Capitulo Revisado
Olá, Olá
Como vocês estão, contem me tudo, não escondam me nada, já foram vacinados, têm estado seguros?
Como prometido aqui estou eu de volta com mais um capitulo, ele já foi revisado, porém agradeço que se detetarem algum erro neste ou noutro capitulo que vocês informem-me.
Boa Leitura!!!
André
Eu tinha tanta coisa que pensar, porém sabia que tinha que resolver um problema de cada vez.
Assim que o Francisco informou-me que a minha mãe já estava lá fora e queria falar comigo, eu pedi para a mandar entrar.
Acho que ela já sabia sobre o meu pai, provavelmente Helena devia ter-lhe dito, ela mal conseguia olhar para mim, via na sua expressão, medo e vergonha.
André- Mãe podes aproximar-te, está tudo bem eu só quero entender.
Ela aproximou-se da minha cama, mas ainda permanecia silenciosa, era visível que não tinha descansado nada, talvez com receio de como eu fosse reagir á verdade.
André- Mãe por favor senta-te e fica calma, não sei se tens receio que eu possa reagir mal, que possa tratar-te mal como fiz no passado, mas eu mudei e tu sabes isso, eu só quero entender o que aconteceu, eu pensei que o meu pai tivesse morrido á anos atrás.
Fernanda- E ele morreu quando tu tinhas três anos.
André- Então que história é essa que a Helena contou-me.
Fernanda- Eu menti-te durante todos estes anos, apenas por medo e vergonha, pensei tantas vezes em contar-te a verdade, dizer-te que o Afonso foi apenas teu pai de coração, que apenas criou-te e registou-te como seu filho.
André- Então o que a Helena disse é verdade, eu sou filho desse homem que morreu?
Fernanda- Queria poder dizer-te que não, que ela mentiu, mas sim ela disse a verdade, mas acredita, apenas escondi isto tudo para te proteger.
André- Proteger-me do que, eu não entendo nada.
Fernanda- Eu saí de casa muito jovem, os meus pais não eram as pessoas mais carinhosas do mundo, rapidamente arranjei emprego como domestica, na casa de um casal muito rico, e bem de vida, enquanto a mulher era bondosa, e preocupava-se connosco, ele era violento, manipulador.
André- Ele abusou de ti, foi isso?
Fernanda- Por favor não me interrompas, se não acho que não vou conseguir.
Eu então pedi desculpa e disse para ela prosseguir.
Fernanda- Ele apaixonou-se por uma das empregadas pelo menos era isso que parecia, que amava-a e que estava disposto a tudo para ficar com ela, até a tirar qualquer pessoa do caminho, e essa minha colega adorava a ideia de poder se tornar madame.
Eu sentia que a história caminhava para um lugar muito sinistro.
Fernanda- A mulher dele amava-o e não suspeitava de nada e eu era apenas um jovem que precisava do emprego, a minha patroa então engravidou, algo que ela á muito que já desejava, mas o meu patrão odiou a ideia de ter um filho, de ter que ficar ligado a ela para sempre quando queria ter uma vida com outra mulher, então ele planeou mata-la, começou a envenena-la pouco a pouco, de forma a não dar nas vistas.
Ela viu a minha expressão de horror, respirou fundo, dando-me a entender que a história iria ficar bem pior.
Fernanda- Ninguém suspeitava de nada, achávamos que a fraqueza dela, os enjoos era tudo por conta da gravidez, quando ela já estava com uns sete meses e num estado bem pior, apareceu no meio da noite a pedir-me ajuda.
Eu ajudei ela a ir até á garagem e lá então questionei o que se passava, perguntei se queria que eu chama-se o meu patrão e ela então implorou-me que não o fizesse, pediu-me então ajuda, disse que escutara ele a dizer a outra pessoa que a iria matar e ao filho que ela carregava.
Eu em choque quis que ela fosse á polícia, porém a mesma disse que estavam todos comprados e que precisava fugir, que só confiava em mim para isso, pois via que eu tinha bom coração.
Saímos as duas para a rua, literalmente apenas com a roupa do corpo, entrámos num táxi, e pedi para nos levar até á casa do homem que eu estava a namorar, ele era Afonso, o mesmo deu-nos abrigo por alguns dias, até que arranjássemos uma forma de fugir todos, no entanto a minha patroa estava muito pior, e começou a entrar em trabalho de parto, nós quisemos levá-la para o hospital, mas a mesma fez-me prometer que não o faria e que caso não sobrevivesse que eu iria cuidar do filho dela como se fosse meu, e proteger ele com a minha própria vida. E foi isso mesmo que eu fiz, após o parto bem complicado, a criança nasceu, apesar do estado em que ela estava o bebé estava bem mesmo prematuro, ela ainda pegou nele e pediu para eu dar o nome do pai dela, alguns minutos depois ela faleceu.
André- Eu sou a criança dessa história não sou?
Fernanda- Sim és, mas acredita tu foste muito amado, tanto por mim e Afonso quanto por ela.
André- Como ela se chamava? Como conseguiram fugir?
Fernanda- O nome dela era Beatriz. Nós nessa mesma noite embrulhamos o corpo dela e colocamos na mala do carro, levava-mos só o essencial e fugimos. Acabamos algumas horas depois, por parar numa floresta onde enterrámos a tua mãe. E então começamos a vida numa outra cidade eu registei te como meu filho, visto ninguém nos conhecer e tu seres tão pequeno, acreditaram quando eu disse que dera á luz durante a viagem.
Quando ela terminou de contar-me pude ver o alívio que ela sentia por finalmente poder falar sobre isso, eu estava em choque, não conseguia nem pensar direito, apenas pensava que o meu pai era um monstro.
Pensei que talvez eu fosse também um monstro eu pelos vistos era tão horrível como ele antes do acidente, será que a maldade estava no meu DNA.
Fernanda- Odeias-me filho?
O medo de ser rejeitada por mim estava presente em todo o seu rosto.
André- Tu salvaste-me a vida, como eu posso odiar-te mãe, isso é impossível, obrigado por teres-me protegido e criado durante todos esses anos.
Abraçamos nos fortemente e as lágrimas escorriam pelos nossos rostos, até que aquele momento intimo e tão necessário foi interrompido por uma Helena louca, que entra no quarto aos gritos.
Helena- Já está a contar-lhe mais mentiras não é, não acredites em nada do que ela diz, o teu pai amava-te muito e essa mulher é uma LADRA.
André- Limpa essa boca antes de falares assim da minha mãe, ouviste bem.
Helena- Mas amor.
André- Nós não temos mais nada a única coisa que nos une é essa criança, isso se ela for realmente minha, e se for irei cria-la e dar lhe tudo o que precisar, agora nós os dois esquece, eu não TE AMO.
Ela então começa a chorar a dizer que eu não podia fazer aquilo, que tínhamos que ficar juntos pelo bebé, ela então segurou na barriga e começou a queixar-se com dores, podia ver sangue a escorrer pelas pernas dela.
Helena- TU ÉS UM MONSTRO, SE EU PERDER O MEU FILHO A CULPA É TUA.
A minha mãe segurava-a enquanto gritava por ajuda, e eu apenas fiquei em choque a pensar no que ela tinha acabado de dizer, se perdesse o bebé a culpa seria minha, eu era um monstro tal como ele.
Então o que acharam deste novo capitulo, sei que o Diogo tem estado um pouco desaparecido, porém no próximo ele está de volta, muitas reviravoltas estão para chegar.
Será que Helena vai perder o bebé, o que acham?
E o que pensam que o André deve de fazer, qual decisão ele deve tomar?
Não deixem de comentar e favoritar, ambos são a gasolina necessária para motivar qualquer escritor, a continuar e não desistir, por isso não custa nada, vocês deixarem o vosso feedback tanto nas minhas historias, quanto nas histórias de qualquer outro na plantaforma.
Beijos e Abraços Segunda estou de volta
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Alma Gêmea
RomanceAlmas Gêmeas significa que não importa o que aconteça, as almas sempre arranjaram uma forma de se manterem unidas, apaixonadas pois estão ligadas por algo muito maior o amor eterno e esse amor não só supera a vida como por vezes supera a morte. Diog...
