Akai Ito ou "Fio vermelho do destino" é uma lenda de origem chinesa e, de acordo com este mito, no momento do nascimento, os deuses amarram uma corda vermelha invisível nos tornozelos dos homens e mulheres que estão predestinados a ser "alma gêmea"...
Esta e Berk, localizada no canto escondido do mundo, entre o fim do mundo e lugar nenhum, onde neva nove meses do ano e os outros três chove granizo. Aqui em Berk vive uma civilização bem peculiar, que o lema deles é que o perigo é ocupacional, ou seja, para eles o perigo é algo corriqueiro, tão natural quanto respirar.
Além de que essa vila tem algo em especial, criaturas inimagináveis, que para muito de vocês é apenas mitos e lendas, eles tem dragões, sim dragões, repteis enormes, que soltam fogo, e voam. Os moradores de Berk enfrentam essas feras diariamente, pois eles destroem suas casas e roubam comida constantemente. Essa guerra entre vikings e dragões duram a 300 anos, e nisso tiveram muitas mortes de ambos os lados.
Mas o que essa pequena vila no fim do mundo tem haver com a nossa historia, simples, é aqui que vive nossos casal principal, e é aqui que onde tudo começa e termina. E é aqui onde só um menino consegue mudar o curso da historia, para algo melhor. E é aqui nesta pequena ilha que uma linda historia de amor acontece.
Então vamos deixar de enrolação e começar nossa aventura, que eu sei que vocês estão ansiosos para saber como esse fio vermelho nos levará. Então vamos lá, nossa historia começa com o nascimento do nosso lindo casal principal, um era o único filho do chefe da vila, herdeiro de todo um legado, e a outra era a quarta filha de uma família de grandes guerreiros da vila, além de ser a única filha mulher dentre três filhos homens.
Como eu contei para vocês no capitulo anterior, foi enorme festa quando nosso herói nasceu, e três dias depois outra festa no nascimento da nossa linda menina, então continuando o relato dos primeiros anos do nosso casal iremos dar uma olhada como eles estão ao se passar cinco anos, venham ver, só seguir aonde o fio vermelho está nos ligando.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Era em uma primavera, em um dos raros dias de sol, e as flores agradeciam, com isso animava todos da vila, fazendo com que eles tivessem tirado o dia de folga de seus trabalhos para curtir suas famílias, a pedido do chefe da vila, Stoico Haddock, que queria curti o dia com seu filho.
Então Stoico, assim como os pais da nossa querida Astrid, e muitos outros pais, resolveram levar seus filhos para enseada, para deixá-los se divertir, enquanto nossa heroína, foi brincar com as outras crianças nosso herói ficou ao lado do pai desenhando no seu inseparável caderno de desenho.
- Não quer brincar com as outras crianças meu filho? - Stoico perguntou fazendo carinho da cabeça do mesmo.
- Não. - foi a única coisa que o pequeno ruivo disse, sem ao menos tirar os olhos do desenho que estava fazendo.
O pai se surpreendeu com a brutalidade da resposta do menino, e viu que não adiantava discutir, e então resolveu voltar a conversar com seu amigo Bocão que estava sentado com eles.
Ao longe uma pequena menina de cabelos loiros e olhos azuis observava aquele pequeno ruivo ao lado do pai desenhando, então resolveu criar coragem e se aproximar daquele que tanto a intrigava.
Nisso nosso pequeno ruivo estava tão distraído com o seu desenho que não percebeu a aproximação da pequena loira, até ela fazer sombra em seu caderno, o que o deixou emburrado, e quando levantou a cabeça para brigar ele parou ao olhar naqueles olhos azuis tão sagaz.
- Oi, eu sou Astrid. - a pequena falou sorrindo, o que o fez sorri também.
- Oi, sou Soluço. - o ruivo falou sem graça.
- O que está fazendo, Soluço? - ela perguntou curiosa tentando olhar quando o menino escondeu seu desenho.
- Desenhando. - o pequeno falou ficando vermelho.
- Posso ver? - ela perguntou sorrindo.
- Desculpa, mas não. - ele falou baixando a cabeça.
- Ook. - a menina falou balançando a perna sem graça. - Quer brincar com a gente? - ela perguntou se recuperando do constrangimento.
- Não sou bem vindo no meio deles. - Soluço falou apontando com a cabeça para os meninos que brincavam mais a frente.
- Como não? - a loira se sentou ao lado dele e virou a cabeça para o lado confusa.
- Por que eu não tenho mais mãe, e também não sou tão forte quanto eles, então eles ficam pegando no meu pé. - o ruivo falou baixando a cabeça triste.
A loira olhou para ele e depois para o grupo de meninos que estavam a frente, incluindo seus irmãos, e então se virou novamente para o ruivo com um sorriso e puxou o pequeno pelas mãozinhas, deixando o caderno de desenhos cair no chão.
- Ei, o que você está fazendo. - Soluço perguntou para a loira que o puxava para o campo de flores que tinha próximo.
- Se eles não te querem na brincadeira deles, vamos fazer a nossa muito melhor que os deixará com inveja, certo?. - ela falou olhando para ele abrindo um sorriso de orelha a orelha.
- Certo. - o ruivo abriu um sorriso que o fez fechar os olhos tirando o ar dos pulmões da pequena viking.
Então balançando a cabeça a tirando do transe, eles começaram a brincar assim que chegaram ao campo de flores. Stoico percebendo a ausência do filho, o procurou com o olhar, e quando o encontrou sorriu ao ver a cena do filho fazendo uma coroa de flores e colocando na cabeça da pequena guerreira, isso o fez lembrar de sua falecida esposa que adoraria ter visto isso, e como se lesse seus pensamentos uma pequena brisa soprou nos campos soltando as pequenas tranças de Astrid, a fazendo gargalhar com o ruivo.
E foi assim que o amor deles nasceu, um amor puro de duas crianças que logo iriam ser separadas pelas ideologias de seus pais e da vila, que sabe ser muito cruel as vezes.