Talvez pela ansiedade do fim de semana que se aproximava, o seu corpo como já não fazia há muito tempo, o acordou exatamente às seis da manhã. Win praguejou quando olhou o relógio. Olhando pela janela, vendo um céu limpo e um dia bonito, resolveu se levantar. A percepção que tinha era que estava há séculos longe da sua rotina de exercícios matinais. O corpo sentia falta.
Sem demora, Win vestiu uma camiseta de tecido leve, colocou um boné preto na cabeça e calçou os tênis de corrida, saindo do dormitório decidido a procurar um lugar livre para correr. Dando uma volta pelo campus, formou uma careta ao ver a pista de corrida fechada. Ele andou mais um pouco, à procura de outro lugar. Encontrou uma praça com aparelhos para exercícios próxima à entrada da universidade. Correu pelo quarteirão até estar lá.
Às sete da manhã, o sol estava forte o suficiente para fazer Win se arrepender por não ter colocado uma regata. Estava encharcado de suor. A única opção naquele momento era tirar a camiseta antes que sufocasse com o calor. Foi exatamente o que fez. Mais relaxado agora, Win se pendurou na barra fixa após alguns abdominais e resolveu testar se ainda estava em forma. Não havia muitas pessoas pela rua e ainda era cedo para que os alunos do turno da manhã começassem a chegar, então, sem preocupações, expôs o corpo adulto demais e as tatuagens.
A contagem chegou em trinta e o detetive soltou a barra, ofegante, deitando as costas em um dos bancos. Estava rindo sozinho, sentindo a endorfina relaxar o corpo, vendo que ainda estava em forma, embora o cansaço e a respiração descontrolada dissessem o contrário. Ainda deitado, com os olhos fechados, Win sentiu o sol da manhã aquecer a sua pele. Pensou que não seria uma má ideia começar a se exercitar enquanto estava infiltrado naquela universidade. A ideia não apareceu antes pelo simples fato de não saber quanto tempo ficaria naquela cidade nova. Agora, ele sabia que a sua estadia se estenderia por tempo indeterminado.
Sentindo uma sombra sobre si e gotas d'água caindo em seu rosto, Win abriu os olhos, surpreso. Bright estava ali, sorridente demais para um horário tão cedo. Ele segurava uma garrafa com água gelada.
— Bom dia. — Win o cumprimentou, se sentando. O sol incomodava os olhos quando precisava levantar o rosto para olhar o garoto, então Bright se ajoelhou perto de si. — Como me encontrou? — Perguntou, tomando um pouco da água em seguida.
— Apareci no seu quarto pensando se você não gostaria de ir tomar café comigo no refeitório, mas Dew me disse que você não estava e que não sabia sobre você. Perguntei a alguns alunos e um deles me disse que viu você saindo com tênis de corrida, então, como o lugar mais perto por aqui para se exercitar é essa praça, tirando o campo que tem na pista de corrida...
— Sabe, você seria um bom detetive.
— Eu não iria perder você de vista tão fácil. Posso saber por que estava se exibindo tão cedo?
Um dia, talvez Win conseguisse entender como aquele adolescente conseguia deixá-lo sem jeito com poucas palavras.
O ignorando, o detetive prendeu o riso envergonhado e empurrou de leve o ombro de Bright.
— Obrigado pela água. Você me salvou.
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O olhar de Win estava em Dew. O rosto do colega de quarto estava coberto por algum tipo de creme dermatológico para acabar com cravos na pele ou algo assim. Win sabia que aquilo não fazia efeito. Caiu naquele golpe algumas vezes e com o tempo acabou percebendo que estava jogando dinheiro no lixo. Ir em uma clínica de estética e resolver de vez o problema era melhor do que encher a pele com produtos de procedência duvidosa que prometiam milagres.
— Não sabia que você é o tipo de cara que gosta de fazer skincare.
— Cuidar da pele é importante.
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Castelo de Cartas
FanfictionWin Metawin é um detetive renomado vivendo entre mistérios e investigações. Não tendo o apoio dos seus pais para seguir carreira e com uma convivência familiar conturbada, ele não consegue confiar em qualquer pessoa. Um dia, aparece um caso intrigan...
