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Corro até o elevador, equilibrando a bolsa pendente sobre o ombro e o celular na mão

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Corro até o elevador, equilibrando a bolsa pendente sobre o ombro e o celular na mão. Enquanto as portas se fecham e a música agradável começa a tocar, me pego suspirando.

Tudo parece um sonho onde posso acordar a qualquer instante. Mas estou aqui. Estou em Nova York, no arranha-céu da Metropolitan Records. 

Quando as portas se abrem, revelando o enorme escritório onde passo algumas horas do meu dia, sinto um pouco mais da realidade colidindo comigo. Isso realmente está acontecendo.

- York, bom ver você! - Thomas, meu produtor, vem até mim com os braços abertos. - Tenho umas ótimas ideias para discutir com você. Trouxe suas músicas novas?

Sorrio, animada, enquanto sou levada até a mesa dele.

- Trouxe. - me sento na cadeira que Thomas puxou para mim. 

- Conversei com outros produtores sobre você, mostrei seus vídeos, e, como eu disse que aconteceria, eles piraram.

Thomas se senta de frente para mim, puxando alguns papéis da gaveta. 

- O que você tem, Amanda, é justamente o que precisávamos. 

- Confesso que tive medo de aceitar tudo isso. 

Thomas foi a primeira pessoa que tive contato quando pisei nos Estados Unidos. Ele me levou até o apartamento onde ficaria, me mostrou as redondezas, me apresentou às pessoas com que trabalharia e me ajuda em tudo o que preciso. Acabei ganhando o apelido "York" na gravadora, porque Thomas insiste que meu lugar é aqui. Acho que isso é o que faz dele meu primeiro amigo neste país, e como ele já lidou com muitos artistas na mesma situação que eu, sabe como fazer com que me sinta melhor.

- O quê, exatamente? - ele franze a testa.

- Sei de reputações de muitas gravadoras, sobre quererem ditar o estilo do artista, tirando dele o que o torna único. É um país novo, pessoas novas, e meu sonho em jogo.

- É isso o que quero dizer. - Ele aponta para mim com a caneta - pessoas destemidas. Não queremos pessoas dispostas a mudar quem realmente são apenas pela fama.

Apesar dos 30 anos, Thomas sabe o que faz. Um produtor relativamente jovem nesse ramo tão amplo, conseguiu mostrar seu lugar, que não veio para brincadeira. É uma das coisas que mais me motivaram a vir para cá: quando soube que ele seria meu produtor. Já havia lido diversas matérias sobre ele, sabia de seus modos de trabalho e os artistas com quem trabalhou.

- Agora, se puder me acompanhar, gostaria de ouvir suas músicas no estúdio.

O acompanho, animada para mais um dia.

☆☆☆

- Isso aqui é tudo o que você sempre sonhou, mas nunca imaginou que viveria. - Jessie diz, girando no mesmo lugar, o pescoço pendendo para trás, acompanhando as luzes ofuscantes da Times Square.

sonhos, livros e café [FINALIZADA]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora