Sonhos, uma palavra que resume o mais belo da vida e que infelizmente raramente sai das noites em que você imagina o ramo que sua vida poderia ter tomado. Mas não é assim para essas três melhores amigas, recém formadas e sonhadoras elas querem domin...
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Metropolitan Records: a enorme gravadora de Nova York, uma das melhores do mundo, me quer.
Cada vez que penso nisso, mais parece um devaneio, um sonho, algo que possa ser tirado de mim a qualquer momento. Mas é bem real, e está acontecendo, porque releio o contrato pela milésima vez em apenas algumas horas.
É o meu sonho desde que consigo me lembrar. A música sempre foi uma parte de mim, algo que me motiva a seguir em frente e fazer o que amo. Mas, mesmo assim, o medo ainda é uma parte grande disso tudo.
Nunca pensei em realmente deixar as meninas, minha avó, a Itália... e agora, Luan. Não sei o que temos, mas desde aquele dia, do nosso primeiro beijo, temos passado mais tempo juntos, andamos de mãos dadas por aí e nunca pensei que fosse me sentir tão feliz e leve.
- É o meu. - Clara diz, olhando para a passagem, me despertando do transe momentâneo.
Observamos os passageiros do mesmo voo que ela se levantarem e seguirem para o portão de embarque, cada um à sua maneira. Vamos com ela até o limite, tentando não demonstrar o aperto no coração que é vê-la ir embora, mesmo que por apenas quatro meses.
Assim que não podemos seguir mais, ela se vira com os olhos marejados e nos abraça forte.
- Aproveite cada segundo. - Sussurro em seu ouvido.
- Prometo que ligo assim que aterrissar... vou mandar fotos, ligar todos os dias e quero saber de tudo o que acontecer por aqui.
- Eu acho bom mesmo. - Cecília a cutuca, nos fazendo rir.
Sorrimos para nossa amiga e a deixamos ir. Cecília e eu permanecemos abraçadas até que Clara está prestes a sair. Mas antes, se vira e acena uma última vez.
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- Caramba, isso ainda é muita coisa para assimilar. - Desligo a tela do celular depois de ler o contrato novamente, me deitando na toalha estendida na grama.
Luan fecha seu livro e se vira para mim, esticando a mão para tirar uma mecha rebelde que cai sobre meu rosto.
- Você tem bastante tempo para ler tudo. - Ele diz, calmamente.
- Sim, e eu já li tudo. Mas...
Vejo a sombra de um sorriso torto se espalhar em seu rosto.
- Ferrero, o que te prende?
Sua pergunta acaba me pegando despreparada. Eu sempre pensei no que me move, no que me faz querer sair de Gênova em busca dos meus sonhos.
- Acho que as garotas. Minha avó, meu emprego, minha rotina... - Pauso um pouco e penso nos acontecimentos recentes - você.
Luan fixa seus olhos azuis nos meus.
- Qual foi o conselho que deu para Clara quando ela teve medo de fazer o intercâmbio?