Episódio 0.4

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O destino que merecemos


Meu tio me deixa em frente à minha casa. Dou lhe um beijo na bochecha e outro na Irene, sua filha.

Entro em casa e encontro meu irmão, com o amiguinho dele, jogando videogame na tevê.

— Boa noite, rapazes. — Tranco a porta e sigo para a cozinha

— E aí, meu caro Jimin. — Jackson, o amigo do meu irmão, me responde.

— Toma, seu cuzão. — Jin grita em comemoração da sua vitória

— Se fuder, guri! — O outro magrelo larga o controle e se levanta indo também para a cozinha

Fecho a porta da geladeira e me deparo com o Jackson me encarando, como quem estivesse vendo toda a minha vida e meus pecados.

— Tudo bom contigo? — Digo espantado e confuso

— Quando vai sair?

— O que, garoto? Desembucha. — Beberico o copo com água

— Nosso rolê, Jimin. Porra, meu irmão. Tu é muito esquecido, velho. Só não perde o cu porque não tem como tirar.

— Caramba. — Ponho a mão na testa — Se eu te contar que esse rolê nunca vai rolar?

Sorrio com sarcasmo e recebo um murro no estômago, me fazendo cuspir a água

— Filho da puta! — Digo com os braços na barriga, me contorcendo de dor.

— É pra tu deixar de ser pau no cu! — Ele aumenta o tom de voz

— O que porra tu tem, Jackson? - Me endireito e avanço para cima do loiro de farmácia, encarando-o mais de perto — Quem já vai ter um pau no cu aqui é você, porque vou foder tanto com esse teu rabinho que tu vai me chamar de Latrell.

— Isso eu pago pra ver. — Ele sussurra com malícia no olhar e um sorriso torto

O empurro até que ele cai no chão. Jin escuta o estabaco e corre para ajudar o amiguinho

— Caralho, Jimin. Ele 'tá chapado, mano.

Jin o levanta e logo me encara

— Foda-se ele e você!

Ponho o copo na mesa e subo para o meu quarto.

Sábado de manhã. Acordei animado.

É fim de semana e o papai aqui vai mexer a raba. Sou eu quem me apresento no palco e vai ser um arraso.

Levanto da cama e já ponho uma música no som.

E vão escutar Doja Cat sim!

Aumento o som no talo. Não demora muito para o aborrecido do meu irmão bater na porta.

— Fala. — Digo ao abrir a porta do quarto. Zero ânimo ao ver aquela cara enrugada do Jin pela manhã. Ficamos encarando um ao outro por uns minutos.

— O que é, velho. Fala logo que eu 'tô com pressa. - Já estava perdendo a paciência.

— Abaixa esse som aí, meu irmão.

— Claro. — Bato a porta na cara dele e vou para o banheiro

É uma pena não ter como aumentar mais esse som.

Escovo meus dentinhos e entro para o banho.

Lindo e cheiroso, desligo o som e desço para o café da manhã.

Criminal | A forbidden love • [jjk + pjm] Onde histórias criam vida. Descubra agora