Atenção, não é recomendado ler o capítulo de hoje nesse horário da manhã. 😏
Lou me ajudou a escrever uma partezinha, então obrigada mais uma vez por isso.
De fato, Win nunca havia ido em um karaokê. Quando entrou no lugar, porém, se arrependeu amargamente por nunca ter entrado em um ambiente como aquele. Logo ele se lembrou o motivo. Estava sempre lotado de casos da delegacia para resolver. Aquilo não era uma desculpa, realmente, já que Fong o chamava na maioria das vezes para que saíssem juntos. Win tinha sempre uma desculpa pronta na ponta da língua: ou estava cansado ou ocupado com o trabalho, o que não era mentira. A verdade era que se sentia meio contraditório. Não gostava de ficar em casa por se sentir solitário, mas também não gostava de sair para socializar.
Os dedos estavam entrelaçados com os dedos de Bright. Eles caminharam para dentro do karaokê. Havia luzes neons centralizadas em cima do palco ainda vazio e algumas mesas já preenchidas. Também havia um bar. Ao vê-lo, Win engoliu em seco, sabendo que o grupo com quem havia ido se embebedaria até o dia seguinte. Não tinha nada contra álcool, mas era um policial. Além de pessoalmente não gostar de bebidas daquele tipo, não concordava com adolescentes tão jovens tomando vários copos como se não houvesse amanhã. Win sabia como eles conseguiam ser inconsequentes, por isso, não hesitaria em se comportar com um adulto e deixar ao menos Bright longe do barman.
O lugar estava à penumbra e era espaçoso. Os garotos escolheram uma mesa e Win, com o olhar atento como já era do seu costume, seguiu Bright até o bar. Ele estava prestes a pedir uma cerveja quando Win segurou a sua mão.
— O que pensa que está fazendo?
— Comprando uma cerveja? — Respondeu, confuso.
— Pode me chamar de careta e do que quiser, mas você e os outros vão beber até amanhã e isso não é certo.
Win esperou que Bright o chamasse mesmo de careta ou de qualquer outro xingamento bobo, mas ele colocou as mãos nos bolsos dos jeans à procura de algo. Depois, olhou o detetive com um sorrisinho divertido e os olhos quase fechados. Estava analisando Win.
— Tem razão.
— Mesmo?
— Não. Eu esqueci a identidade falsa. — Admitiu. Win passou a mão pelo rosto, preocupado. Aquilo era errado demais e não podia fazer nada. Estava se sentindo um péssimo policial. — Ainda tenho dezenove anos.
— Espere até os vinte um e seja feliz.
Bright soltou um riso com a ironia de Win e se aproximou dele até que as costas estivessem coladas no balcão. Os braços se encostaram. O detetive ainda podia sentir o olhar do garoto em si.
— Você tá tão bonitinho hoje com essa blusa vermelha. — Ele mudou de assunto. Win soltou o ar com alívio e foi então que lembrou que não estava usando uma das suas roupas pretas. Ele olhou o próprio corpo e Bright também o observava de cima abaixo. — Você se sente bem assim?
— Não me sinto eu mesmo, mas você me emprestou uma das suas roupas, então não tenho como não me sentir bem.
— Eu gosto quando você é direto.
— Eu sempre sou direto, Bright.
— Então me diga aonde vamos depois daqui.
Win negou com a cabeça e não abriu a boca para revelar o lugar para onde levaria Bright. Frustrado, o garoto se desgrudou do balcão e caminhou até a mesa, se sentando com os outros. Win o viu falar com Boss e então Boss se levantou da cadeira, andando até o bar.
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Castelo de Cartas
FanfictionWin Metawin é um detetive renomado vivendo entre mistérios e investigações. Não tendo o apoio dos seus pais para seguir carreira e com uma convivência familiar conturbada, ele não consegue confiar em qualquer pessoa. Um dia, aparece um caso intrigan...
