Quanto Vale uma Vida

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Diogo

Tudo corria de forma tão tranquila, André estava mais forte e teimoso como era decidiu voltar para casa junto com sua mãe, nós estávamos bem, apesar de termos discutido quando ele decidiu isso.

Dois Dias Antes

Diogo- Isso é perigoso, ele continua livre, pode ir atrás de ti.

André- Ele já deve de estar bem longe ninguém sabe dele já faz vários dias, ele não é louco de enfrentar a polícia já deve de estar até em outro país, além disso esta não é a minha casa o meu espaço.

Diogo- Então vem connosco volta para a nossa casa.

André- Diogo, não mistures as coisas eu posso ter recordado as coisas, mas eu não sou ela, apesar das lembranças eu sou diferente eu desejo coisas diferentes.

Diogo- Mas não me amas, não amas a nossa filha?

André- Claro que amo com todo o meu coração, mas é muita informação muitas mudanças, eu necessito de ir com calma entendes.

Diogo- Não entendo, mas vou respeitar a tua decisão de não vires comigo, mas vais ter que continuar aqui.

André- Amor eu não quero discutir, eu já decidi, já falei com Francisco.

Diogo- E o que ele diz?

André- O mesmo que tu, no entanto compreende que preciso de voltar á normalidade, são várias coisas não posso continuar com medo e fechado em casa.

Diogo- Só quero que fiques bem e seguro, não posso perder-te outra vez.

André- E não vais só te peço uns dias para colocar as ideias no lugar.

Ele beijou-me arrastando-me logo de seguida para a cama esquecendo logo os problemas.


Dias Atuais

André

Finalmente estava de regresso a casa, precisava de um pouco de normalidade porém era difícil, eu tinha estas memórias todas, todos esses sentimentos, porém pareciam se de outra pessoa, resolvi sair para caminhar, algo que a minha mãe detestou, ela realmente é fantástica ama-me mesmo sabendo que não sou o filho que criou, parece coisa de outro mundo.

Mais uma vez caminhava e sentia a sensação de estar a ser observado, dizia para mim mesmo que era paranoia, até que dou um pequeno grito ao escutar o meu telemóvel tocar, logo reconheci o número, era o advogado de Helena mais uma vez.

Contra a vontade de todos novamente atendi.

Advogado- Boa tarde, por favor não desligue, escute a minha cliente, ela necessita de falar consigo.

André- Porém eu não tenho nada de importante para dizer a ela.

Advogado- Eu compreendo, e entendo a sua revolta, assim como a minha cliente, mas ela diz que é importante, que o pode ajudar.

André- Ajudar em quê?

Advogado- A encontrar o senhor Mateus.

André- Ela sabe onde ele está? Se sabe porque não diz a polícia?

Advogado- Isso só irá saber caso se encontre com ela, pois nem eu mesmo sei e olhe que aconselhei-a a isso.

André- Entendo, eu irei pensar sim.

Desliguei a chamada, sentia um arrepio tão estranho não sabia explicar, e por momentos parecia escutar o Guilherme a dizer para eu ter cuidado.

Voltei para casa, acelerando o passo, sentia-me perseguido, e só vi o quanto estava ofegante e que de facto tinha corrido quando entrei em casa.

Alma GêmeaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora