• 26 ~ Não me provoque

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Minha mãe estava super empolgada com o fato de eu ter "arrumado um namoradinho" e quase nos enxotou de casa quando disse que iríamos à sorveteria

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Minha mãe estava super empolgada com o fato de eu ter "arrumado um namoradinho" e quase nos enxotou de casa quando disse que iríamos à sorveteria. Eu odiava mentir pra ela, mas não era como se pudesse chegar e dizer "Ei mãe, vou ali cheirar um pouco e já volto!".

Sempre que pensava nisso me sentia culpada, e por vezes fiquei mal mesmo, principalmente quando "perdi" meus amigos. Era na droga onde encontrava um momento de paz comigo mesma, porque eu não me julgava, a cocaína não me julgava. Era uma espécie de abraço reconfortante, um abraço imaginário que me fazia ir à Lua, que agora não era tão imaginário assim... agora eu tinha Pablo pra me abraçar de verdade, me beijar e me deixar nas nuvens de vez.

- Tem algum lugar tranquilo por aqui? – perguntou, quando entramos no elevador.

- O play deve estar vazio... – olhei no relógio e vi que ainda estava no meio da tarde. – Acho que nenhuma criança brinca a essa hora, em um dia de semana. E além disso, tem um banheiro lá que é meio escondido.

- Tranquilo então, vamos! – pressionei o botão do elevador.

Por sorte o andar estava realmente vazio. Nos trancamos em um dos banheiros e Pablo tirou o saquinho do bolso da bermuda, fez uma carreira e meia como sempre e me entregou uma nota, já enrolada em canudinho.

- Não quero meia!

- Kat, não vai com muita sede ao pote, você precisa ir se acostumando...

- Por que a sua sempre aumenta e a minha continua a mesma coisa?

- Porque você ainda não tá acostumada com muito e eu sim. - sorriu presunçoso.

- Já perdi a conta de quantas vezes fiz isso! – cruzei os braços, emburrada.

- Kat, não! – ralhou.

Foi aí que tive uma brilhante ideia. Ele era tão teimoso quanto eu, logo se eu fizesse birra e batesse o pé, Pablo nunca baixaria a guarda, então...

- Tem certeza que eu não mereço nem mais um pouquinho? – questionei, usando meu melhor tom de voz sexy.

- Kat... – espalmei uma mão em seu peito e o empurrei até encostar na parede.

- Você sabe como eu fico depois que cheiro né? – ele assentiu com a cabeça, me olhando assustado.

É, Pablo estava assustado... era quase digno de foto!

- E mesmo sabendo, você não quer me dar um pouquinho mais? - sugestionei.

Estiquei-me na ponta dos pés até que nossos rostos estivessem alinhados. Nossos narizes se encostaram enquanto minhas mãos o pegavam firme pela nuca, do jeito que eu sabia que ele gostava.

Deixei nossos lábios se colarem rapidamente em um selinho e me afastei apenas o bastante para que ele me escutasse.

- Só um pouquinho? – suas mãos envolveram minha cintura e me puxaram pra mais perto, eu conseguia sentir sua excitação tocando minha barriga.

Por Trás dos Olhos AzuisOnde histórias criam vida. Descubra agora