Vitimas da Homofobia

206 37 4
                                        

Capitulo Revisado



Diogo

Saí do carro em direção à casa de Fernando a pensar no que a ex noiva de André queria, será que havia risco deles voltarem, será que ele ainda sentia algo por ela, pensar nessa hipótese afligia-me, tinha medo que ele deixasse-me.

Lembrei-me também dos meus colegas de á pouco o que eles terão pensado quando nos viram juntos, será que deram conta, será que irão comentar alguma coisa no quartel sobre estarmos juntos.

Fernando abriu a porta com pouca conversa como nos últimos dias, mas estava começando a melhorar, voltamos então ao carro, quando recebo uma chamada de Bernardo, a convidar-nos para um outro espetáculo no dia seguinte, disse ao André e ele logo disse que iria e olhou para mim, esperando uma resposta positiva da minha parte, porém eu fiquei apenas pensativo e receoso.

André- Tu podes não ir, mas eu vou, escutaste Bernardo eu vou.

Ele começou a rir e a dizer que adorou o último espetáculo.

Bernardo- Se fosse a ti ia Diogo, porque estavam lá uns que adoraram o André, só falam nele.

Eu então disse que sim que também iria.

Vi o sorriso no rosto dele, e foi tudo para mim a Daniela disse que não sabia o que era, mas que queria ir, logo o André tratou de explicar e disse que ela ficaria com a sua mãe e ela como é lógico adorou.

Dia seguinte estávamos prontos quis abordar o assunto da Helena na viagem, no entanto não quis estragar o clima, o ambiente era fantástico, Francisco e Eduardo estavam lá assim como um casal de meninas, que parecia já ter visto antes, após todos nos cumprimentamos não pude deixar de escutar o Francisco a conversar com o André.

Francisco- Podes dizer-me o que se passa? Porque que o meu colega anda a tentar falar contigo e quer que tu vás ao hospital, e tu não estás a ir, não está tudo bem?

Já conhecia um pouco o André e vi o nervosismo no rosto dele.

André- Por nada, é conversa de rotina nada mais, apenas para repetir exames.

Assim como eu Francisco não ficou convencido com a desculpa, mas preferiu não insistir.

Então eu passado alguns instantes chamei o Francisco para acompanhar-me a ir buscar mais umas bebidas, acho que ele sabia o intuito do meu pedido e fomos.

Diogo- Tu não sabes o que ele tem?

Francisco- Não, mas sim acredito que passa-se alguma coisa.

Diogo- Ele continua com tonturas, noutro dia perdeu os sentidos no carro e no nosso fim-de-semana, além das dores de cabeça vi ele sangrar do nariz, o que será que ele tem?

Francisco- Não sei, os exames dele estão lacrados não consigo ter acesso, mas eu irei conversar com ele a sós e com calma, para saber realmente o que está a acontecer.

Diogo- Mas o teu colega não pode-te dizer?

Francisco- Sabes bem que estamos vinculados pela confidencialidade, médico e paciente, e algo diz-me que o André usou esse fator.

Diogo- Sim eu sei, só tenho medo de perde-lo.

Francisco- Calma tudo, irá ficar bem. Trata apenas de o fazer feliz.

Voltámos para a mesa, se ele desconfiava que pudéssemos estar a falar dele, não o demonstrou.

A festa estava incrível, todos sentiam-se muito á vontade, as drags eram muito boas e fiquei parvo com a apresentação do Bernardo ele levava muito jeito.

Alma GêmeaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora