Capítulo 3

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Berk estava movimentada, o dia foi de muita agitação, pois o comerciante Johan tinha acabado de ancorar na ilha, então todos estavam aproveitando para reabastecer suas casas e comércios, e no meio desta confusão poderia ser ouvidos passos pequenos e ágeis indo em direção a uma das casas da vila.

Todos viam a pequena viking atravessando as ruas, em uma velocidade invejável para qualquer um, e uma raiva que assustava até o maior dos vikings, quem olhava em seus pequenos olhos azuis poderia ver a raiva de Thor emanando, o que fez todos que estavam em seu caminho sair para não ser pisoteado por sua ira.  

Astrid chegou em sua casa e escancarou a porta, assustando seus irmão que estavam na sala jogando, ela entrou pisando duro e foi em direção ao seu irmão Klaus, socando seu rosto, assustando os outros dois e fazendo seus pais irem para sala ver o que estava acontecendo. Klaus a olhou com a mão no rosto espantado pela atitude da irmã, tentou se levantar quando viu uma adaga parar em meio a suas pernas fincando no chão de madeira, e seus pais arfaram surpresos com a atitude da filha.

- SEU IDIOTA COMO VOCÊ PODE BATER NO SOLUÇO? - a loira gritou indo em sua direção e pegando a adaga que jogou, colocando no pescoço do irmão que engoliu em seco. 

- Astrid, filha se acalma. - sua mãe tentou chegar perto da filha, mas recuou quando ela a olhou ameaçadoramente. 

- Mana, cuidado com isso, por favor. - Stan falou se aproximando com cuidado. 

- Fica quietinho ai, Stan, depois eu vou me resolver com você e o Arne. - Astrid falou sem olhar para o irmão. - Agora onde eu estava? Há é estava perguntando onde VOCÊ ESTAVA COM A CABEÇA DE SOCAR MEU ÚNICO AMIGO QUE POR INCRÍVEL QUE PAREÇA TAMBÉM É O FILHO DO CHEFE DA VILA.

A loira jogou o irmão no chão e tacou a adaga na parede que passou raspando pelo rosto do seu irmão Arne. Klaus que também era esquentado como a irmã mais nova se levantou como um furacão e olhou bem nos olhos dela com a mesma fúria que ela. 

- Eu só lhe dava dando um aviso, e pelo jeito aquele fracote escutou direitinho. - Klaus deu um sorriso convencido que foi prontamente retirado com outro soco dado pela irmã. 

- VOCÊ AFASTOU A ÚNICA PESSOA QUE EU TINHA ALGUM APRESSO NESTA VIDA, SEU IMBECIL, EU TE ODEIO, ODEIO, VOCÊ, KLAUS HOFFERSON ESTÁ MORTO PARA MIM.  - ao ouvi as palavras da loira o loiro arregalou seus olhos azuis e tentou balbuciar alguma coisa, mas sua voz não saia.

Arne que via toda cena calado arregalou os olhos também, e chegou cuidadosamente perto da irmã colocando as mãos em seus ombros, só que em uma velocidade invejável a pequena pegou seu braço o torcendo para suas costas, fazendo o mais velho gemer de dor.

- Você é outro que está morto para mim, como o mais velho deveria ter algum censo, mas vejo que estava errada. - a mais nova falou entre dentes largando o braço dele e o empurrando.

O loiro mais velho foi cambaleando até a poltrona e caiu sentado próximo dela, batendo suas costa na quina, e gemendo de dor pelo impacto. Seus pais que até então olhavam tudo assustados chegaram perto da menor que só faltava soltar fumaça igual a um dragão raivoso.

- Filha tente se acalmar, você não sabe o que está dizendo. - Sua mãe tentou falar com a maior delicadeza possível.

- Não sei o que estou dizendo? NÃO SEI O QUE ESTOU DIZENDO? - Astrid falou olhando para mãe, já com lagrima nos olhos, fazendo todos se assustarem, pois nem quando a pequena quebrou o braço no treinamento derramou lagrimas, e agora estava chorando de raiva e o pior decepção.

Ao ver o estado que irmã ficou Klaus, quase se arrependeu do que fez, quase, porque ao mesmo tempo que esse sentimento veio ele foi embora. Em sua concepção era um mal necessário, pois para ele ela iria ficar um tempo triste e logo voltaria com força total, e o trataria como sempre o tratou, como nosso viking estava enganado, e saberia isso da pior forma possível, pois a pequena viking o faria comer o pão que o diabo amassou.

- Você gostava tanto deste imprestável? - Arne perguntou indignado, e então ao olha nos olhos chorosos da irmã, a verdade veio como um soco em seus estomago, que o fez engoli em seco pelo arrependimento. - Por Freya, você está apaixonada por ele.

Seus pais arfaram pela surpresa, e Stan, que se arrependia do que fez, desde que concordou em segui os irmão, se sentiu pior ainda, colocou a mão no bolso e apertou o papel, que ele tinha pego assim Klaus jogou fora, que continha o  desenho de sua irmã feito pelo filho chefe. Ele tinha que fazer alguma coisa, mostrar para a irmã o quanto tinha se arrependido, e afaria isso hoje.

- Não acredito que você gosta daquele merdinha. - Klaus falou rindo alto. - Você merece coisa melhor irmã.

- Klaus. - Seu pai o repreendeu, iria lhe dar uma lição mais tarde, na verdade nos três, pois, mesmo que Soluço não fosse o viking mais espetacular da vila, ainda era amigo de sua filha e ainda por cima era filho do chefe, então merecia respeito.

- O que foi? Estou mentindo? O moleque é um imprestável, tenho certeza que o Stoico se pergunta todas as noites para os deuses o que ele fez para merecer um filho tão... - Sua fala foi interrompida por mais um soco dado pela irmã que não falou mais nada, só saiu em direção ao seu quarto deixando todos na sala, uns arrependidos, e outro enfurecido.

A pequena viking ficou em seu quarto o resto da tarde toda, chorando, encolhida em seu coberto, não desceu para comer, e nem atendeu ninguém que tinha batido em sua porta, ela agradeceu aos deus por nenhum de seus irmão ter batido em sua porta, pois a mesma teria os matados sem se importar com as consequências.

Já Arne foi na floresta jogar machado, para ver se a dor de ter visto sua irmã chorar pela primeira vez na vida fosse embora, e o arrependimento de ter sido o causador desta dor também fosse, mas a cada fincada do machado na arvore, era como se fosse um em seu coração. Vikings, não são de mostrar sentimentos, principalmente amor e tristeza, ate mesmo para sua família, e quando mostram, é porque são muito fortes.

 E ele percebeu que mesmo sua irmã sendo muito nova, ela era madura o bastante para diferenciar uma paixonite de infância, por amor de verdade, e se ela mostrou para este sentimento para eles é porque o que ela sente pelo chefe da vila, e o mais lindo e puro amor. E com essa constatação, sua dor aumentou mais ainda o fazendo jogar o machado com tanta força que partiu a arvore em dois.

Já Klaus não estava nem um pouco arrependido, pois em sua mente fechada ele estava certo, e o filho do chefe da vila, não era merecedor nem de um bom dia que sua irmã lhe dava, menos ainda do seu amor, em sua cabeça este sentimento da irmã era mera ilusão, que logo estaria esquecido, e tudo voltaria ao normal, e Astrid poderia se focar em ser a melhor guerreira de Berk, ele não poderia está mais enganado.

Stan, por outro lado, andava de um lado para o outro em seu quarto, pensando em milhares de formas de consegui o perdão da irmã, mas nenhuma delas era boa, e terminavam com ele sendo esfaqueado, pela mesma, então ele olhou para o desenho em sua mão, era praticamente um retrato verídico dela, o menino tinha pegado toda a essência de sua irmã e jogado no desenho. Então em um surto de coragem, ele calmamente foi em direção ao quarto da mais nova bateu na porta e jogou o desenho por baixo da mesma.

Astrid ouviu a batida na porta e rapidamente viu algo passando por baixo da mesma, olhou para o objeto que era uma folha de papel dobrada, e sua curiosidade falou mais alto, então calmamente, se levantou de sua cama e pegou a mesma. O papel estava amassado, mas com indícios de que alguém tentava de todas as formas desamassá-la, e quando ela desdobrou a folha ela viu seu desenho, alguém tinha a desenhado, mas quem? Foi então quem ela viu uma pequena assinatura no canto.

S.H.    

Tinha sido o Soluço, era a primeira vez que ela tinha visto um desenho feito por ele, e esse desenho era dela, ele a tinha desenhado, isso a fez chorar ainda mais, de dor, com o coração partido por ele ter a abandonado, de ele tê-la deixado sozinha, foi então que um lampejo de memoria veio em sua mente, e as palavras dele ecoaram em seus ouvidos.

Desculpa, eu prometo ficar forte para ser merecedor de ficar ao seu lado.

Ela sorriu com esse pensamento, e prometeu que torceria para ele, e também fez uma promessa, assim que ele se tornasse mais forte, ela ira declarar seu amor. 

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