capítulo extra 0.9 - Morrer parece-me tão tranquilo

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          — Não gostou do que preparei para o jantar, Hinata?! — questiono apreensivo, observando-a mexer e bagunçar seu prato inúmeras vezes sem levar absolutamente nada para sua boca

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          — Não gostou do que preparei para o jantar, Hinata?! — questiono apreensivo, observando-a mexer e bagunçar seu prato inúmeras vezes sem levar absolutamente nada para sua boca.

Ela levanta as sobrancelha, nega com a cabeça e responde:

— Estou sem apetite...

— Está sem apetite a dias, o que aconteceu? — insisto, Hinata fecha os punhos com força batendo-os na mesa, fazendo os pratos, talheres e copos tremerem. — Qual o problema?! — pergunto assustado, as mulheres são impossíveis de compreender, gostaria de falar a mesma língua que Hinata pelo menos uma vez por dia.

— O problema é você... e toda sua proteção excessiva! Quero quinze minutos de paz... sem você por perto, Itachi Uchiha! — arregalo os olhos com seus gritos.

Meu Deus do céu me ajude!

Depois do desabafo, a azulada levanta bruscamente e sai da sala de jantar furiosa, ouço seus pés pisarem violentamente nos degraus da escada. Permaneço estático por alguns minutos tentando compreender o que acabará de acontecer aqui.

Respiro fundo, prendo os cabelos em um coque frouxo, pronto para tirar a mesa e lavar a louça do jantar.

Fazem três meses que Hinata e eu nos afastamos da Akatsuki, acredito que a tensão por estarmos sob pressão tem mechido com o psicológico dela, e deve ser por isso que anda tão estressada.

Sem que ela saiba, continuo recebendo informações das decisões de Pain e o rumo que o grupo tem tomado, o fato é que mesmo que queira do fundo do coração começar algo novo e bom ao lado de Hinata, não consigo e não posso desligar-me por completo do meu passado sombrio. Sinto como se estivesse nadando contra a correnteza e cada tentativa de salvar minha alma da escuridão, condeno a de Hinata.

Termino de lavar a louça.

Então uma dor aguda toma conta de meu peito, logo em seguida respirar se torna impossível, minha visão escurece repentinamente, por causa da dor insuportável caio de joelhos no chão, tentando rasgar a camiseta na tentativa de conseguir respirar. Não é a primeira vez que acontece e está piorando a cada crise.

Ajoelhado no chão, penso em tudo, Hinata e Sasuke são as primeiras pessoas que passam por minha cabeça, seguida por meus pais, a promessa de proteger Sasuke e Konoha. O fardo que carreguei a vida toda nos ombros deixam de pesar enquanto a dor me consome por inteiro mais e mais a cada instante.

Morrer parece-me tão tranquilo, levanto a cabeça vejo uma luz, olho para o teto iluminado da casa, conseguindo respirar e a dor alivia. Logo coloco-me de pé, tento acalmar a respiração, indo atrás de meus remédios, os mesmos que escondo a sete chaves da minha pequena azulada.

Quando tudo parece melhor, subo para o quarto, a porta está encostada, abro-a lentamente tentando não acordá-la com o ranger alto. Hinata está largada na cama, ouço sua respiração calma conforme me aproximo, deito devagar ao seu lado, pego no sono rapidamente observando-a dormir.

𝐑𝐄𝐍𝐄𝐆𝐀𝐃𝐀 ᵉᵐ ʳᵉᵛⁱˢᵃ̃ᵒOnde histórias criam vida. Descubra agora