dinheiro, posses e burros.

— É realmente engraçado como eu só tive homens com dinheiro e mesmo assim, por anos, fiquei à míngua com o meu filho e você não fez nenhuma questão de nos ajudar — reclamo com uma voz baixa, mas ameaçadora. — Eu sei qual o seu problema, Joelma, você não aguenta me ver feliz.

— Por que eu iria tolerar isso depois que você acabou com a vida do meu filho? — A casca dela começa a quebrar. Seu advogado tenta afastá-la, mas ela não permite. — Você é a responsável por eu perder o meu menino. Por que eu permitiria que você mantivesse o seu sendo feliz? O maior objetivo da minha vida, Helena, é e sempre será destruir a sua.

— Não importa quantas pessoas você pague, quantas vezes você negue a verdade, Joelma, nós sabemos que a única culpada por tudo isso é você. — Sua mão vem diretamente ao meu rosto, sendo impedida de me acertar, por pouco, quando Hugo segura o seu pulso.

— Nunca mais ouse levantar a mão para ela, ou não respondo por mim.

— Vocês ouviram? Isso foi uma ameaça! — Ela grita com um sorriso vitorioso. — Sou apenas uma avó que quer cuidar do neto e estou sendo ameaçada.

— Você... — Hugo começa, mas seu celular toca em seguida e ao olhar para a tela, segura minha mão e a avisa: — Isso ainda não acabou. Vem, amor. — Saímos de perto.

~*~

A ligação que Hugo recebeu era de ninguém menos do que o detetive que havia contratado. E após uma ligação demorada, Hugo me avisou que logo estaria de volta com algo que poderia nos ajudar a respeito do caso do Leo.

Quando o recesso acabou, Hugo ainda não havia voltado. A sessão nem havia começado direito e a juíza já avisou que eu deveria me manter controlada. E, mesmo extremamente nervosa, me calei diante das acusações da parte da minha sogra.

— Meritíssima, a senhora Helena afirma ser uma boa mãe, mas já esqueceu o menor na escola, não por minutos, mas por horas. Ameaçou a diretora e a fez ser demitida. — Meu advogado me olha surpreso e escrevo em um papel, rapidamente explicando a situação. — Ela também perdeu o menor no parque Ibirapuera em uma noite movimentada enquanto ficava de, perdoe a palavra, "namorico", meritíssima.

— Isso é verdade, senhora Helena? — A juíza se dirige diretamente a mim.

— Essas coisas aconteceram, mas não da forma como estão afirmando, meritíssima. Eu amo o meu filho mais do que tudo no mundo, não sou onisciente, onipresente ou onipotente. Sempre cuidei dele, mas sou um ser humano com falhas. — Um nó se forma na minha garganta. — O Leonardo é a pessoa mais importante da minha vida. Quando mais precisamos, minha ex-sogra não se interessou por ele. Não passamos fome porque trabalhei muito para que isso não acontecesse.

— Isso é ridículo, Helena! — A velha afirma.

— Meritíssima, aqui tenho os extratos bancários que comprovam que minha cliente fez depósitos mensais para uma conta da senhora Helena para auxiliar nos cuidados do menor. — O advogado dela entrega algumas folhas para todos.

São extratos bancários que mostram valores que foram depositados em uma conta que seria minha, mas não reconheço.

— Eu nunca soube disso — afirmo. — Você está armando isso, não é possível! — aponto para minha ex-sogra. — Você é pior do que jamais imaginei, Joelma. O Mauro teria vergonha de ser seu filho.

— Não fala o nome do meu filho, sua vagabunda aproveitadora! — Joelma joga em mim uma garrafa de água, mas consigo desviar.

— Ordem! Ordem! — A juíza grita batendo o martelo. — Ordem ou prenderei todos por desacato!

— Meritíssima... — O advogado de Joelma começa, mas a juíza lhe dá um olhar ameaçador e imediatamente ele se cala.

— O meu tribunal não é um circo! — diz. — Vocês têm quinze minutos para se recomporem! Sugiro que os senhores advogados controlem suas clientes.

~*~

Antes de voltarmos para a sala, Hugo retorna como se tivesse corrido uma maratona. Ofegante, ele demora a falar, mas logo que escuto o que ele tem a dizer, não vejo outra alternativa senão beijá-lo.

— Quer me matar sem fôlego, mulher? — questiona ainda mais ofegante.

— Dá aqui. — Tiro os papéis de sua mão. — O que você acha que eu devo fazer? Mostrar para Joelma que eu tenho provas ou realmente denunciá-la?

— Por mais que eu queira, não posso te dizer o que fazer, Helena. E tem mais...

— Como assim?

— Tem uma gravação que mostra quando o seu carro foi sabotado.

— E mostra o rosto da pessoa? — Hugo confirma com a cabeça e me mostra o vídeo na tela do celular.

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Quem vocês acham que é a tal pessoa? 👀

Meu Viúvo - (COMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora