Capítulo 18

274 26 5
                                        

Maju 🦋

Eu já estava na escola, hoje era o primeiro dia de aula e eu tinha decidido continuar trabalhando aqui mas apenas no horário da manhã, até pra poder ver Cláudia e Rafaella com mais facilidade.

Meu celular começou a tocar e o nome de Léo apareceu no visor. Sorri no mesmo instante e Rafaella já começou a rir do sorriso bobo.

Leozin: Sei que tá no trabalho mas essa música me lembra você, então escuta.

Ele pelo jeito estava colocando a música e assim que começou a tocar, eu sorri. Eu amava essa música.

Leozin: Sei que nem sempre é a melhor hora pra te ligar

Vê se fica, eu vou sem brigar
Meus pensamentos têm o costume de te alcançar
Te procurar, cê ainda é meu lar
Cê se sujeita a tanta coisa que cê nem precisa
Lembro de acordar, te ver dormindo só com a minha camisa
Ainda perde tempo com esses caras que cê nem precisa
Sempre quando perguntam de nós, te sinto indecisa
Confesso quе me dói saber
Se o tеmpo é otimizado entre martirizar e tentar esconder
O que isso tudo é pra você?
São milhões de olhares, lugares só pra te remeter

Que eu ainda te vejo em tudo
Mesmo depois de um tempo distante, meu corpo ainda chama você
Cê faz parte do meu mundo
Meu tudo em questão de instantes, são só coisas que eu queria dizer
Que eu ainda te vejo em tudo
Mesmo depois do tempo distante, meu corpo ainda chama você
Cê faz parte do meu mundo
Meu tudo em questão de instantes, são só coisas que eu queria te dizer, hmm

Maju: Eu te amo tanto.

Leozin: Eu te amo mais ainda. Tô ansioso pra amanhã você vir morar com nós dois.

Maju: Te vi a dois dias atrás e já estou com saudade.

Leozin: Mas dois dias atrás a gente nem se viu direito, só 2 horas.

Maju: Se a gente tivesse ficado o dia inteiro juntos ainda seria pouco pra você.

Leozin: Claro, quero acordar todo dia do seu lado pro resto da vida, não te ver só um pouco.

Maju: Logo a gente tá junto e nada mais separa nós dois.

Nós conversamos mais uns 5 minutos até eu ter que desligar. Fui até a sala de aula e comecei a ensinar, todos os alunos empenhados na primeira semana, podia ser assim sempre.

A escola ficou toda satisfeita por eu ter decidido ficar né. Não estou pelo salário até porque o que a gente recebe aqui é muito pouco, se eu já não tivesse dinheiro e vida estruturada, não seria possível continuar aqui nem por amor.

Mas eu trabalhava muito, tanto na música quanto na minha formação antes de tudo acontecer, sem contar com o dinheiro que já tinha no banco dos meus pais que ficou grande parte pra mim. Até onde eu puder ficar trabalhando aqui, eu fico.

Ano que vem Laurinha deve entrar pra escola e eu não tô nem um pouco preparada pra ver ela de uniforme. Daqui a pouco tá dando o primeiro beijo e eu surtando.

“Amanhã você se muda mesmo?” Rafaella perguntou cabisbaixa, eu assenti e ela me abraçou com lágrima nos olhos.

“Não chora não que você vai me ver aqui todo dia.”

“Mas é diferente né Maju, nós não vamos acordar juntas nem vim juntas pra escola, não vou brigar com você pelo chuveiro ou pra você ligar pra pizzaria, nunca vi alguém que odiasse tanto isso.”

“Eu te busco todo dia se você quiser e a gente vai juntas pra escola, é caminho e bom que eu vejo a Cláudia. Pode ser?” ela assentiu me soltando do abraço.

Nós almoçamos no restaurante ao lado da escola e ela entrou pro turno da tarde enquanto eu despedia indo pra casa arrumar minhas coisas.

Eu ainda não podia mexer na minha antiga conta bancária e nem em nada que fosse ligado a documentos até eu resolver toda a burocracia mas assim que eu puder, vou pegar uma boa quantia e depositar pra Cláudia e Rafaella.

A condição delas é boa mas abrigar uma pessoa a mais durante 3 anos o gasto é muito maior e se eu posso oferecer algo além de gratidão, por que não? Sempre gostei de ajudar, principalmente quem me fez o bem mesmo quando eu não tinha nada em troca. Elas representam uma parte foda da minha vida.

O Acaso II - Leozin McHistórias para pegar e não largar. Descubra agora